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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

02 de Novembro - Dia de Finados

Túmulo de Frank Duff
Convidamos toda a comunidade para as orações aos falecidos no dia 02 de novembro:
10:00 h – Missa na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul – Pr, em seguida procissão para o cemitério municipal;
17:00 h – Terço no cemitério municipal de Cruzeiro do Sul – Pr.


AS ALMAS DOS LEGIONÁRIOS FALECIDOS

Terminada a caminhada da vida, eis o legionário gloriosamente reclinado no leito da morte. Agora, é ele confirmado no serviço legionário e por toda eternidade. Esta eternidade foi a Legião que o ajudou a conquistar. Ela formou a essência e o molde de toda a sua vida espiritual. Pelo poder das suas orações, rezadas cada dia fervorosamente num só coração por todos os legionários Ativos e Auxiliares, a fim de que a Legião pudesse reunir-se no céu sem uma perda, ela ajudou-a a vencer os perigos e dificuldades de toda a sua longa vida. Que pensamento suave e consolador para todos os legionários! Neste momento, sofremos por termos perdido um companheiro e um amigo. Apressemo-nos a orar para que a alma deste soldado seja prontamente libertada do Purgatório.

Imediatamente depois do falecimento de um membro ativo, o Praesidium mandará rezar uma missa pelo seu eterno descanso; e todos os membros do Praesidium devem rezar ao menos uma vez as Orações da Legião, incluindo o Terço, pela mesma intenção. Estas obrigações, porém, não se estendem aos parentes dos legionários. Todos os legionários que o puderem fazer, e não só os do próprio Praesidium, deverão tomar parte na santa missa e no enterro.

Recomenda-se a reza do Terço e das outras orações legionárias durante o enterro. Isto poderá fazer-se imediatamente a seguir às orações oficiais da Igreja. Este costume, extremamente proveitoso ao falecido, é profundamente consolador para os seus parentes entristecidos, para os próprios legionários e para todos os amigos presentes.

Esperamos com confiança que as mesmas orações sejam rezadas mais de uma vez, durante o velório, e que não limitaremos a isto a nossa piedosa lembrança.

No mês de Novembro, cada Praesidium mandará celebrar uma missa pelos legionários falecidos, não só do Praesidium, mas de todo o mundo. Nesta ocasião como em todas as outras em que se reza por eles, incluiremos nessas intenções os diversos graus de membros da Legião.

“O Purgatório faz parte do Reino de Maria. Lá se encontram também alguns dos seus filhos que, em dolorosos momentos de aflição, esperam o nascimento para a glória eterna. S. Vicente Ferrer, S.Bernardino de Sena e Luís de Blois e outros, declaram explicitamente que Maria é Rainha do Purgatório; e S. Luís Maria de Montfort convida-nos a pensar e agir de acordo com esta crença. Quer que ponhamos nos braços da Maria o valor das nossas preces e satisfações. Promete-nos em recompensa, um benefício mais abundante a favor das almas que nos são queridas, do que no caso de lhes aplicarmos diretamente as nossas orações” (Lhoumeau: Vida Espiritual na Escola de S. Luís Maria de Montfort).


 Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 102.

sábado, 7 de setembro de 2013

07 de Setembro de 2013 – 92 anos da Legião de Maria no Mundo



“Quem é esta que avança como a aurora, formosa como a lua, brilhante como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha?” (Ct 6, 9).
“O nome da Virgem era Maria” (Lc 1, 27).
“Legião de Maria! Que nome bem escolhido!” (Pio XI).

NOME E ORIGEM

A Legião de Maria é uma Associação de católicos que, com a aprovação da Igreja e sob o poderoso comando de Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, (formosa como a lua, brilhante como o sol e, para Satanás e seus adeptos, terrível como um exército em ordem de batalha), se constituíram em Legião para servir na guerra, perpetuamente travada pela Igreja contra o mal que existe no mundo.

“Toda a vida humana, quer individual quer coletiva, se apresenta como uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas” (GS 13).

Este exército, hoje tão numeroso, teve a mais humilde das origens. Não proveio de longas meditações: surgiu espontaneamente, sem premeditações de regras e práticas. Surgiu a idéia. Marcou-se uma tarde para a reunião de um pequeno grupo cujos componentes dificilmente supunham que estavam a ser instrumentos da Divina e amorosa Providência. O aspecto daquela reunião foi idêntico ao das reuniões legionárias que depois viriam a se efetuar em toda a terra. No meio do grupo, sobre uma mesa, com uma toalha branca, erguia-se uma imagem da Imaculada Conceição (igual à da Medalha Milagrosa) ladeada por dois vasos de flores e duas velas acesas. Esta disposição, tão expressiva no seu conjunto, fruto da inspiração de um dos primeiros a chegar, refletia perfeitamente o ideal da Legião de Maria. A Legião é um exército. E, antes mesmo de os legionários se reunirem, ela, a Rainha, já aguardava, de pé, aqueles que certamente atenderiam ao seu chamado. Não foram eles que a adotaram: foi ela que os adotou. E desde então, com ela marcharam e combateram, certos de que haviam de vencer e perseverar, precisamente na medida em que estivessem unidos a ela.

