terça-feira, 28 de agosto de 2012

Missa em Ação de Graças aos 91 anos de Fundação da Legião de Maria



Era uma quarta-feira, 07 de setembro de 1921, em Dublim na Irlanda às 20:00 horas. Numa sala, uma quinzena de jovens atendeu ao convite de Frank Duff, um cristão católico de oração, de espírito apostólico, devoto da Virgem Maria e de uma profunda simplicidade e humildade. No caminho de Deus não tem acaso, tudo é providência! Ao entrar na sala para a reunião e vendo Maria, perceberam que ali estava a Mãe e Rainha, que nos espera e nos acolhe, para fazer de nós um exército organizado para o Reino de Deus, exército que encontra sua força em Deus e na materna intercessão da Virgem Maria.

Hoje, após 91 anos, este exército continua marchando e combatendo o exército do mal, sob o poderoso comando de Maria Imaculada, Medianeira de Todas as Graças.

Programação da Curia Nossa Senhora Rainha da Paz

Dia 01/09/2012 (Sábado): Missa na Igreja Matriz da Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul. As orações terão início às 19:30 horas com a entrada solene de Nossa Senhora e em seguida a reza do terço e às 20:00 horas, a Santa Missa.
Os devotos poderão levar flores para serem ofertadas a Nossa Senhora.

Dia 01/09/2012 (Sábado): Missa na Capela Sagrado Coração de Jesus da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Paranacity. As orações terão início às 19:00 horas com a entrada solene de Nossa Senhora e em seguida a reza do terço e às 19:30 horas, a Santa Missa.

02/09/2012 (Domingo): Missa na Igreja Matriz da Paróquia Imaculada Conceição de Uniflor. As orações terão início às 19:00 horas com a entrada solene de Nossa Senhora e em seguida a reza do terço e às 19:30 horas, a Santa Missa.

