sábado, 30 de junho de 2012

Como Nossa Senhora atua com seu poder de Rainha?


Nossa Senhora exerce esse império não por uma imposição tirânica, mas pela ação da graça, em virtude da qual Ela é capaz de nos libertar de nossos defeitos e nos atrair, com agrado e particular doçura, para o bem que nos deseja.

Esse materno poder de Maria sobre as almas nos revela quão admirável é a sua onipotência suplicante, que tudo nos obtém da misericórdia divina. Tão augusto é esse domínio sobre todos os corações, que ele representa incomparavelmente mais do que ser Soberana de todos os mares, de todas as vias terrestres, de todos os astros do céu, tal é o valor de uma alma, ainda que seja a do último dos homens!

Afirma S. Luís Grignion de Montfort que, "no Céu, Maria dá ordens aos Anjos e aos bem-aventurados. Para recompensar sua profunda humildade, Deus Lhe deu o poder e a missão de povoar de Santos os tronos vazios, que os anjos apóstatas abandonaram e perderam por orgulho. E a vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc. I, 52), e que o Céu, a Terra e o Inferno se curvem, de bom ou mau grado, às ordens da humilde Maria". [Tratado da Verd. Devoção à Ssma. Virgem: S. Luís Grignion de Montfort. Ed.Vozes,pgs.24]

1 - Nossos deveres para com Maria, nossa Rainha.

Estes deveres são numerosos. Somos obrigados a respeitar esta augusta Soberana, a obedecer-lhe e a amá-la. Neste mundo, a soberania de Maria se manifesta sobretudo por uma bondade e benevolência maternais. "Salve, Rainha, Mãe de misericórdia!"

Os justos, por Ela, perseveram no bem e no fervor; para os pecadores obtém o arrependimento e a conversão. Todos podem dizer, com São Boaventura: "Eis a minha Soberana, que me salvou!" (cfr. 'Mês de Maria - segundo o Evangelho na Liturgia'- J.B. Bord - Vozes, Petrópolis, 1947- pp.126,127)

Como aconselha S. Luís Grignion, podem-se resumir estas obrigações: consagrando-nos, segundo nosso estado, à sua vontade, a seu serviço, em todas as nossas ações de cada dia.
Quantas vantagens espirituais nos dará esta piedosa prática! A Santíssima Virgem ama seus escravos de amor; ama-os com uma ternura ativa, afetiva, muito mais intensa do que a de todas as mães juntas. Vai mais além, Santo Afonso ao afirmar: "Reuníssemos nós, enfim, o amor de todas as mães a seus filhos, de todos os esposos às suas esposas, de todos os Anjos e santos para com seus devotos, não igualariam todo esse amor ao amor que Maria tem a uma só alma." (Glórias de Maria - S. Afonso de Ligório, Editora Santuário, 1987, pág.55).

2 - Rainha que é Porta do Céu.

O Pe. Jourdain comenta: "Ela é a porta que nos franqueia a entrada da Casa de Deus.

"Quando o Filho de Deus entreabriu o Céu para descer até nós, foi Maria que Lhe serviu de porta: São Pedro Damião exclama, celebrando a natividade da Ssma. Virgem:
'Hoje nasceu a Rainha do mundo, janela do Céu, a porta do Paraíso'.

"Maria é a porta do Céu, porque todos os que nele entram, fazem-no seguindo a Jesus, por meio de Maria. A Terra, que o pecado de Adão havia separado do Céu, reconciliou-se com este pela intercessão de Maria, que nos deu Jesus.

"A Santa Virgem Maria por sua pureza e humildade, fez descer Jesus Cristo do Céu sobre a Terra; assim também por seus exemplos e virtudes, foi a primeira a abrir para os homens a via que conduz ao Céu. Por isso Jesus Cristo A colocou à testa de todo o gênero humano, e quis que ninguém pudesse ser salvo, nem subir ao Céu, senão pelo consentimento e sob a proteção e a direção de Maria".

Nossa Senhora é a porta do Céu. É por essa porta que todas as nossas orações chegam até Deus, e é por meio d'Ela que obtemos as graças necessárias para a nossa salvação. Assim, em todos os dias de nossa vida e, sobretudo, no momento em que estivermos para entrar na eternidade, a Ela devemos dirigir esta filial e confiante súplica: "Porta do Céu, abrivos para mim". (Pequeno Oficio da Imaculada Conceição -comentado : João S. Clá Dias - Artpressset. 1997, pp.188/189 )

Fonte: http://www.acnsf.org.br/article/8682/A-Coroacao-de-Nossa-Senhora-como-Rainha-do-Ceu-e-da-Terra.html

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Padroeiros da Legião - S. Pedro e S. Paulo


São Pedro
“Como Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro é, por excelência, o padroeiro de uma organização apostólica. Foi o primeiro Papa, mas representa toda a ilustre série de Pontífices até ao Santo Padre atual. Invocando S. Pedro, expressamos uma vez mais a fidelidade da Legião a Roma, centro de Fé, fonte da autoridade, da disciplina e da unidade”  – (Decisão da Legião, colocando o nome de S. Pedro na lista das invocações).