O primeiro ato coletivo destes legionários foi ajoelhar. Aquelas cabeças jovens e ardentes inclinaram-se. Rezou-se a Invocação e a Oração ao Espírito Santo; e depois, aqueles dedos que, durante o dia, haviam trabalhado arduamente, desfiaram as contas do terço, a mais simples das devoções. Terminadas as orações, sentaram-se e, sob a proteção de Maria (representada por sua imagem), aplicaram-se a procurar os meios de mais agradar a Deus e de O tornar mais amado neste mundo, que lhe pertence. Desta troca de impressões nasceu a Legião de Maria, com a fisionomia que hoje apresenta.

Que maravilha! Quem, considerando a humildade de tais pessoas e a simplicidade do seu procedimento, poderia prever, mesmo num momento de entusiasmo, o destino que em breve as esperava? Quem, dentre elas, poderia imaginar que estava sendo inaugurado um sistema que, sendo dirigido com fidelidade e vigor, possuiria o poder de comunicar, através de Maria, a doçura e a esperança às nações? Entretanto, assim havia de ser.

O primeiro alistamento dos legionários de Maria realizou-se em Myra House, Francis Street, Dublin, Irlanda, às vinte horas do dia 7 de setembro de 1921, véspera da festa da Natividade de Nossa Senhora. A organização nascente ficou conhecida no início como “Associação de Nossa Senhora da Misericórdia”, em virtude de o primeiro grupo ter tomado o título de “Senhora da Misericórdia”.

Circunstâncias, aparentemente casuais, determinaram o dia 7 de setembro, que parecia menos indicado que o seguinte. Só alguns anos depois – quando provas sem número de um verdadeiro amor maternal, levaram à reflexão – é que se compreendeu que, no ato do nascimento da Legião, esta recebera das mãos de sua Rainha uma enternecedora carícia. “Da tarde e da manhã se fez o primeiro dia” (Gn 1, 5); e com certeza os primeiros e não os últimos perfumes da festa da sua Natividade eram os mais apropriados aos momentos iniciais de uma organização, cujo principal e constante objetivo consiste em reproduzir em si própria, a imagem de Maria, de maneira a glorificar melhor o Senhor e a comunicá-lo aos homens.

“Maria é a Mãe de todos os membros do Salvador, porque ela, pela sua caridade, cooperou no nascimento dos fiéis, na Igreja. Maria é o molde vivo de Deus, porque foi só nela que um Deus-Homem se formou, de verdade, sem perder qualquer traço da sua divindade; e porque só nela é que o homem pode verdadeiramente e de uma maneira viva, formar-se em Deus, na medida em que a natureza humana disto é capaz, pela graça de Jesus Cristo” (Santo Agostinho).

“A Legião de Maria apresenta a verdadeira face da Igreja Católica” (João XXIII).


Fonte : Manual da Legião de Maria, pág. 9.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Espiritualidade da Legião de Maria



As orações da Legião refletem os princípios básicos da sua espiritualidade. A Legião alicerça-se, em primeiro lugar, numa inabalável Fé em Deus e no amor que Ele dedica a Seus filhos, de cujos esforços quer tirar motivo de glória. Por isso, deseja Deus purificá-los e torná-los fecundos e duradouros. Quando nos deixamos dominar pela indiferença ou por uma ansiedade febril, é porque pensamos que Ele não passa de mero espectador do nosso trabalho. Deveríamos antes tomar consciência de que, se as boas intenções brotam em nós, é porque Ele aí as semeou e só frutificarão, se a sua virtude nos amparar a todo o momento. Deus se preocupa mais com o bom êxito do nosso trabalho do que nós próprios: esta ou aquela conversão, em que nos empenhamos, deseja-a Ele infinitamente mais do que nós. Queremos ser santos? Por isso, suspira Ele mil vezes mais do que nós mesmos.

A convicção da colaboração onipotente de Deus, bondoso Pai, no trabalho da santificação pessoal e no serviço a favor do próximo, deve constituir o apoio fundamental para os legionários. No caminho do bom êxito, só pode haver um obstáculo: a falta de confiança. Tenhamos fé bastante e Deus se servirá de nós para conquistar o mundo.

Porque todo aquele que nasceu de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1Jo 5, 4).

Acreditar quer dizer “abandonar-se” à própria verdade da palavra de Deus vivo, sabendo e reconhecendo humildemente “quanto são impenetráveis os seus desígnios e desconhecidos os seus caminhos” (Rm 11, 33). Pela eterna vontade do Altíssimo, veio Maria a encontrar-se, por assim dizer, no próprio centro dos “desconhecidos caminhos” e dos “impenetráveis desígnios” de Deus e conforma-se a eles na obscuridade da fé, aceitando plenamente e com o coração aberto, tudo quanto é disposição dos desígnios divinos (RMat. 14).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 18

domingo, 17 de março de 2013

Síntese Marial



Síntese marial, em que se apresenta o mais resumidamente possível o prodigioso papel da cooperação confiada a Maria no plano total da salvação. Está composta de modo a possibilitar o seu uso na Acies, caso se deseje, como Ato Coletivo de Consagração, ou (se omitirmos o primeiro parágrafo) em outras ocasiões.