Martírio de São João Batista - 29 de Agosto


Quando São João Batista, o preclaro Precursor do Messias abandonou o deserto, para onde se tinha retirado, por inspiração do Espírito Santo, foi para o rio Jordão, onde começou a batizar e pregar a penitência, preparando desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Abusos e vícios detestáveis tinham se aninhado na sociedade Judaica e São João Batista se propôs a verberá-los energicamente. À testa do governo estava o rei Herodes, cognominado Antipas, filho daquele outro Herodes, por cuja ordem foram assassinados os inocentes de Belém. É o mesmo Herodes Antipas, que figura na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois ao tribunal desse monarca que Pôncio Pilatos mandou Nosso Senhor, que de Herodes só ouviu escárnios e cujos soldados lhe vestiram a túnica branca.
Herodes antipas vivia escandalosamente, tendo raptado Herodíades, esposa de seu irmão Felipe. Essa união ilícita era um mau exemplo e grave escândalo para a nação inteira. Não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca e chamá-lo à ordem. São João Batista, porém,  não podia ver tal coisa, de braços cruzados.
O Evangelho diz que Herodes se sentiu atraído pela personalidade extraordinária do Batista, e com agrado lhe ouvia as instruções. Diz mais que São João lhe declarou, com toda franqueza: "Não te é lícito viver com a mulher do teu irmão". O que o rei respondeu, o Evangelho não conta; mas podemos crer que Herodes recebeu muito mal a declaração do profeta; tão mal que ponderou as possibilidades de livrar-se de tão incômodo e importuno monitor. Se não deu passo nesse sentido, foi porque temia o povo que a São João grande veneração dedicava. Mais ofendida se sentiu a mulher, que tanto fez, tanto instigou, que o rei se decidiu a encarcerar o Santo Precursor. Na prisão, João recebia as visitas dos discípulos, que ávidos ouviam as instruções do mestre. Alguns deles foram, em comissão, enviados ao Divino Mestre, para lhe dirigir esta pergunta: "És Tu o que há de vir ou devemos por um outro esperar?".  São João mandou fazer a Jesus esta pergunta, não porque duvidasse da sua divindade e missão messiânica,  mas para que os discípulos tivessem ocasião de  conhecer e presenciar as maravilhas por Ele feitas.
É de opinião dos Santos Padres que a prisão de São João se efetuara em dezembro, tendo o Santo ficado encarcerado até agosto do ano seguinte. Era em agosto que Herodes festejava pomposamente o seu aniversário natalício. Ao suntuoso banquete estavam presentes muitos convivas, entre estes os Príncipes da Galileia.  Fazia parte do programa uma dança oriental executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé.  Tão bem a jovem desempenhou o papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar seu contentamento, prometeu dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse a metade do reino. Esta promessa, tão levianamente emitida, o rei ainda a confirmou com um juramento. Salomé, tão admirada quão perplexa, diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi ter com a mãe, para saber o seu parecer. Herodíades achou chegado o momento de livrar-se do odiado profeta, e nenhum instante hesitou. "Vai – disse à filha resolutamente – e pede a cabeça de João Batista". Sem pestanejar e afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe ao Rei e disse-lhe em voz alta, para que todos pudessem ouvir: "Quero que me dês num prato, a cabeça de João Batista". Ao ouvir um pedido tão bárbaro e desapiedado, Herodes apavorou-se mas, não querendo desapontar a moça e lembrando-se do juramento que fizera, anuiu e mandou o algoz ao cárcere onde João se achava. A ordem de decapitá-lo foi cumprida imediatamente e pouco momento depois, Salomé teve satisfeito o seu desejo: a cabeça de João Batista, apresentada num prato.
Os discípulos, logo que souberam do crime, retiraram o corpo do querido mestre do cárcere e deram-lhe honroso enterro.
Os assassinos não escaparam da vingança de Deus. O Rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes, por este tirano tinha sido repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O imperador de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lion, na Gália. Assim, abandonado por todos, fugiu com Herodíades para a Espanha, onde ambos morreram na maior miséria. Consta que Salomé,  ao atravessar em pleno e regiroso inverno um rio coberto de gelo, este cedeu e os pedaços de gelo, chocando-se um contra o outro, cortaram-lhe a cabeça.
O martírio de São João se deu um ano antes da morte de Nosso Senhor. O corpo do Santo foi enterrado na Samaria. Seu túmulo foi profanado em 362 pelos pagãos. Piedosos monges salvaram pequenos restos que foram entregues a Santo Atanásio, em Alexandria.
A cabeça de São João Batista foi encontrada em Emese, na Síria em 453 e é hoje a relíquia mais insigne da catedral de Breslau.
Reflexões:
Herodes errou, julgando-se obrigado a cumprir o juramento. Se jurar é tomar a Deus por testemunha da verdade do que se diz ou do que se promete, claro está que, juramento falso é um grande pecado, como pecado é também prometer, sob juramento, praticar uma ação má. O juramento, em si é bom e santo, por ser um ato de religião. Pelo juramento se apela para deus, que é a Verdade suprema. 
Três são as condições que justificam o juramento: A verdade, a justiça e o motivo justo. Afirmar, com juramento, uma inverdade, é gravíssimo pecado chamado perjúrio. "Não abusarás do nome do Senhor teu Deus; o Senhor não deixará impune a profanação de seu nome. Não farás juramento falso em meu nome e não profanarás o nome de teu Deus, pois eu sou o Senhor", prescreve as Escrituras. 
Insuportável seria a vida, se não tivéssemos certeza absoluta da justiça de Deus, que põe tudo nos devidos termos, isto é, que dá à virtude a recompensa que merece e, ao pecado o justo castigo. Se assim não fosse, o martírio de São João Batista e tantas e tantas injustiças e atrocidades clamorosas, não achariam solução. O que se observou sempre e até hoje se observa é que os justos sofrem, quando os maus gozam. Os justos são perseguidos e desprezados, quando os maus são estimados e festejados. Vemos nessa circunstância, aparentemente monstruosa, a atuação da justiça divina. Não há homem que não seja pecador e pelos pecados não provoque a justiça divina, como também criatura humana não existe que não tenha boas qualidades, merecimentos naturais.
O pecado deve ser punido onde quer que seja encontrado – também o pecado do justo reclama castigo. –  Eis porque os justos já sofrem aqui na terra para não lhes ser comprometida a felicidade no céu. A virtude, a boa obra, deve ser recompensada, onde quer que se apresente – também a boa obra do pecador reclama galardão. Não podendo ser compensada no céu, recebe a paga na terra, o que é de inteira justiça. Não é mau sinal, pois, se a vida parece uma corrente contínua de sofrimentos. "A quem Deus ama, castiga" – é observação feita em todos os tempos. Louvemos, pois, a justiça de Deus e não nos deixemos arrastar à crítica, à murmuração, ao desespero. A verdade está na palavra de Nosso Senhor, que na parábola  do mau rico faz Abraão dizer-lhe: "Meu filho, lembra-te que recebeste o teu quinhão de bens durante a vida, ao passo que Lázaro só teve males; agora ele está aqui e tu sofres".  
  
http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/ago/joaobatistadegolacao2908.htm

domingo, 26 de agosto de 2012

Nossa Senhora da Consolação - 28 de Agosto

Esta devoção mariana vem dos tempos dos Santos Apóstolos. Após a morte e ressurreição de Jesus, eles tinham Maria por verdadeira Mãe e Mestra consumada na ação do Espírito Santo, o consolador prometido. Maria é a própria consoladora do espírito, a fortaleza que reconforta os sofredores, o porto seguro dos aflitos.

A antiga tradição narra que em suas aflições Santa Mônica sempre recorreu à Nossa Senhora. Primeiro com as desolações provocadas por seu marido. Depois com a vida desregrada do filho Agostinho, de temperamento difícil, que insistia em ficar longe da religião. Santa Mônica desejou seguir Maria inclusive na maneira de se vestir. Por isto, em suas orações pedia à Nossa Senhora que lhe mostrasse como era sua vestimenta, após a morte de São José e, principalmente após a Ressurreição de Jesus.