A festa de S. Pedro e S. Paulo celebra-se a 29 de junho.

“E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra será também ligado nos Céus; e tudo que desligares sobre a terra será desligado também nos Céus” (Mt 16, 18-19).

São Paulo

Uma alma que pretende ganhar as outras deve ser grande, imensa como o oceano: para converter o mundo é necessário ter uma alma maior que o mundo. Tal era S. Paulo desde o dia em que uma luz celeste repentinamente o envolveu, lhe penetrou na alma e o inflamou no desejo ardente de encher a terra com a fé e o nome de Cristo. O seu nome resume a sua obra – Apóstolo dos Pagãos.

Trabalhou incansavelmente até que a espada do carrasco entregou o seu espírito incansável nas mãos de Deus; mas os seus escritos sobreviveram e para sempre hão de viver, continuando a sua missão.

É costume da Igreja colocá-lo sempre junto com S. Pedro nas suas orações, o que para ele constitui grande glória. Nada mais justo, pois ambos consagram Roma com o seu martírio.

A Igreja celebra a Festa de S. Pedro e S. Paulo no mesmo dia.

“Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um; três vezes fui
açoitado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei no abismo uma noite e um dia. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus concidadãos, perigos dos pagãos, perigos no mar, perigos entre os falsos irmãos e irmãs. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, como fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez” (2 Cor 11, 23-27).

Fonte: Manual da Legião de Maria.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Terço aos Padroeiros da Legião de Maria



Foi realizado no último dia 24 de junho o Terço em honra aos padroeiros da Legião de Maria. As festividades foram realizadas no pátio coberto do Colégio em frente ao Bosque e teve início às 19:30 horas, com as orações iniciais da Legião de Maria e a reza do Terço, que foram conduzidas pelos presidentes dos Praesidia.


A entrada da imagem foi preparada por membros dos praesidia Rainha de Todos os Santos e Nossa Senhora de Fátima.


A Leitura Espiritual foi lida pelo legionário Dirceu que tratava sobre a visita de Maria a sua prima Santa Isabel, que fazia referência ao primeiro encontro de Jesus com São João Batista, padroeiro da Legião de Maria.

A Alocução feita pela legionária Marina enfatizou as características desse encontro fazendo também referência ao evangelho do dia, que tratava sobre o nascimento de S. João. Em suas palavras, a legionária Maria ressaltou a importância do trabalho dos legionários através das visitas, onde temos que ser como Maria, que sempre esteve preocupada com as necessidades das outras pessoas. Temos que transportar através de nossa saudação os efeitos de carregarmos em nós a presença de Deus. Maria levava Deus e foi Deus que ela transmitiu a Isabel.

Em seguida todos rezaram as orações finais de mãos dadas. Também foi rezada a oração pedindo a beatificação do fundador da Legião de Maria, e ao final todos os presentes se despediram de Nossa Senhora cantando o hino da Legião de Maria.


 




Logo após, os alimentos foram abençoados, e houve a confraternização.

 


Em seguida a legionária Márcia fez uma homenagem aos santos juninos. Foram sorteados algumas lembrancinhas religiosas aos presentes.

 

A festa foi encerrada com a tradicional quadrilha.
 

A escolha do casal mais “caipira” da festa: Jonhy Cabreira e Bruna Rovida.

Nossa Senhora Rainha da Paz


Há 30 anos Medjugorje era uma desconhecida vila rural no interior da extinta Iugoslávia. As famílias, em sua maioria pobres, trabalhavam em suas plantações de tabaco e uva. As crianças e jovens trabalhavam na lavoura e estudavam. Muitos deixavam a região para buscarem melhores oportunidades em outros países da Europa. Ninguém, jamais, elegeria Medjugorje como destino de uma viagem de férias. As famílias, católicas, carregavam uma história heróica de resistência de seus antepassados. E a geração daquela época, quando tudo começou, vivia oprimida pelo regime comunista.

Em Medjugorje não era costume se falar das aparições de Nossa Senhora em Fátima ou Lourdes ou outra. Tanto assim que vários videntes declaram que não sabiam que existiam aparições de Nossa Senhora.

O inicio das aparições deixou a todos perplexos: os próprios jovens (eles viviam um misto de felicidade e perplexidade), seus pais e familiares, o povo da Vila e redondezas, as autoridades da Igreja local e as autoridades administrativas e policiais da época, a medicina local e outras instâncias de autoridades científica.

No começo os próprios videntes tinham alguma dúvida. Vicka, orientada pela avó, levou água benta no terceiro dia, aspergiu a aparição e disse: 'Se és Nossa Senhora fica..senão vai embora!' Nossa Senhora apenas sorriu. Nos primeiros dias seus pais procuraram o padre local sem saber o que fazer. Diziam: "Padre, eu não sei o que fazer... meu filho diz que vê Nossa Senhora?" O padre alertava aos jovens que não se devia brincar com coisa tão séria. A polícia os levava para interrogar e para exames médicos psiquiátricos. Médicos e assistentes sociais subiram na colina para presenciar a aparição e saíram de lá perplexos. Todos os exames sempre os declaravam normais.