Rainha e Mãe nossa,
A pausa momentânea diante do vosso estandarte apenas deu tempo para uma brevíssima fórmula de amor. Agora estamos mais livres para abrir os nossos corações e
dilatar esse pequeno ato de consagração numa profissão mais completa da nossa fé em vós.

Compreendemos a imensidade da nossa obrigação para convosco. Vós nos deste Jesus, fonte de todo o nosso bem. Não fôsseis vós e ainda estaríamos nas trevas do mundo perdido e debaixo da antiga sentença de morte. Dessa extrema miséria quis a Divina Providência salvar-nos. Foi do Seu agrado utilizar-vos neste desígnio misericordioso, confiando-vos uma parte que não poderia ser mais nobre. Embora inteiramente dependente do Redentor,
vós fostes, por decreto divino, a sua colaboradora, tão aproximada a Ele quanto uma criatura o poderia ser, indispensável a Ele.

Desde toda a eternidade estivestes com Jesus na intenção da Santíssima Trindade, partilhando do Seu destino: com Ele anunciada na profecia original, como a Mulher de quem Ele haveria de nascer; junto com Ele nas orações daqueles que esperavam a Sua Vinda; tornada uma só coisa com Ele na graça pela Imaculada Conceição, que de forma maravilhosa vos salvou; unida a Ele em todos os mistérios da Sua carreira terrestre, desde a Anunciação do Anjo à Cruz; com Ele firmada em glória pela vossa Assunção; sentada ao lado d’Ele no Seu trono, administrando com Ele o Reino da Graça.

De todo o gênero humano só vós fostes bastante pura e bastante forte na fé e no espírito para vos tornardes a nova Eva que, com o novo Adão, repararia a Queda. A vossa oração, já cheia do Espírito Santo, atraiu Jesus à terra. A vossa vontade e a vossa carne conceberam-nO. O vosso leite nutriu-O. O vosso incomparável amor envolveu-O e permitiu-Lhe crescer em idade, força e sabedoria. Vós modelastes realmente Aquele que vos fez. E depois, quando chegou a hora estabelecida para o oferecimento, destes livremente o Divino Cordeiro para a Sua missão e sacrifício de morte no Calvário, padecendo com Ele a plenitude do sofrimento, semelhante ao d’Ele – a tal ponto que com Ele teríeis morrido,
se não fôsseis impedida para poderdes cuidar da Igreja Nascente.

Tendo sido deste modo Sua auxiliar inseparável na realização da Redenção,
não deixastes de estar com Ele, de lhe ser igualmente necessária, na distribuição das graças.
A vossa maternidade alargou-se para receber todos aqueles por quem Ele morreu. Vós cuidais, como Mãe, do gênero humano, como cuidastes d’Ele. Cada alma continua confiada ao vosso paciente cuidado até que a transporteis para a vida eterna.

Assim como foi determinado, para a perfeição do plano salvador, que fôsseis instrumento deste em todas as suas partes, assim foi exigido que fôsseis incluída no nosso culto. Devemos apreciar aquilo que fizestes e tentar manifestar este apreço de forma adequada, através da nossa fé, do nosso amor e do nosso serviço.

Depois de termos assim declarado a doçura e imensa extensão da nossa dívida para convosco, que mais poderemos dizer do que repetir com todos os nossos corações:
“Nós somos todos vossos, ó Rainha e Mãe nossa, e tudo quanto temos vos pertence”.

“Esta é a primeira vez que um Concílio Ecumênico apresenta uma tão vasta síntese da doutrina católica sobre o lugar que Maria Santíssima ocupa no Mistério de Cristo e da Igreja. Mas isto corresponde ao objetivo que o Concílio se fixou a si mesmo, de manifestar a face da Santa Igreja. Ora, Maria está ligada de maneira estreitíssima à Igreja; como foi maravilhosamente afirmado, ela é, da mesma Igreja, ‘a parte maior, a parte ótima, a parte especial, a parte mais escolhida.’ (Ruperto: Comentário ao Apocalipse)

A realidade da Igreja, na verdade, não consiste apenas na sua estrutura hierárquica, na sua liturgia, nos seus sacramentos, nas suas pronúncias judiciais. A sua íntima essência, a fonte primária do seu poder eficaz de santificação têm de ser procuradas na sua mística união com Cristo. Esta união não pode ser pensada como algo à parte d’Aquela que é a Mãe do Verbo Encarnado e a quem Jesus Cristo quis unir tão intimamente a si para a realização da nossa salvação. Aqui está o motivo por que é nesta vista geral da Igreja que deve enquadrar-se propriamente a contemplação amorosa das maravilhas que Deus operou na sua Santa Mãe. O conhecimento da verdadeira doutrina católica sobre Maria constituirá sempre uma chave para a exata compreensão do Mistério de Cristo e da Igreja.