Em uma aparição especial à santa Mônica, Maria se apresentou com a roupa solicitada: coberta por uma ampla túnica de tecido rústico, de corte simples e cor muito escura. Uma roupa despojada e penitencial, tendo apenas na cintura uma grosseira correia ou cinta de couro que descia quase até o chão. Em seguida, soltou esta cinta e colocou-a em Mônica, recomendando-lhe o uso diário. Também lhe pediu para transmitir a todos aqueles que fizessem seu uso, teriam sua particular proteção.

Santa Mônica teve a alegria de ver a conversão do filho, hoje um dos maiores santos da Igreja. Santo Agostinho foi um dos primeiros a colocar a cinta e se entregar à proteção de Nossa Senhora da Consolação, como o fez com a comunidade religiosa que logo fundou. Assim, a cinta se tornou o distintivo das ordens agostinianas, responsável pela difusão do culto de sua padroeira, em todo o mundo. A imagem desta devoção, geralmente, representa a Virgem Maria com uma cinta escura entre as mãos, ou a está entregando para Santa Mônica e Santo Agostinho. Por isto, em algumas localidades é invocada sob o título de Nossa Senhora da correia ou da cinta, mas a devoção é a mesma, festejada no dia 28 de agosto, nas ordens agostinianas.

A celebração deste dia se refere a uma milagrosa imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus que deu origem ao culto e à igreja de Santa Maria da Consolação, em Roma. Tudo começou em 1385, quando o fidalgo romano Jordanico de Alberino, ficou preso nos cárceres do alto do Monte Campidolio. Pouco antes de ser enforcado, colocou em testamento que dois florins de ouro deveriam ser usados com a pintura de uma imagem da Virgem Maria em um local público. O seu filho Tiago fez cumprir o que estava escrito, ordenando que a obra fosse executada sobre um muro do Clivo Jugario, embaixo do Monte Campidolio.

Diz a tradição que no dia 26 de junho de 1470 um condenado saiu vivo do enforcamento porque pediu a proteção da Santíssima Virgem, invocando aquela imagem. O entusiasmo do povo fez os Confrades de Santa Maria das Graças reunirem recursos para a construção de uma igrejinha para veneração daquela milagrosa imagem, então intitulada "Nossa Senhora da Consolação".

O trasladado ao pequeno santuário ocorreu em 03 de novembro de 1470. Mas junto à ele também foi fundado um hospital, no qual operaram muitos santos, como: Inácio de Loyola, Luiz Gonzaga, Camilo de Lellis, Felipe Néri, o Baronio e o Calasanzio. A igrejinha cedida depois ao hospital, foi ampliada no final do século XVI e a milagrosa imagem foi coroada.

Fonte: http://www.paginaoriente.com/titulos/nsconsolacao2101.htm

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Aparições de Nossa Senhora ao longo da História


No primeiro milênio foram poucas as aparições de Nossa Senhora e quando aconteceram, quase sempre, foram para pessoas que tinham dificuldades e que sofriam. As aparições se tornaram mais frequentes a partir do segundo milênio, com ênfase nos dois últimos séculos. Porque, atualmente, as aparições são mais frequentes? Porque a humanidade deu as costas a Jesus Cristo e a seus ensinamentos. Jesus, então, envia sua Mãe para alertar e solicitar a seus filhos uma mudança de vida. São contínuos apelos. São novos comandos para chamar os homens à conversão.

Ninguém é obrigado a aceitar mensagens de aparições privadas porque estas não são indispensáveis para a própria salvação. Existe a obrigação de se crer o que ensina Deus na Sagrada Escritura. Mas, se Deus manda a Virgem Maria com novo comando, é necessário estarmos abertos e examinar o que Ela deseja. Se Deus manda sua Mãe para fazer um apelo à humanidade, não é para brincar. Com Deus não se brinca, dizia Léon Bloy. E nem se brinca com os apelos de Nossa Senhora, uma vez que vem chamar a humanidade à conversão. Tudo o que Nossa Senhora anuncia já está no Evangelho. Os homens esqueceram-se de segui-lo. Por isso, existe o apelo de Nossa Senhora para que se convertam.

Para os que dizem que Nossa Senhora, quando esteve aqui na terra, falou tão pouco e que agora está falando demais, respondemos que Ela falou pouco porque deixava seu filho Jesus falar e dar testemunho do Pai. Atualmente, creio que nós, os batizados, não estamos cumprindo plenamente a missão para a qual Jesus nos enviou, que é de continuar sua obra. Por isso, Maria vem para suprir essa omissão. Ela vem para nos chamar a atenção, porque não estamos mais anunciando o Evangelho com o entusiasmo de Jesus Cristo e dos Apóstolos e não estamos vivendo o que Jesus ensinou. Por isso, os novos comandos para voltarmos a Deus, através da conversão, da oração, do jejum, do amor fraterno. Quando os filhos estão indo por um caminho perigoso, de perdição, qual é a mãe que, se realmente ama seus filhos, fica em silêncio? Será que se torna ridícula a atitude de uma mãe que fala muito e, continuamente, a seus filhos quando verifica que estão andando por caminhos que os leva à perdição? Se eles não acatam seu apelo, a mãe não insiste para ver se salva os filhos? Não é uma demonstração de amor para com seus filhos? A experiência nos diz que uma mãe fala muito mais com um filho que anda por caminhos perigosos para alertá-lo, chamando-lhe a atenção, do que para com os filhos bem comportados, que seguem sempre a vontade dos pais. É claro que existem muitos videntes falsos. Por isso, é necessário séria pesquisa antes de aceitar suas mensagens.