No oitavo dia, fugindo da polícia, bateram na porta da Igreja e pediram proteção ao pároco padre Jozo Zovko. Ele os levou para dentro e lá Nossa Senhora lhes apareceu e padre Jozo começou a acreditar. O Pe. Jozo pegou um ano e meio de cadeia, porque defendia as aparições. Os carcereiros disseram que, quando na prisão, o cadeado da cela do Padre Jozo não fechava. Quando colocavam o padre em outra cela, o cadeado desta outra não fechava e aquela onde estivera antes se fechava. Assim, durante todo o tempo, a cela do padre ficou com o cadeado aberto, inexplicável pelos carcereiros. E à noite, enquanto o padre dormia no escuro e em paz, os carcereiros corriam para apagar as luzes da sua cela, que ficava iluminada, mas não era luz de lâmpadas. Os carcereiros enlouqueciam. Por fim se converteram e contaram tudo o que sucedia, pois o padre não sabia da existência destes fenômenos.

A notícia das aparições já se espalhara pelo mundo. Em 1983 o Governo da Iugoslávia autorizou peregrinações e multidões começam a afluir para Medjugorje. Também em 1983 e 1984 duas universidades da Itália e da França fizeram uma profunda investigação científica médico-teológica sob a direção do Dr Henry Joieux (França), Dr Luigi Frigério (Itália) e do grande teólogo, especialista em aparições marianas, René Laurentin.sobre os videntes e as aparições. As comissões científicas declaram a idoneidade dos videntes, a sua perfeita sanidade mental e a identificação positiva daqueles fenômenos, sob a ótica da teologia, com aquilo que a teologia mística conhece a respeito do assunto.

Os videntes estão todos casados e com filhos e os três que não receberam os dez segredos, mas apenas nove, continuam tendo aparições diariamente. Todos eles de forma muito consciente continuam dedicando suas vidas à missão a eles confiada pela Rainha da Paz.

Medjugorje se consolida cada vez mais como um grande Santuário Mariano com número crescente de peregrinos que desde o começo até hoje ultrapassam os 30 milhões. Mensalmente milhares de pessoas se reúnem para a aparição do dia 02 à Mirjana. E milhões acompanham as mensagens do dia 25 à Marija Pavlovic Lunetti. O Festival da Juventude atrai milhares de peregrinos a Medjugorje. A ciência já fez os estudos mais importantes. A internet se tornou uma fonte importante de rápida divulgação. Milhares de Grupos de Oração seguem as mensagens de Medjugorje, Comunidades religiosas têm sido formadas para seguirem de forma mais radical às orientações de Nossa Senhora. A Igreja acompanha de forma tranquila e atenta o desenrolar dos acontecimentos.
Fonte: http://www.medjugorjebrasil.com e Aparições de Nossa Senhora escrito por Ernesto N. Roman.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Terço aos Padroeiros da Legião de Maria



 A Legião de Maria convida a todos os legionários e família para participarem do Terço aos Padroeiros que será realizado no dia 24 de junho de 2012 (domingo), no Colégio Est. Dr. Romário Martins, em frente ao Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz.

As orações terão início às 19:00 h com a reza do Terço e das orações da Legião de Maria. No encerramento, quadrilha, concurso do caipira mais “caipira” da festa (masculino e feminino) e confraternização.
Pedimos a todos que tragam um prato de salgado ou refrigerante para a confraternização.

Padroeiros da Legião de Maria - S. João Batista


O fato de só a 18 de dezembro de 1949 se ter introduzido oficialmente S. João Batista entre os Padroeiros da Legião é sem dúvida um fato estranho e de explicação nada fácil. Com efeito, se tirarmos S. José, nenhum outro Santo Padroeiro está mais intimamente ligado ao programa legionário de piedade.

a) João Batista foi o primeiro de todos os legionários, o precursor de Jesus, – indo à sua frente preparar os caminhos e endireitar os atalhos. Foi um modelo de inabalável firmeza e dedicação à sua causa, pela qual estava disposto a morrer e morreu de verdade.

b) Foi preparado e formado para a sua missão pela Santíssima Virgem, como todos os legionários o devem ser. Declara S. Ambrósio que o principal intento da estada de Nossa Senhora em casa de Isabel foi formar e estabelecer no seu cargo o Grande Profeta ainda criança. O momento desta preparação é celebrado pela Catena, a oração central da Legião, imposta como obrigação diária a todos os membros.