Por isso, proclamamos Maria Santíssima Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, dos fiéis e dos pastores” (Discurso de Paulo VI no Concílio Vaticano II).

(Esta citação não faz parte da síntese.)


Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 349.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Levar Maria ao mundo


Visto que a devoção a Maria realiza tais prodígios, a nossa preocupação deve consistir em tornar fecundo, semelhante instrumento; numa palavra, deve consistir em levar Maria ao mundo. Como conseguir isto com mais eficiência, senão por uma organização de apostolado? Uma organização leiga e, portanto ilimitada, quanto ao número dos seus membros; uma organização ativa, podendo por isso penetrar em toda parte, uma organização que ama Maria, com todas as forças e que se compromete a infundir esse amor em todos os corações, utilizando para isso todos os meios de ação.

Assim, usando o nome de Maria, com valor indizível, baseada numa confiança ilimitada e filial na sua Rainha, tornada mais sólida e firme pelo enraizamento profundo no coração de cada um, constituída por membros que trabalham em perfeita harmonia de lealdade e disciplina – a Legião de Maria não considera presunção, antes confiança legítima, o pensar que o seu sistema forma um poderoso mecanismo que, para envolver o mundo, exige apenas ser acionado pela mão da Autoridade. Maria se dignará então empregá-la como instrumento, para realizar nas almas, a sua obra maternal e levar avante a sua perpétua missão de esmagar a cabeça da serpente.

“Todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35). “Que prodígio e que honra! A que sublimidade de glória Jesus nos eleva! As mulheres proclamam bem-aventurada aquela que O deu à luz; e, todavia, nada as impede de participarem da mesma maternidade. É que o Evangelho nos fala aqui de uma nova forma de geração, de um novo parentesco” (S. João Crisóstomo).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 24.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Desde o princípio e antes de o mundo existir, Ela (Maria) esteve no pensamento de Deus.

Foi o próprio Deus o primeiro a falar de Maria e a traçar-lhe um destino único. A sua sublime grandeza teve início na eternidade. Começou antes da formação do mundo. Desde o princípio, Maria esteve presente no pensamento do Eterno Pai, integrada à idéia do Redentor, de cujo destino fazia parte. Há muito que Deus respondeu à pergunta do incrédulo: “Que necessidade tinha Deus do auxílio de Maria?” Deus podia dispensá-la inteiramente como, aliás, ao próprio Jesus. Mas o plano de Deus para a nossa salvação incluiu Maria. Colocou-a ao lado do Redentor desde o momento em que decretou a existência d’Este. Foi mais longe: colocou-a no lugar de Mãe do Redentor, e, como consequência necessária, como Mãe de todas as criaturas que estavam no plano de salvação.
Maria ocupa, desta forma, desde a eternidade, uma posição elevada, única entre as criaturas, absolutamente incomparável com a mais sublime de entre elas, diferente na idéia divina, diferente na preparação recebida; e, por conseguinte, já distinta das demais criaturas na primeira profecia da Redenção, dirigida a Satã: “Eu porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a dela; esta te esmagará a cabeça e tu procurarás picá-la ao calcanhar” (Gn 3,15). Eis a Redenção futura sintetizada pelo mesmo Deus. Maria ocupará, indiscutivelmente, o seu lugar; já antes de nascer, e depois de nascer, e para todo o sempre, ela é a inimiga de Satã; está abaixo do Salvador, mas junto d’Ele e semelhante a Ele (Gn 2,18), muito acima de todos os outros seres criados. Nenhum profeta, nem o Batista, está tão intimamente relacionado com Cristo; nenhum rei, nenhum chefe, apóstolo ou evangelista, mesmo Pedro e Paulo; nem o maior dos papas, dos pastores, dos doutores; nenhum santo, nem David, nem Salomão, nem Moisés, nem Abraão. Nenhum deles! Maria está acima de todas as criaturas que existirem através dos tempos, ela foi por Deus escolhida para Cooperadora na obra da salvação do gênero humano.
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 270.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A Medalha da Imaculada Conceição chamada "Medalha Milagrosa"