O Pe. Amorth diz: “Nós séculos passados, quando havia aparições marianas ou fatos milagrosos, não havia necessidade de nenhum reconhecimento oficial. O povo era que, com seu culto, dava valor àqueles fatos e a Igreja dava seu aval com sua presença na celebração do culto e dos sacramentos. Assim aconteceu em Monte Bérico, Vicenza, Caravaggio, Bérgamo, Divino Amor, Roma, Trè Fontane, e em muitos outros santuários onde se dizia que Nossa Senhora havia aparecido. Assim acontece hoje em Medjugorje, onde ninguém pôs em dúvida a plena conformidade das mensagens à verdade da fé. Por isso, não é necessário mais nada”.

Na Europa existem muitos santuários que surgiram no lugar onde Nossa Senhora apareceu. Quando o povo chegava à certeza da aparição, unia-se as autoridades locais e construía o santuário.

Conheça algumas aparições pouco conhecidas de Nossa Senhora:

Nossa Senhora do Pilar – De acordo com a tradição espanhola, Nossa Senhora teria aparecido ao apóstolo Tiago Maior, que estava evangelizando a Espanha. Maria Santíssima ainda vivia em Éfeso e teria usado do privilégio da bilocação para estar presente junto do apóstolo Tiago, em Saragoça, para animá-lo no sentido de que continuasse a sua missão apostólica na Gálias. Baseado nesta tradição, que vem dos primeiros séculos, teria surgido a devoção a Nossa Senhora do Pilar, hoje a mais popular na Espanha. Sua imagem que se venera em Saragoça é uma estátua de 38 cm que está em cima de uma coluna (daí “do Pilar”).

São Gregório, o Taumaturgo e Nossa Senhora – De acordo com o depoimento de Gregório de Nissa, Nossa Senhora teria aparecido a São Gregório, o Taumaturgo, no ano de 231 para clarear certas dúvidas a respeito de verdades da doutrina católica que estavam provocando séria controvérsias na Igreja. A virgem sempre acompanha a Igreja e a ajuda a conservar a direção que seu Filho Jesus lhe deu.

Nossa Senhora das Neves – No ano de 363, em Roma, um rico casal não tinha filhos. Quis então, doar o que tinha à Virgem Maria. Na noite de 4 para 5 de agosto, Maria apareceu em sonho a este casale também para o Papa Libério, expressando o desejo de que se construísse uma igreja no Esquilino. Seria no local onde de manhã encontrassem neve. Realmente no dia 5 de agosto, de manhã, em pleno verão da Itália, a neve caiu sobre o terreno pré-indicado.

O soldado e Nossa Senhora – Em 455, em Constantinopla, na Turquia, um soldado, certo dia, conduzia um cego a passear, fora da cidade. Enquanto andava, ouviu uma voz que vinha do alto. Olhou e viu a Virgem Maria. Ela lhe predisse que se tornaria imperador e que o cego recuperaria a visão. Nossa Senhora pediu-lhe também que construísse ali uma igreja em sua honra. Como foi predito, o soldado se tornou imperador, com o nome de Leão I e o cego recuperou sua vista. Leão I, mandou construir uma grande igreja no lugar da aparição.

Nossa Senhora da Cruz – Em 958 na Alemanha, um pobre passava diante de um mosteiro, quando ouviu que o chamavam pelo nome: era a Virgem Maria. Ela o encarregou de levar ao mosteiro uma mensagem de conversão e penitência. E, como prova de que Ela tinha aparecido, comunicou que apareceria uma pomba branca e pousaria em cima da cruz que ele levantaria em frente ao mosteiro. Na verdade, isto aconteceu em seguida, o que fez as monjas acreditarem na aparição de Nossa Senhora.

Nossa Senhora do Cordão – Em Valenciennes, França, Nossa Senhora apareceu a um eremita, que foi encarregado de chamar o povo à oração e ao jejum. Como na cidade grassava a peste, os habitantes acataram com entusiasmo o apelo da Virgem. Nossa Senhora apareceu acompanhada por uma multidão de anjos, e estes estenderam um cordão ao redor da cidade como sinal de proteção e de barreira contra a peste. Nossa Senhora pediu uma procissão no dia 08 de setembro, festa de sua natividade, e o povo passou o dia todo em procissão rezando pela cidade. A peste cessou imediatamente.

Para Nossa Senhora, todos são importantes porque cada ser humano é seu filho, por isso Ela sabe consolar os injustiçados e os que sofrem.

Fonte: ROMAN, Ernesto N. Aparições de Nossa Senhora,
suas mensagens e milagres. Ed. Paulus, 2001.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Deus e Maria



Abaixo de Deus, é sobre a devoção a Maria, “maravilha inefável do Altíssimo” (Pio IX), que a Legião se fundamenta. Mas qual a posição de Maria em relação a Deus? Como todos os mortais foi tirada do nada; e embora Deus a sublimasse a um “estado de graça imenso e inconcebível”, diante do Criador Ela não passa do nada. Na verdade ela é, por excelência, a Sua criatura porque Ele a trabalhou mais que nenhuma outra. Quanto mais Deus opera maravilhas em Maria, tanto mais Ela se torna obra das Suas mãos.