c) O episódio da Visitação apresenta-nos Nossa Senhora, pela primeira vez, no desempenho do seu cargo de Medianeira, e S. João, o primeiro beneficiado. Por isso, desde o início se exibiu S. João como Padroeiro especial dos legionários e de todos os contatos legionários; do trabalho das visitas sob todas as modalidades, e de fato, de toda a atividade legionária – esforço de colaboração com Maria, no seu ofício de Mediadora.

d) João foi um dos elementos mais importantes da missão do Salvador. Ora, todos os elementos desta missão devem estar presentes no sistema que procura reproduzi-la. O Precursor não pode faltar. Quereriam Jesus e Maria aparecer em cena, faltando João para os apresentar? Reconheçam os legionários o lugar especial de S. João e permitam-lhe continuar a sua missão por uma ardente confiança na sua proteção, “Sendo Jesus para sempre “Aquele que vem”, João será também o seu Precursor de sempre, por que a economia da Encarnação histórica de Cristo se continua no seu Corpo Místico” (Daniélou).

e) A invocação de S. João Batista segue a dos Anjos nas Orações Finais. Estas orações apresentam-nos a Legião em marcha, protegida do alto, pelo Espírito Santo que se revela através de Nossa Senhora, como Coluna de Fogo; apoiada pela Legião dos Anjos e por seus Chefes, S. Miguel e S. Gabriel, precedidos pelo Precursor S. João, no cumprimento, hoje como antigamente, da sua missão providencial e levando como Generais os Santos Pedro e Paulo.

f) S. João Batista tem duas festas: a da Natividade, a 24 de junho, e a do Martírio, a 29 de agosto.

“Creio que o mistério de João se efetua ainda no mundo de hoje. Antes de alguém acreditar em Cristo Jesus, tem de descer, sobre a sua alma, o espírito e a virtude de João para preparar ao Senhor um povo perfeito e endireitar e aplanar os ásperos caminhos do seu coração. Até nossos dias, sempre o espírito e a virtude de João preparam a vinda do Senhor e Salvador” (Orígenes).

Fonte: Manual da Legião de Maria.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Terço dos Homens

 

A Legião de Maria convida a todos os homens para participar do Terço dos Homens em honra a São José, que será realizado no próximo dia 19 de Junho (terça-feira)  às 19:30 h na Capela do Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz de Cruzeiro do Sul – Paraná.
O Terço dos Homens é inspirado na Palavra de Jesus: “Vigiai e orai” (Mt 26,41) e tem como principal objetivo promover o encontro de homens de todas as idades, para a oração, fortalecimento da fé, vivência cristã e a devoção a Nossa Senhora dentro da família e da comunidade.

16 de Junho - O Imaculado Coração de Maria

 

O Primeiro Sábado de cada Mês

A devoção ao Coração Imaculado de Maria é tão antiga como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Ela surgiu com os membros de várias confrarias do Rosário que tinham o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário. Isto mostra quão unido está o Coração Imaculado de MARIA ao Sagrado Coração de JESUS Seu Filho e Nosso Senhor.

Assim os dois Corações são inseparáveis pois onde está Um está também o Outro tornando-se assim a Mãe Co-redentora da Humanidade. Quem não honra a Mãe, despreza Seu Filho JESUS.

Vejamos como DEUS, A Virgem Imaculada, os Anjos, Santos do Céu e a Santa Madre Igreja Católica Apostólica Romana através de seus Papas estão intimamente unidos pela salvação da humanidade.
        
 O HISTÓRICO

Os quinze sábados em honra de Nossa Senhora do Santíssimo Rosário. "Durante muito tempo, os membros das várias Confrarias do Rosário tiveram o costume de dedicar quinze sábados seguidos à Rainha do Santíssimo Rosário, antes da Sua festa ou em alguma outra época do ano. Em cada um destes sábados, todos recebiam os sacramentos e realizavam exercícios piedosos em honra dos quinze mistérios do Rosário". Em 1889, o Papa Leão XIII concedeu a todos os fiéis uma indulgência plenária num destes quinze sábados. Em 1892, "concedeu também, àqueles que estavam legitimamente impedidos ao sábado, a possibilidade de realizar este exercício piedoso no Domingo, sem perder as indulgências".

       Os doze Primeiros Sábados do mês. Com o Papa São Pio X, a devoção dos primeiros sábados do mês foi aprovada oficialmente: "Todos os fiéis que, no primeiro sábado ou no primeiro domingo de doze meses seguidos, dedicarem algum tempo à oração vocal ou mental em honra da Imaculada Conceição da Santíssima Virgem ganham, em cada um desses dias, uma indulgência plenária. As condições são: confissão, comunhão e oração pelas intenções do Soberano Pontífice".