“A Santíssima Virgem disse-me então: ‘Faze cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a trouxerem depois de benzida receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem ao pescoço. Os que tiverem confiança receberão abundantes graças.’” (Santa Catarina Labouré)
Os legionários darão grande valor a esta medalha, intimamente associada à história da Legião. A imagem da Medalha Milagrosa (1830), que enfeitou a mesa da primeira reunião, não foi escolhida de propósito; ela exprimia perfeitamente, no entanto, a característica devocional da organização que nascia debaixo do seu olhar.
Recomendou-se então nos trabalhos a utilização da medalha e, logo na primeira reunião, se usou a invocação nela gravada que, atualmente, faz parte da Catena, diariamente rezada por todos os membros. O desenho da Medalha faz parte do Vexillum da Legião.
O fato da Medalha fazer parte da espiritualidade legionária, e isto de muitas formas,  merece um momento de reflexão. Será que foi apenas por acaso ou foi obra da Providência Divina? Poderá julgar-se pelas considerações seguintes:
a) A medalha tem como fim promover a devoção à Imaculada Conceição, apresentando-a, ao mesmo tempo, no seu papel de Medianeira da graça. Resume, assim, os vários aspectos particularmente considerados pela Legião – Maria Imaculada, Mãe e Medianeira.  
À representação da Conceição Imaculada de Maria ajunta-se, no reverso, a do seu Imaculado Coração: aquela representa Maria concebida sem pecado, e esta mostra-a sem mácula em toda a sua vida.
b) O reverso da Medalha ostenta a imagem do Sagrado Coração de Jesus e a do Imaculado Coração de Maria, invocados ambos, desde a primeira reunião, nas orações iniciais da Legião. Sob a letra M, inicial do nome de Maria, encimada por uma Cruz, os dois corações, com os emblemas que os distinguem – a coroa de espinhos e a espada da dor –, recordam a Paixão de Jesus e a Compaixão de Maria, que mereceram as graças abundantes que os legionários desejam levar aos outros em companhia de sua Mãe.
c) Coincidência admirável: a audiência em que S. Emª o Cardeal Verdier, Arcebispo de Paris, aprovou e abençoou a Legião, começou precisamente no dia e hora do primeiro centenário da aparição da Virgem a Santa Catarina Labouré, aparição que dizia especial respeito à França.
Podemos, pois, afirmar que a Medalha foi assimilada pela Legião e de tal modo que a missão do legionário inclui a da Medalha. O legionário é como uma Medalha Milagrosa viva, instrumento humilde da Virgem, para derramar as suas graças através do mundo.
Há certa categoria de católicos que, ansiosos por se mostrarem “avançados, intelectuais”, ridicularizam como superstição esta medalha e outras medalhas e escapulários. Esta atitude irreverente para com os sacramentais aprovados pela Igreja é arriscada. Opõe-se igualmente a uma série de fatos, pois é indiscutível que o uso da medalha constitui uma bênção em muitas situações dramáticas. Soldados de Maria, os legionários hão de considerar a Medalha Milagrosa como a sua munição especial. Maria lhes comunicará, estamos certos, uma dupla eficácia, nas mãos dos seus legionários.
Pela cerimônia da recepção da Medalha, tornamo-nos membros da Associação da Medalha Milagrosa, sendo desnecessária qualquer anotação em registros. Automaticamente, o membro passa a ter direito às indulgências ligadas à Associação.
A festa própria da Medalha Milagrosa celebra-se a 27 de novembro.
“Maria deu ao mundo a apostolicidade em pessoa – Aquele que veio atear o fogo à terra e desejou ardentemente que este se inflamasse. A sua missão não teria sido completa se não estivesse no meio das línguas de fogo que o Espírito de seu Filho derramou sobre os Apóstolos, para os inflamar com a Sua mensagem até à consumação dos séculos. Pentecostes foi para Maria uma nova Belém espiritual, uma segunda Epifania, em que, como Mãe, junto do berço do Cristo Místico, O dá a conhecer mais uma vez a outros Pastores e a outros Reis.” (Bispo Fulton Sheen: O Corpo Místico de Cristo)

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 340.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Deus e Maria



Abaixo de Deus, é sobre a devoção a Maria, “maravilha inefável do Altíssimo” (Pio IX), que a Legião se fundamenta. Mas qual a posição de Maria em relação a Deus? Como todos os mortais foi tirada do nada; e embora Deus a sublimasse a um “estado de graça imenso e inconcebível”, diante do Criador Ela não passa do nada. Na verdade ela é, por excelência, a Sua criatura porque Ele a trabalhou mais que nenhuma outra. Quanto mais Deus opera maravilhas em Maria, tanto mais Ela se torna obra das Suas mãos.

Que grandes prodígios não realizou em seu favor!

Com a ideia do Redentor, ela esteve presente no pensamento de Deus desde toda a eternidade. Associou-a aos secretos desígnios dos Seus planos de graça, tornando-a a verdadeira Mãe do Seu filho e daqueles que a Seu Filho estão unidos. Fez todas estas coisas porque, em primeiro lugar, Ele receberia de Maria, um ganho superior ao de todas as criaturas reunidas; e ainda porque estava, no Seu plano, de maneira inatingível às nossas pobres inteligências, aumentar por este meio, a glória que de nós próprios havia de receber. Assim, a oração e o serviço amoroso com que testemunhamos a nossa gratidão a Maria, nossa Mãe e auxiliadora da nossa salvação, não podem representar prejuízo para Aquele que assim a criou. O que damos a Maria não vai menos direta e inteiramente para Ele; não apenas é transmitido na sua integridade, mas acrescentado com os méritos da intermediária. Maria é mais do que uma fiel mensageira. Constituída por Deus, elemento vital do Seu plano de misericórdia, a sua presença acrescenta ao mesmo tempo, a glória de Deus e a nossa graça.

Assim como foi do agrado do eterno Pai receber por intermédio de Maria, as homenagens que Lhe são dirigidas, assim se dignou, por Sua grande misericórdia, escolher Maria para ser o canal pelo qual serão derramadas sobre a humanidade as diversas demonstrações da Sua onipotência e generosa bondade, começando pela causa de todas elas – a segunda Pessoa divina, encarnada, nossa verdadeira vida, nossa única salvação.