Que grandes prodígios não realizou em seu favor!

Com a ideia do Redentor, ela esteve presente no pensamento de Deus desde toda a eternidade. Associou-a aos secretos desígnios dos Seus planos de graça, tornando-a a verdadeira Mãe do Seu filho e daqueles que a Seu Filho estão unidos. Fez todas estas coisas porque, em primeiro lugar, Ele receberia de Maria, um ganho superior ao de todas as criaturas reunidas; e ainda porque estava, no Seu plano, de maneira inatingível às nossas pobres inteligências, aumentar por este meio, a glória que de nós próprios havia de receber. Assim, a oração e o serviço amoroso com que testemunhamos a nossa gratidão a Maria, nossa Mãe e auxiliadora da nossa salvação, não podem representar prejuízo para Aquele que assim a criou. O que damos a Maria não vai menos direta e inteiramente para Ele; não apenas é transmitido na sua integridade, mas acrescentado com os méritos da intermediária. Maria é mais do que uma fiel mensageira. Constituída por Deus, elemento vital do Seu plano de misericórdia, a sua presença acrescenta ao mesmo tempo, a glória de Deus e a nossa graça.

Assim como foi do agrado do eterno Pai receber por intermédio de Maria, as homenagens que Lhe são dirigidas, assim se dignou, por Sua grande misericórdia, escolher Maria para ser o canal pelo qual serão derramadas sobre a humanidade as diversas demonstrações da Sua onipotência e generosa bondade, começando pela causa de todas elas – a segunda Pessoa divina, encarnada, nossa verdadeira vida, nossa única salvação.

Se quero tornar-me dependente da Mãe é para me tornar o escravo do Filho. Se desejo tornar-me sua propriedade é para prestar a Deus com mais segurança, a homenagem da minha sujeição” (Sto. Ildefonso).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 18.

domingo, 19 de agosto de 2012

Nossa Senhora Rainha - 22 de Agosto


Nossa Senhora sempre foi reconhecida pela Igreja Católica como Rainha. É proclamada, pela Igreja, Rainha por doze vezes: Rainha dos anjos, dos patriarcas, dos profetas, dos apóstolos, dos confessores, das virgens, dos mártires, de todos os Santos, do Santíssimo Rosário, da paz, concebida sem pecado original e levada aos céus.

Ainda é proclamada Rainha de Misericórdia, pois seu maior exemplo é pois seu trabalho é exercer a compaixão e alcançar o perdão de Deus para os homens. Parece ter a função de repartir os tesouros da misericórdia de Deus.

Celebrar a realeza de Maria logo após a festa de sua Assunção é relembrar a glorificação de Nossa Senhora como rainha do céu e da terra.  Participando da realeza de Cristo, Maria é modelo e sinal de esperança para todos os cristãos que desde já se revestem da glória de Cristo, através do sacramento do Batismo.

A festa de Nossa Senhora Rainha foi instituída pelo Papa Pio XII, em 1955.

Maria, intercessora da salvação, nos dá, a partir de seu “sim” o Menino que nos trará paz e nos mostrará o Reino prometido por Deus ao homem, convidando-o a fazer parte da construção desse Reino.  Que essa festa seja, pois, uma oportunidade de reflexão para todos nós sobre o nosso papel de construtores do Reino e promotores da Paz!  Que Maria continue intercedendo por cada um de nós e por nossas cidades e países, para que sobre eles reine a verdadeira Paz.


ORAÇÃO DE NOSSA SENHORA RAINHA

Oh Maria sem pecado concebida!
A mais Preciosa Menina, Rainha das Maravilhas.
Ajuda-me neste dia a ser sempre teu verdadeiro filho,
para chegar um dia ao Deus da Vida.

És Rainha do Céu e da Terra, gloriosa e digna Rainha do Universo
a quem podemos invocar de dia e de noite, não só com o doce nome de Mãe,
mas também com o de Rainha, como te saúdam no Céu com alegria e amor
todos os Anjos e Santos.

Nossa Senhora Rainha, Celeste Aurora, enviai a Luz Divina do Universo
para me ajudar a resolver estes problemas.

Gilda Carvalho - gilda@puc-rio.br

Missa da Assunção de Nossa Senhora


Foi celebrada no último sábado (dia 18), a Missa em Ação de Graças a Assunção de Nossa Senhora. A celebração também encerrou a Semana da Família na comunidade.
A Santa Missa teve início às 20:00 horas com a entrada do quadro da Sagrada Família, que foi levada até o altar pela família Monteiro, com aproximadamente 40 membros presentes.
Em sua homília, o Padre Antonio Carlos destacou a importância de Maria, e para que Ela seja nosso modelo de como servir a Jesus.