       A devoção reparadora dos Primeiros Sábados do mês. Por fim, a 13 de Junho de 1912, São Pio X concedeu novas indulgências a práticas que parece anteciparem exatamente os pedidos de Pontevedra: "Para promover a devoção dos fiéis para com a Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, e para fazer reparação pelos ultrajes dos homens ímpios ao Seu Santíssimo Nome e aos Seus privilégios, São Pio X concedeu ao primeiro sábado de cada mês uma indulgência plenária, aplicável às almas do purgatório.
As condições são: confissão, comunhão, oração pelas intenções do Soberano Pontífice e exercícios piedosos com o espírito de reparação, em honra da Virgem Imaculada". Exatamente cinco anos depois deste dia 13 de Junho de 1912, aconteceu em Fátima a grande manifestação do Imaculado Coração de Maria, "cercado de espinhos que O pareciam cravar". A Irmã Lúcia disse depois: "Nós compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que exigia reparação".

       A 13 de Novembro de 1920, o Papa Bento XV concedeu novas indulgências a esta mesma prática, quando realizada no primeiro sábado de oito meses seguidos.

       Uma devoção tradicional ... Que maravilhoso é ver o Céu contente pela coroação dum grande movimento de piedade católica, sem fazer mais nada senão dar precisão às decisões de um Papa, sendo esse Papa São Pio X! Também a Santíssima Virgem tinha vindo a Lourdes, confirmar as declarações infalíveis do Papa Pio IX.

       Ora bem: ao pedir ao Papa a aprovação solene da Devoção de Reparação revelada em Pontevedra, Nossa Senhora não estava realmente a pedir nada impossível. A Providência tinha preparado tudo tão bem que, em 1925-1926, esta devoção concordava perfeitamente com uma série de decisões papais que foram precursoras e que "anunciavam" a devoção do Primeiro Sábado.

       ... Em Fátima, no entanto, uma devoção novíssima ... Apesar do que foi dito, encontramos novos elementos na mensagem de Pontevedra! Em primeiro lugar, a concessão de excessos de generosidade que só o Céu pode ter a liberdade de conceder: no dia 10 de Dezembro, a Virgem Maria já não pede quinze, nem doze, nem sequer oito sábados a Ela dedicados; Ela bem sabe da nossa falta de constância e pede só cinco sábados – tantos como as dezenas do nosso Terço.

       Porém, é sobretudo a promessa unida a esta devoção que aumentou de um modo impressionante. Já não é um caso de indulgências (ou seja, a remissão do castigo por pecados já perdoados); trata-se, antes, de uma graça muito mais notável: a certeza de receber, à hora da morte, "todas as graças necessárias para a salvação". É difícil imaginar uma promessa mais maravilhosa, porque se refere ao êxito ou ao fracasso na "nossa única e mais importante tarefa: a da nossa salvação eterna".

A Revelação do dia 29 de Maio de 1930

       A Irmã Lúcia estava em Tuy - Espanha nessa época. O seu confessor, o Padre Gonçalves, tinha-lhe feito uma série de perguntas por escrito. Lembramos aqui só a quarta: "Porque hão de ser cinco sábados – perguntou ele – e não nove, ou sete em honra das Dores de Nossa Senhora?” Nessa mesma noite, a vidente implorou a Nosso Senhor que a inspirasse com uma resposta a essas perguntas. Poucos dias depois, ela enviou o seguinte ao seu confessor.

       "Ficando na capela, com Nosso Senhor, parte da noite do dia 29 para 30 deste mês de Maio de 1930 (sabemos que era seu costume ter uma hora santa das onze à meia-noite, especialmente às quintas-feiras, segundo os pedidos do Sagrado Coração de Jesus à Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673), e falando a Nosso Senhor das duas perguntas, quarta e quinta, senti-me, de repente, possuída mais intimamente da Sua Divina Presença. E, se não me engano, foi-me revelado o seguinte:
       “Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria:
1.      As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2.      As blasfêmias contra a Sua Virgindade;
3.      As blasfêmias contra a Maternidade Divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;
4.      Os que procuram publicamente infundir, no coração das crianças, a indiferença, o desprezo e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5.      Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens.
       Eis, Minha filha, o motivo pelo qual o Imaculado Coração de Maria Me levou a pedir esta pequena reparação ...”

15 de Junho - O Sagrado Coração de Jesus

 

         Como consequência das aparições de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria Alacoque no mosteiro de Paray-le-Monial a partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.

         Entre os documentos mestres nesta matéria encontramos a encíclica de Pio XII, “Haurietis aquas”, de 15 de Maio de 1956. Pio XII salienta que é o próprio Jesus que toma a iniciativa de nos apresentar o Seu Coração como fonte de restauração e de paz:
            “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt. 11, 28-30)

         Não é por acaso que as aparições a Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização e que a devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como o mais característico de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.

A GRANDE REVELAÇÃO.

         A chamada Grande Revelação foi feita a Margarida Maria durante a oitava da festa do Corpus Domini (Corpus Christi) de 1675.

 

         Mostrando o seu Coração divino, Jesus confiou à Santa:

         “Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim. Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para  honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares”.

         “Prometo-te que Meu Coração se dilatará para derramar os influxos de Seu amor divino sobre aqueles que Lhe prestarem esta honra”.

         Jesus apareceu-lhe numerosas vezes de 1673 até 1675. Dos seus colóquios com Nosso Senhor distinguem-se classicamente 12 promessas. Eis alguns extratos da Mensagem do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria.