Se quero tornar-me dependente da Mãe é para me tornar o escravo do Filho. Se desejo tornar-me sua propriedade é para prestar a Deus com mais segurança, a homenagem da minha sujeição” (Sto. Ildefonso).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 18.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Padroeiros da Legião - S. Pedro e S. Paulo


São Pedro
“Como Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro é, por excelência, o padroeiro de uma organização apostólica. Foi o primeiro Papa, mas representa toda a ilustre série de Pontífices até ao Santo Padre atual. Invocando S. Pedro, expressamos uma vez mais a fidelidade da Legião a Roma, centro de Fé, fonte da autoridade, da disciplina e da unidade”  – (Decisão da Legião, colocando o nome de S. Pedro na lista das invocações).

A festa de S. Pedro e S. Paulo celebra-se a 29 de junho.

“E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra será também ligado nos Céus; e tudo que desligares sobre a terra será desligado também nos Céus” (Mt 16, 18-19).

São Paulo

Uma alma que pretende ganhar as outras deve ser grande, imensa como o oceano: para converter o mundo é necessário ter uma alma maior que o mundo. Tal era S. Paulo desde o dia em que uma luz celeste repentinamente o envolveu, lhe penetrou na alma e o inflamou no desejo ardente de encher a terra com a fé e o nome de Cristo. O seu nome resume a sua obra – Apóstolo dos Pagãos.

Trabalhou incansavelmente até que a espada do carrasco entregou o seu espírito incansável nas mãos de Deus; mas os seus escritos sobreviveram e para sempre hão de viver, continuando a sua missão.

É costume da Igreja colocá-lo sempre junto com S. Pedro nas suas orações, o que para ele constitui grande glória. Nada mais justo, pois ambos consagram Roma com o seu martírio.

A Igreja celebra a Festa de S. Pedro e S. Paulo no mesmo dia.

“Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um; três vezes fui
açoitado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei no abismo uma noite e um dia. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus concidadãos, perigos dos pagãos, perigos no mar, perigos entre os falsos irmãos e irmãs. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, como fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez” (2 Cor 11, 23-27).

Fonte: Manual da Legião de Maria.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Padroeiros da Legião de Maria - S. João Batista


O fato de só a 18 de dezembro de 1949 se ter introduzido oficialmente S. João Batista entre os Padroeiros da Legião é sem dúvida um fato estranho e de explicação nada fácil. Com efeito, se tirarmos S. José, nenhum outro Santo Padroeiro está mais intimamente ligado ao programa legionário de piedade.

a) João Batista foi o primeiro de todos os legionários, o precursor de Jesus, – indo à sua frente preparar os caminhos e endireitar os atalhos. Foi um modelo de inabalável firmeza e dedicação à sua causa, pela qual estava disposto a morrer e morreu de verdade.

b) Foi preparado e formado para a sua missão pela Santíssima Virgem, como todos os legionários o devem ser. Declara S. Ambrósio que o principal intento da estada de Nossa Senhora em casa de Isabel foi formar e estabelecer no seu cargo o Grande Profeta ainda criança. O momento desta preparação é celebrado pela Catena, a oração central da Legião, imposta como obrigação diária a todos os membros.

c) O episódio da Visitação apresenta-nos Nossa Senhora, pela primeira vez, no desempenho do seu cargo de Medianeira, e S. João, o primeiro beneficiado. Por isso, desde o início se exibiu S. João como Padroeiro especial dos legionários e de todos os contatos legionários; do trabalho das visitas sob todas as modalidades, e de fato, de toda a atividade legionária – esforço de colaboração com Maria, no seu ofício de Mediadora.

d) João foi um dos elementos mais importantes da missão do Salvador. Ora, todos os elementos desta missão devem estar presentes no sistema que procura reproduzi-la. O Precursor não pode faltar. Quereriam Jesus e Maria aparecer em cena, faltando João para os apresentar? Reconheçam os legionários o lugar especial de S. João e permitam-lhe continuar a sua missão por uma ardente confiança na sua proteção, “Sendo Jesus para sempre “Aquele que vem”, João será também o seu Precursor de sempre, por que a economia da Encarnação histórica de Cristo se continua no seu Corpo Místico” (Daniélou).

e) A invocação de S. João Batista segue a dos Anjos nas Orações Finais. Estas orações apresentam-nos a Legião em marcha, protegida do alto, pelo Espírito Santo que se revela através de Nossa Senhora, como Coluna de Fogo; apoiada pela Legião dos Anjos e por seus Chefes, S. Miguel e S. Gabriel, precedidos pelo Precursor S. João, no cumprimento, hoje como antigamente, da sua missão providencial e levando como Generais os Santos Pedro e Paulo.

f) S. João Batista tem duas festas: a da Natividade, a 24 de junho, e a do Martírio, a 29 de agosto.