Na Ação de Graças houve a encenação do primeiro encontro entre Maria e sua prima Isabel, e consequentemente também, o primeiro encontro entre Jesus e seu precursor João Batista.
Toda a celebração enfocou a importância da família.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora



Dia 15/08 (Quarta-feira): Terço em Ação de Graças a Assunção de Nossa Senhora às 12:00 horas, na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul.

Dia 18/08 (Sábado): Missa da Assunção de Nossa Senhora às 20:00 horas, na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul.


Assunção de Nossa Senhora

No dia 15 de agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. É a terceira e última solenidade de Maria durante o ano na Igreja universal.
Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia é muito rica.
Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional.
Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de Jesus e Mãe da Igreja.
Na sua Assunção, Maria diz-nos agora: Olhai: a minha vida era dom de mim mesma. E agora esta vida perdida, de entrega e serviço, alcança a verdadeira vida: a vida eterna, a vida plena, a vida repleta de sol, circundada pela luz de Deus.
A vida não se conquista, tomando-a para si, mas oferecendo-a e multiplicando-a, pelos outros.
É necessário dizer não à cultura amplamente dominante da morte, que se manifesta, por exemplo, na droga, na fuga do real para o ilusório, para uma felicidade falsa, que se expressa na mentira, no engano, na injustiça, no desprezo do próximo e dos que mais sofrem; que se exprime numa sexualidade que se torna puro divertimento, sem responsabilidade.
A esta promessa de aparente felicidade, a esta pompa de uma vida aparente, que na realidade é apenas instrumento de morte, a esta anticultura dizemos não, para cultivar a cultura da vida.
A Assunção da Virgem Maria representa a fé da Igreja na obra da redenção. Entre as formas de redenção a Igreja reconhece uma forma radical de redenção: Unida ao Filho na vida e na morte, a Igreja sabe que Maria foi associada à glória do Filho Ressuscitado.
A Assunção é a Páscoa de Maria. Criatura da nossa raça e condição, Mãe da Igreja, a Igreja olha para Maria como figura do seu futuro e da sua pátria.
Só Deus pode dar uma recompensa justa aos serviços prestados aqui na terra; só ele pode tirar toda dor, enxugar todas as lágrimas, encher nossa vida de alegria.
A festa da Assunção de Maria nos faz crer que a vocação da humanidade é chegar à plena realização e à vitória definitiva sobre todas as mortes.
O fato ocorrido na vida de Maria de Nazaré, proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pois tem tudo a ver com o mistério da nossa salvação, e sendo a Igreja, assim definiu pelo Papa Pio XII em 1950: "A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial."

Antes, esta celebração, tanto para a Igreja do Oriente como para o Ocidente, chamava-se "Dormício" (= passagem para a outra vida), até que se chegou ao de "Assunção de Nossa Senhora aos Céus", isto significa que o Senhor reconheceu e recompensou com antecipada glorificação todos os méritos da Mãe, principalmente alcançados em meio às aceitações e oferecimentos das dores.
Maria contava com 50 anos quando Jesus a ascendeu aos Céus e, já tinha sofrido com as dúvidas do seu esposo, o abandono e pobreza de Belém, o desterro Egito, a perda prematura do Filho, a separação no princípio do ministério público, o ódio e perseguição das autoridades, a Paixão, o Calvário, a morte do Filho, embora tanto sofrimento, São Bernardo e São Francisco de Sales é quem nos aponta o amor pelo Filho que havia partido como motivo de sua morte.
Portanto a Virgem Maria ressuscitou, como Jesus, pois sua alma imortal uniu-se ao corpo antes da corrupção tocar naquela carne virginal, que nunca tinha experimentado o pecado. Ressuscitou, mas não ficou na terra e sim imediatamente foi levantada ou tomada pelos anjos e colocada na Igreja Triunfante como Nossa Senhora, Mãe e Onipotência Suplicante assunta aos Céus!
Celebrando a Assunção da Virgem Maria aos Céus, o Senhor renova em nós a aliança e nos dá um novo sentido para a nossa vida.
A Assunção de Maria valoriza muito o nosso corpo, templo do Espírito Santo, como manifestação de todo o nosso ser, aos olhos dos outros.
Nossa Senhora da Assunção, rogai a Deus por nós.


Orações no Bosque – 13 de Agosto

As orações no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz, no dia 13 de agosto, tiveram início às 13:30 h com a reza da Novena das 90 Salve-Rainha e em seguida, o Santo Terço.
Às 15 horas teve início a Celebração da Palavra conduzida pelos ministros Maria do Carmo, Nizete e Carlos Faustino. A ministra Maria do Carmo destacou nossas cruzes diárias, enfatizando que nunca estamos sozinhos, mas que Deus está sempre presente em todos os momentos de nossa vida. Destacou também a necessidade de colocarmos nossos dons a favor de Deus Pai.



Ao final da celebração, os pedidos de orações e agradecimentos trazidos pelos devotos foram abençoados e queimados no cruzeiro a fim de que, como a fumaça, subam até o céu.




Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e

as minhas mãos

levantadas sejam como o sacrifício da tarde.