            “Os fiéis acharão, pelo intermédio desta devoção amável, todos os socorros necessários ao seu estado, ou seja, a paz nas suas famílias, o alívio nos seus trabalhos, as bênçãos do Céu em todas as suas empresas, a consolação nas suas misérias, e é propriamente neste sagrado Coração que alcançarão um lugar de refúgio durante toda a vida e principalmente na hora da sua morte”.

         “O Meu divino Salvador fez-me compreender que aqueles que trabalham pela salvação das almas encontrarão a arte de comover os corações mais empedernidos e trabalharão com um êxito maravilhoso se eles mesmos estiverem penetrados de uma terna devoção ao divino Coração”.

         “Asseverando-Me que Ele recebia um contentamento singular em ser honrado sob a figura deste Coração de carne, cuja imagem desejava fosse exibida em público, com a finalidade – acrescentou – de tocar por seu intermédio o coração insensível dos homens; prometendo-me que derramaria em abundância todos os dons que possui em plenitude sobre todos aqueles que O honrassem; e que em todo lugar em que esta imagem fosse ostentada para ser objeto de especial honra ela atrairia toda sorte de bênçãos”.
         “Sinto-me totalmente imersa neste divino Coração; (...) estou como num abismo sem fundo onde Ele me revela os tesouros de amor e de graça que concede às pessoas que se consagram e sacrificam para lhe render e alcançar toda a honra, amor e glória de que são capazes”.

            “Confirmou-me o contentamento que recebe em ser amado, conhecido e venerado pelas suas criaturas e tão grande que prometeu-me que todos aqueles que Lhe sejam devotados e consagrados não morrerão jamais”.

            “Numa sexta-feira, durante a Sagrada Comunhão, disse estas palavras à sua indigna escrava: “Prometo-te, na excessiva misericórdia do meu Coração, que o seu amor onipotente obterá a todos aqueles que comunguem nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, sem receber os seus sacramentos e que o Meu divino Coração será o seu refúgio assegurado no último momento”. “Nada temas, Eu reinarei apesar dos meus inimigos e de todos aqueles que procurarão opor-se”.

            “Este amável Coração reinará, apesar de Satanás. Isto me arrebata de alegria.” “Afinal reinará, este amável Coração, apesar de todos os que se quererão opor. Satã e todos os seus seguidores serão confundidos”.

  
 AS DOZE PROMESSAS DO SAGRADO CORAÇÃO

A SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE.

1.    A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.

2.    Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.

3.    Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.

4.    Eu os consolarei em todas as suas aflições.

5.    Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.

6.    Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.

7.    Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.

8.    As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.

9.    As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.

10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.

11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.

12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

       http://www.derradeirasgracas.com

Cristofobia


Pouco denunciada, a opressão violenta das minorias cristãs nos países muçulmanos é um problema cada vez mais grave.

Ouvimos falar com frequência de muçulmanos como vítimas de abusos no Ocidente e dos manifestantes da Primavera Árabe que lutam contra a tirania. Outra guerra completamente diferente está em curso – uma batalha ignorada, que tem custado milhares de vidas. Cristãos estão sendo mortos no mundo islâmico por causa da sua religião. É um genocídio crescente que deveria provocar um alarme em todo o mundo.

Nos últimos anos, a opressão violenta das minorias cristãs tornou-se a norma em países de maioria islâmica, da África Ocidental ao Oriente Médio e do sul da Ásia à Oceania. Em alguns países, o próprio governo e seus agentes queimam igrejas e prendem fiéis. Em outros, grupos rebeldes e justiceiros resolvem o problema com as próprias mãos, assassinando cristãos e expulsando-os de regiões em que suas raízes remontam a séculos.

Uma avaliação imparcial de eventos recentes leva à conclusão de que a dimensão e a gravidade da islamofobia não são nada em comparação com a cristofobia sangrenta que atravessa atualmente países de maioria muçulmana de uma ponta do globo à outra.

Por causa de leis contra blasfêmia a assassinatos brutais, bombardeios, mutilações e incêndios em lugares sagrados, os cristãos de muitos países vivem com medo. Na Nigéria, muitos sofrem todas essas formas de perseguição. O país tem a maior minoria cristã (40%) em proporção ao número de habitantes (170 milhões) entre todos os países de minoria islâmica. Há anos, muçulmanos e cristãos vivem à beira de uma guerra civil. A Nigéria é recordista em número de cristãos mortos em ataques violentos nos últimos anos. A mais nova organização radical é o grupo Boko Haram, que significa “educação ocidental é sacrilégio” e tem como objetivo estabelecer a lei islâmica (charia) em toda a Nigéria. Com esse propósito, afirma que matará todos os cristãos do país.