“Creio que o mistério de João se efetua ainda no mundo de hoje. Antes de alguém acreditar em Cristo Jesus, tem de descer, sobre a sua alma, o espírito e a virtude de João para preparar ao Senhor um povo perfeito e endireitar e aplanar os ásperos caminhos do seu coração. Até nossos dias, sempre o espírito e a virtude de João preparam a vinda do Senhor e Salvador” (Orígenes).

Fonte: Manual da Legião de Maria.

segunda-feira, 19 de março de 2012

São José - Padroeiro da Legião de Maria

Nas orações da Legião, o nome de S. José vem logo depois das invocações aos Corações de Jesus e de Maria, pois que também no Céu ocupa, junto d’Eles, o primeiro lugar.
Chefe da Sagrada Família, desempenhou, junto de Jesus e de Maria, funções especiais de importância fundamental. As mesmas funções, sem tirar nem pôr, continua ele, o maior dos Santos, a desempenhá-las junto do Corpo Místico de Jesus e da Mãe deste Corpo. Auxilia a existência e a atividade da Igreja e, por conseqüência, da Legião. Os seus cuidados são constantes, vitais e caracterizados por uma intimidade familiar. Depois de Maria, não há santo mais influente e, como tal, deve ser estimado pelos legionários. Para o seu amor se mostrar poderoso em cada um de nós, é necessário que o nosso procedimento para com ele reflita a compreensão do intenso afeto que nos consagra. Jesus e Maria, agradecidos a José pelos seus carinhos e trabalhos, traziam-no sempre no coração. Procedam do mesmo modo os legionários.
A solenidade de S. José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, celebra-se a 19 de março; a memória de S. José, Trabalhador, a 1º de maio.
“Não podemos separar a vida histórica de Jesus da sua vida mística perpetuada na Igreja. Não é sem motivo que os Papas proclamaram S. José protetor da Igreja. Embora tenham mudado os tempos e as circunstâncias, a sua tarefa continua a ser a mesma de outrora. Com o carinho, revelado na execução da sua missão terrena cumpre hoje a sua missão de protetor da Igreja.
A família de Deus, desde os dias de Nazaré, cresceu e dilatou-se até os confins da terra. O coração de José expandiu-se também de harmonia com a sua nova paternidade que prolonga e supera a paternidade prometida por Deus a Abraão, o Pai de muitas gentes. Deus não muda no trato com os homens; não tem pensamentos reservados nem altera de qualquer jeito o seu plano que é uno, organizado, consistente e contínuo. José, o Pai adotivo de Jesus, é também o Pai adotivo dos irmãos de Jesus, quer dizer, de todos os cristãos através dos tempos.
José, o esposo de Maria, a Mãe de Jesus, permanece misteriosamente unido a Ela, enquanto se realiza no mundo o nascimento místico da Igreja. Por isso, o legionário de Maria, cujos esforços a alargar o reino de Deus na terra, reclama com razão o auxílio especial do Chefe da Igreja recém-nascida, a Sagrada Família” (Cardeal L. J. Suenens).
Fonte: Manual da Legião de Maria – pág. 134.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Encontramos sempre o Filho com a Mãe


Foi do agrado divino que o reinado da graça não fosse inaugurado sem Maria, e é vontade Sua que assim continuem as coisas. Quando Deus preparou S. João Batista para ser aquele que viria antes de Jesus, santificou-o no momento da visita de Maria à sua prima Isabel. Na primeira noite de Natal, aqueles que fecharam as portas à Santíssima Virgem, a Jesus as fecharam também. Não perceberam que, ao despedir Maria, negavam a entrada ao Messias esperado.

Os pastores que, na noite de Natal, vendo o Menino Jesus, nos representaram, encontraram o Esperado das Nações com Maria, Sua Mãe. Se tivessem voltado às costas a Maria, nunca teriam achado Jesus. Na Epifania, os gentios foram recebidos por Jesus na pessoa dos três Reis Magos; mas estes descobriram o Salvador porque encontraram a Mãe. Se não quisessem aproximar-se dela, não teriam chegado a Jesus.

A anunciação de Jesus, que aconteceu em segredo no recolhimento de Nazaré, precisava ser publicamente confirmada no templo. Jesus oferece-se ao Pai, mas levado nos braços e através das mãos de Sua Mãe, a quem pertence e sem a qual não pode apresentar-se. Mas continuemos. Dizem os Santos Padres que Jesus não começou a vida pública sem o consentimento de Sua Mãe; e o mesmo Evangelho nos informa que o primeiro dos grandes prodígios – o milagre de Caná –, com que provou a autenticidade da Sua missão, foi feito a pedido de Maria.

Fonte: Manual da Legião de Maria, página 273.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oh! Se Maria fosse conhecida!



Ao sacerdote que luta quase desesperado num mar de indiferença religiosa, recomendamos as palavras do Padre Faber, encontradas no prefácio de “A Verdadeira Devoção a Maria” (fonte abundante de inspiração para a Legião), da autoria de S. Luís de Montfort. Esta página poderá servir de preparação para o exame das vantagens e benefícios que lhe podem advir da Legião.