Salmos 141:2

domingo, 12 de agosto de 2012

Legionários participam do 7º Éffeta em Paranavaí – Pr

No dia 12 de agosto de 2012 aconteceu no município de Paranavaí a 7ª edição do Encontro Éffeta – Abra-te para um novo tempo! Tempo de Renascer!, maior evento católico da região de Paranavaí, a partir das 9:00 horas da amanhã. Estiveram presentes os legionários Andressa, Lucas, Luiza, Mirian e Vanderson e demais romeiros de Cruzeiro do Sul.
Durante o dia foram realizados shows, missas, momentos de louvor e adoração e orientações sobre prevenção e combate as drogas. O evento também contou com os módulos: Jovem, crianças, família, surdos, Maria, artes e confissões.


Adoração ao Santíssimo Sacramento

Confissões

Módulo da Família

No Módulo Maria foram diversas as palestras voltadas a mãe de Jesus, e o encerramento com a reza do terço, onde cada devoto ofertava uma rosa a Maria.





O Missionário Redentorista Padre Robson de Oliveira, Reitor do Santuário Basílica de Trindade, conduziu a imagem Peregrina do Divino Pai Eterno. O Padre celebrou a Santa Missa, que marcou o encerramento do Éffeta, que teve início às 17h30, e foi transmitida ao vivo pela Rede Vida de Televisão. Em sua homilia, Padre Robson destacou as dificuldades da vida a exemplo do Profeta Elis, mas que não podemos animar pois o Divino Pai Eterno estará sempre conosco.  









A visita está dando continuidade ao trabalho evangelizador realizado, desde 2008, pelo reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno. A Imagem Peregrina percorreu, de janeiro de 2011 até maio de 2012, cerca de 250 mil quilômetros, equivalente a mais de seis voltas ao mundo. Na agenda de 2012 da Imagem Peregrina, estão confirmadas cerca de 30 visitas, em várias cidades de 10 estados do país.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Convite Especial


A Legião de Maria convida todos os devotos de Nossa Senhora:

- Dia 13/08 (Segunda-feira): Novena das 90 Salve-Rainha às 13:30 h, e em seguida a reza do terço. Às 15:00 h, Celebração da Palavra. Devido a compromissos com a Pastoral Carcerária, Pe. Antonio Carlos da Silva não poderá celebrar esta Missa conosco;

- Dia 15/08 (Quarta-feira): Terço em Ação de Graças a Assunção de Nossa Senhora às 12:00 horas, na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dom Anuar Battisti presta homenagem ao Padre Zezinho

Padre Zezinho com Dom João Braz de Aviz


O sacerdote do clero de Maringá morreu nessa quarta-feira (08) por volta das 23h. Ele estava internado na Santa Casa de Misericórdia.


Na Itália, o Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, lamentou a morte do Padre José Bortolotte e em nota destacou a importância do sacerdote no trabalho de evangelização na Arquidiocese: “Perdemos um Sacerdote, um colaborador, porém, quem perde ganha, nos garante o evangelho. Que desta semente que hoje lançamos na terra, possa nascer muitos frutos para a Igreja. Depositamos nas mãos de Deus este nosso irmão, na certeza de uma nova vida, que jamais acabará. Obrigado Padre Zezinho, que Deus te recompense na eternidade”, disse Dom Anuar.

O corpo do Padre Zezinho foi sepultado na tarde desta quinta-feira (09) no cemitério Rainha da Paz, após missa de corpo presente celebrada na igreja Divino Espírito Santo com a presença de centenas de fieis e dezenas de sacerdotes.

Padre José Bortolotte nasceu dia 20/10/1945 em Jandaia do Sul. Foi batizado em 24/02/1946 na Paróquia N. Sra. Aparecida de Mandaguari. Filho de Ótavio Bortolotte e Hilda Monteiro Bortolotte fez graduação em filosofia  na Universidade Federal do Paraná e teologia no Stutium Theologicum em Curitiba. Foi ordenado padre no dia 08/12/1973 por Dom Jaime Luiz Coelho na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória em Maringá. 
 
Padre Zezinho, como era conhecido, foi nomeado vigário cooperador da Catedral de Maringá em 18/02/1974; trabalhou também na Paróquia São Miguel Arcanjo em Maringá; Paróquia São Francisco de Assis em Maringá; Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Paranacity; foi administrador paroquial na Paróquia São Judas de Cruzeiro do Sul; Em 02/04/1998 foi nomeado Chanceler da Cúria Metropolitana; atuou como Pároco da Paróquia Divino Espirito Santo em Maringá após nomeação em 2006 e atualmente estava em tratamento médico por causa do agravamento dos problemas ocasionados pelo diabetes. 
Fonte: http://arquimaringa.org.br

Semana da Família em Cruzeiro do Sul


A família, fundada e vivificada pelo amor, é uma comunidade de pessoas: dos esposos, homem e mulher, dos pais e dos filhos, dos parentes. A sua primeira tarefa é a de viver fielmente a realidade da comunhão num constante empenho por fazer crescer uma autêntica comunidade de pessoas. O princípio interior, a força permanente e a meta última de tal dever é o amor: como, sem o amor, a família não é uma comunidade de pessoas, assim, sem o amor, a família não pode viver, crescer e aperfeiçoar-se como uma comunidade de pessoas. Quanto escrevi na encíclica Redemptor Hominis encontra exatamente na família como tal: «O homem não pode viver sem amor. Ele permanece para si próprio um ser incompreensível, e a sua vida é destituída de sentido, se ele não se encontra com o amor, se não se o experimenta e se não o torna algo próprio, se nele não participa vivamente».