Só em janeiro, o Boko Haram foi responsável por 54 mortes. Em 2011, seus membros mataram ao menos 510 pessoas e queimaram ou destruíram mais de 350 igrejas em dez estados da região norte, de maioria muçulmana.  Eles usam armas, bombas de gasolinas e até facões, gritando “Allahu akbar” (“Deus é grande”) enquanto atacam cidadãos inocentes.

A cristofobia que infesta o Sudão assume uma forma diferente. O governo autoritário do norte, muçulmano sunita, atormenta há décadas as minorias cristãs e animistas do sul. O que muitas vezes é descrito como guerra civil é, na prática, perseguição constante do governo a minoria religiosa. Além do Egito, outros países também parecem estar empenhados em acabar com a minoria cristã. Desde 2003, mais de 900 cristãos iraquianos foram mortos por terroristas somente em Bagdá, e 70 igrejas foram queimadas. Milhares deixaram o país por causa da violência. A conseqüência foi a queda do número de cristãos para menos de 500 mil pessoas, metade da população registrada há dez anos.

Os 2,8 milhões de cristãos que moram no Paquistão representam apenas 1,4% da população de mais de 190 milhões. Como membros de um grupo tão pequeno, vivem com medo constante não só de terroristas islâmicos, mas também das leis draconianas do Paquistão contra a blasfêmia.

As leis contra a blasfêmia são comumente usadas por muçulmanos criminosos e intolerantes para perseguir minorias religiosas. O ato de simplesmente declarar crença na Santíssima Trindade é considerado blasfêmia, pois contradiz as principais doutrinas teológicas islâmicas. 

Nem mesmo a Indonésia, muitas vezes retrata como o país de minoria muçulmana mais tolerante, democrático e moderno do mundo, está imune às ondas de cristofobia. Segundo dados divulgados pelo jornal americano The Christian Post, o número de incidentes violentos cometidos contra minorias religiosas (7% da população, dos quais a minoria é cristã) aumentou quase 40% entre 2010 e 2011.

A litania de sofrimento pode ser ampliada. No Irã, dezenas de cristãos foram presos por ousar fazer cultos fora do sistema de igrejas sancionado pelo governo. A Arábia Saudita merece ser colocada numa categoria própria, pois até a prática privada de oração cristã são proibidas. Mesmo na Etiópia, onde os cristãos são maioria, igrejas incendiadas por membros da minoria muçulmana tornaram-se um problema grave.

Devia ficar claro, a partir desse catálogo de atrocidades, que a violência contra os cristãos é um problema importante e pouco denunciado.

Vamos por favor, estabelecer prioridades. Sim, governos ocidentais devem proteger minorias islâmicas da intolerância. E é claro que devemos nos certificar de que eles possam cultuar, viver e trabalhar livremente e sem medo. A proteção a liberdade de consciência e expressão distingue sociedades livres das não livres. Mas também precisamos manter a perspectiva em relação à escala e à gravidade da intolerância.

Em vez de acreditar em histórias exageradas de islamofobia ocidental, é hora de tomar uma posição real contra a cristofobia que contamina o mundo muçulmano. A tolerância é para todos – exceto para os intolerantes.


Trechos da reportagem: Cristofobia de Ayaan Hirsi Ali –
Revista Época nº 732, maio 2012.

Professoras desenvolvem atividade sobre o meio ambiente no Bosque

Em complemento ao curso Pró Letramento as professoras da Escola Municipal Profº Flávio Sarrão – Ensino Fundamental de Cruzeiro do Sul, Maria do Carmo Tineu Sanches e Inês Landin de Melo realizaram atividades com crianças de 3 e 4 anos, alunos do Pré I e II, sobre a conscientização e proteção do meio ambiente.
Os alunos fizeram uma observação da natureza e compararam com o pátio da escola onde não possui árvores. As professoras trabalharam os sentidos, principalmente o olfato, onde os alunos sentiram o ar puro da natureza. Os alunos também observaram o tamanho, a largura e espessura das árvores, e fizeram a diferenciação entre elas. Para eles, as árvores pequenas forma consideradas bebês, as de médio porte de crianças e as grandes de pai e mãe. Os alunos abraçaram as árvores mostrando seu amor a elas e que de mãos dadas todos podemos salvar o planeta.

 

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

13 de Junho – Orações a Santo Antonio

O dia 13 de junho, dia de Santo Antonio, foi marcado pelas orações no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz que tiveram início às 13:30 horas com a reza da novena das 90 Salve-Rainhas e em seguida a reza do terço.
Às 15:00 h foi celebrada a Santa Missa pelo Padre Antonio Carlos da Silva. A missa contou com a presença de dezenas de devotos de Nossa Senhora e Santo Antonio. Em sua homilia, o Pe. Antonio frisou a importância do amor, onde o mandamento de Deus é amar a Deus sobre todas as coisas e seu próximo como a ti mesmo.  Destacou que é fácil amar o amigo, mas devemos amar aquele que nos persegue.
No final da celebração, o Padre deu a benção nos pães de Santo Antonio que foram distribuídos aos devotos presentes.
Foi um dia de muitas bênçãos...

sábado, 9 de junho de 2012

13 de Junho - Santo Antonio


A Legião de Maria convida a todos para as orações no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz no dia 13 de junho de 2012 – dia de Santo Antonio.

As orações terão início às 13:30 h com a reza da Novena das 90 Salve-Rainhas e em seguida, às 14:30 h, a reza do Terço. Às 15:00 h, será celebrada a Santa Missa com benção e distribuição dos pãezinhos de Santo Antonio.

Santo Antonio


             Nasceu em Lisboa, em agosto de 1195, batizado com o nome de Fernando de Bulhões. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano e, em 1220, trocou o nome para Antônio, ingressando na Ordem Franciscana. Lecionou Teologia em várias universidades europeias e morreu em 13 de junho de 1231, a caminho de Pádua, na Itália.      

            Santo Antonio tem a missão de “arrumar casamento para moças solteiras” e nos lembra a sua solicitude para com o “pão dos pobres”.

            Santo Antônio foi, sem dúvida, o grande pregador do Evangelho, o anunciador da verdadeira doutrina sobre Jesus Cristo. Encontrou Jesus Cristo e o seu mistério no estudo e na meditação dos Santos Evangelhos. Mas não o reteve para si.
            Ele continua revelando esta faceta da vida evangélica e apostólica à Igreja dos nossos dias, convocada para a nova evangelização. Importa, porém, que os pregadores do Evangelho hoje também o vivam, também tenham encontrado nele o Cristo Jesus.
            Através de Santo Antônio, Nosso Senhor está convidando continuamente os cristãos a pensarem no bem do próximo, a amarem o próximo como a si mesmos e a darem uma atenção especial ao necessitado, ao pobre. Claro que não se trata apenas do pão de Santo Antônio, da esmola oferecida ao frade ou ao Convento, com as palavras: "para os seus pobres".
            A nova evangelização no Brasil passa pelo culto dos santos, e, de modo especial por Santo Antônio, quando este santo vem apresentado por João Paulo II como um homem "enamorado de Cristo e do seu Evangelho".

O Pão de Santo Antonio
            A história do "Pão de Santo Antônio" remonta a um fato curioso que é assim narrado: "Antônio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: os pães tinham sido roubados".
            Atônito, foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento.
            Até hoje na devoção popular o "pãozinho de Santo Antônio" é colocado, pelos fiéis nos sacos de farinha ou arroz, com a fé de que, assim, nunca lhes faltará o de que comer.
            Mais do que a lenda da origem do "Pão de Santo Antônio", importa perceber toda a riqueza do seu simbolismo. Sem dúvida ele revela toda a riqueza da dimensão apostólica da vida de Santo Antônio.
            Fato é que, através de Santo Antônio, Jesus continua a realizar o grande milagre da multiplicação dos pães. Jesus tem compaixão da multidão faminta e multiplica o pão para saciar-lhe a fome.
            Mas se olharmos para as narrações da multiplicação dos pães, vemos que Jesus nunca age sozinho. Pede a colaboração dos apóstolos: "Dai-lhes vós mesmos de comer; quantos pães tendes, ide ver". Voltando de sua procura, trouxeram-lhe cinco pães e dois peixes. Deu ordens para que fizessem sentar-se à multidão, em grupos, na relva verde. Jesus dá graças sobre os pães e os peixes e dá aos discípulos para distribuí-los. E no fim foram ainda os apóstolos que recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e restos de peixe (cf. Mc 6,35-44).
            O grande milagre de Jesus está em multiplicar sua presença e sua ação nos seus discípulos. Através deles é que Jesus quer saciar a fome da multidão faminta, tanto da fome corporal como espiritual. Através dos seus discípulos Jesus deseja ser alimento, deseja ser o pão para a vida do mundo.
            O pão simboliza tudo. Simboliza a vida. simboliza a fraternidade. Quando se diz que falta o pão, dizemos que falta a comida, falta o alimento, falta o necessário para a vida. Por isso, Jesus ensina a pedir o pão de cada dia, em outras palavras, que Deus nos conceda a vida, para que possamos realizar a sua vontade, para que o seu Reino venha, e, assim, seu nome seja santificado, ele que é nosso Pai.
            Talvez o maior milagre que Santo Antônio continua realizando é justamente que sua mensagem, sua caridade, continuam presentes em tantas obras de caridade, em tantas "Pias Uniões de Santo Antônio", em tantas mulheres e homens também, capazes de dedicarem toda a sua capacidade de amor e de serviço ao próximo necessitado junto a igrejas dedicadas a Santo Antônio através do pão de Santo Antônio.
            Quantas senhoras que dão seu tempo, sua dedicação para assistirem famílias e pessoas necessitadas! As contribuições em dinheiro oferecidas pelos fiéis para o "Pão de Santo Antônio" ou entregues aos frades "para os seus pobres".

Fonte: Trecho do Texto extraído da Revista "Grande Sinal", autoria de Frei Alberto Beckhauser