João Paulo II

Entre os dias 11 a 19 de agosto a comunidade se reúne para celebrar A FAMÍLIA utilizando como inspiração o exemplo da Sagrada Família, Jesus, Maria e José. Isso nos mostra que mesmo tendo sido escolhidos para serem a família de Jesus na Terra, José e Maria enfrentaram inúmeros problemas e dificuldades, que fazem parte desse mundo terreno.
Tendo como inspiração a Sagrada Família, a Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul nos convida para participarmos desta Santa Semana.


Programação da Semana da Família em Cruzeiro do Sul

SÁBADO: Dia 11/08 – 20:00h
- Missa de abertura com a entrada das famílias.
- Teatro sobre a família.
- Queima de fogos.

DOMINGO: Dia 12/08 – 10:00 h
- Missa na Igreja Matriz com Teatro sobre a família.
- Homenagem aos Pais.

SEGUNDA-FEIRA: Dia 13/08 – o dia todo
 - Campanha de adesivação  da Semana Familiar em veículos.

TERÇA-FEIRA: Dia 14/08 – 19:30 h
- Filme: Bella – temática do aborto na visão da fé cristã no Auditório da Biblioteca.

QUARTA-FEIRA: Dia 15/08 – 19:30 h
- Encontro de grupos, Pastorais e Movimentos e confraternização, com palestra aos participantes.

QUINTA-FEIRA: Dia 16/08 – 20:00 h
- Palestra “Dinâmica dos casais” – Dra. Lucimara de Mico – Clube da 3ª Idade.
*levar toalha de banho para a dinâmica de casal – 1 cada pessoa.

SEXTA-FEIRA: Dia 17/08 – 19:00 h
- Caminhada das famílias - organização por setores e capelas – 19:30 horas.

SÁBADO: Dia 18/08 
- 17:00 h - Casamento Comunitário;
- 20:00 h - Missa de encerramento na Igreja Matriz – Assunção de Nossa Senhora (Organização: Comunidade São Mateus e Legião de Maria).
- Queima de fogos.


Amar a família significa saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre. Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los. Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. E, por fim, forma eminente de amor à família cristã de hoje, muitas vezes tentada por incomodidades e angustiada por crescentes dificuldades, é dar-lhe novamente razões de confiança em si mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça, e na missão que Deus lhe ha confiou: «É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura!. É necessário que sigam a Cristo»


João Paulo II

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Como se vestir para ir a Missa?


Autor: Francisco Dockhorn
Publicação original: Março de 2007
Fonte: http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/comovestir.html

Muitos hoje se perguntam qual é a melhor forma de se vestirem para participar do Santo Sacrifício da Missa. Alguns procuram responder a estes afirmando que "tanto faz, pois o que importa é o coração". Mas o que dizem os documentos oficiais da nossa Santa Mãe Igreja à respeito disso? O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma, sobre o momento da Sagrada Comunhão: "A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede."

Para compreender o porquê o Catecismo afirma isto à respeito das vestes, é importante compreender o que é a Santa Missa: ela é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pagou pelos nossos pecados na cruz. Tal Sacrifício se torna presente na Santa Missa no momento em que o pão e vinho tornam-se verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). O Santo Sacrifício da Missa é incruento (ou seja, sem sofrimento nem derramamento de sangue), ou seja, é o mesmo e único Sacrifício do Calvário, tornando-se verdadeiramente presente na Santa Missa para que possamos receber os seus frutos e nos alimentar da Carne e do Sangue de Nosso Senhor. Por isso o Sagrado Magistério nos ensina que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício." (Catecismo da Igreja Católica, 1367)

É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito - isto é, banaliza o momento sagrado.

O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo do princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda!

O bom senso nos mostra também que, partindo do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que uma blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido do que uma calça estilo "mulher-gato" (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio.

A questão se reveste de uma seriedade ainda maior quando se trata daqueles que exercem funções litúrgicas, tais como os leitores e músicos. Pois estes, além de normalmente estarem mais expostos ao público que os demais, acabam por serem também modelos.

É de acordo com este senso que até a pouco tempo atrás era comum se utilizar a expressão popular "roupa de Missa" ou "roupa de Domingo" como sinônimo da melhor roupa que se tinha. Quanto bem faria aos católicos se esta expressão fosse restaurada!

Quanto aos que afirmam que "o que importa é o coração", vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grandes parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica à respeito que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro.

A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: "De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (...) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo." (Mane Nobiscum Domine, 18)

Concluímos com as palavras de São Josemaria Escrivá em uma de suas fantásticas homilias, recordando seus tempos de infância: "Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor." Afirma ainda: "Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?" (Homilias sobre a Eucaristia, Ed. Quadrante)