O Padre Faber afirma, em síntese, que Maria não é suficientemente conhecida e amada, com grave prejuízo para as almas: – “A devoção que se lhe consagra é pequena, magra e pobre. Não confia em si própria. Por isso Jesus não é amado, os hereges não são convertidos, a Igreja não é exaltada; por isso, as almas que poderiam ser santas enfraquecem e degeneram; os sacramentos não são devidamente freqüentados; as almas não são evangelizadas com ardente zelo apostólico. Jesus é pouco conhecido, porque Maria é posta em segundo plano. Milhares de almas se perdem, porque Maria lhes é recusada. E esta sombra miserável e indigna, a que ousamos chamar a devoção à Virgem Santíssima, é a causa de todas estas misérias e prejuízos, males e omissões e fraquezas.

Todavia, se tomarmos em devida consideração as revelações dos Santos, Deus insiste por uma devoção à Sua Mãe Santíssima, maior, mais larga, mais vigorosa, totalmente outra. Que alguém experimente esta devoção em si próprio, e a surpresa perante as graças que ela traz consigo e as transformações que produz na alma, vão convencê-lo da sua quase incrível eficácia como meio de obter a salvação dos homens e a chegada do Reinado de Jesus Cristo”.

“À Virgem poderosa é dado o poder de esmagar a cabeça da serpente; às almas unidas a ela, é dado vencer o pecado. Devemos crer nisto com inabalável fé, com uma firme esperança”.

Deus que nos dar tudo; tudo depende agora de nós e de ti, por quem tudo é recebido e economizado, por quem tudo é transmitido, ó Mãe de Deus! Tudo depende da união dos homens com aquela, a quem Deus tudo confia” (Gratry).


Manual da Legião de Maria – Pág. 23.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

São João Evangelista


Citado no Evangelho como o “Discípulo a quem Jesus amava”, S. João representa para nós, modelo de devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Fiel até o fim, a este Coração se conservou unido até que O viu sem vida e varado pela lança. Manifestou-se em seguida como modelo de devoção ao Imaculado Coração de Maria. Puro como um anjo, ocupou o lugar que foi de Jesus, e continuou a prestar a Maria o amor de filho, até o momento em que Deus A chamou.

Mas a terceira palavra, pronunciada por Jesus Cristo no alto da cruz, continha mais que uma preocupação filial tomada para com Sua Mãe Santíssima. Na pessoa de S. João, Nosso Senhor indicava o gênero humano, mas sobretudo aqueles que pela fé se uniriam a Ele em todos os tempos. Assim, Maria foi proclamada Mãe dos homens, – de numerosíssimos irmãos de que Cristo é o primogênito. S. João, o representante de todos os novos filhos, foi o primeiro a tomar posse da herança de filho adotivo de Maria, – modelo de todos os que viriam depois e um santo, a quem a Legião deve a mais terna devoção.

Amou a Igreja e, nela, cada uma das almas, e ao seu serviço gastou todas as forças. Foi apóstolo, evangelista e teve o mérito de mártir.

Foi o sacerdote de Maria: por isso, ele é o padroeiro especial do Sacerdote-Legionário a serviço de uma organização que deseja ardentemente ser uma cópia viva de Maria.

A sua festa celebra-se a 27 de dezembro.

“Jesus, pois, tendo visto sua Mãe e perto dela o Discípulo que Ele amava, disse à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao Discípulo: “Eis aí a tua Mãe”. E desta hora em diante a levou o Discípulo para sua casa” (Jo 19, 26-27)

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 135.

domingo, 27 de novembro de 2011

A Legião de Maria e a Medalha Milagrosa


“A Santíssima Virgem disse-me então: ‘Faze cunhar uma medalha segundo este modelo. As pessoas que a trouxerem depois de benzida receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem ao pescoço. Os que tiverem confiança receberão abundantes graças.’” (Santa Catarina Labouré)

Os legionários darão grande valor a esta medalha, intimamente associada à história da Legião. A imagem da Medalha Milagrosa (1830), que enfeitou a mesa da primeira reunião, não foi escolhida de propósito; ela exprimia perfeitamente, no entanto, a característica devocional da organização que nascia debaixo do seu olhar.
Recomendou-se então nos trabalhos a utilização da medalha e, logo na primeira reunião, se usou a invocação nela gravada que, atualmente, faz parte da Catena, diariamente rezada por todos os membros. O desenho da Medalha faz parte do Vexillum da Legião.


O fato da Medalha fazer parte da espiritualidade legionária, e isto de muitas formas, merece um momento de reflexão. Será que foi apenas por acaso ou foi obra da Providência Divina? Poderá julgar-se pelas considerações seguintes:
a) A medalha tem como fim promover a devoção à Imaculada Conceição, apresentando-a, ao mesmo tempo, no seu papel de Medianeira da graça. Resume, assim, os vários aspectos particularmente considerados pela Legião – Maria Imaculada, Mãe e Medianeira.  
À representação da Conceição Imaculada de Maria ajunta-se, no reverso, a do seu Imaculado Coração: aquela representa Maria concebida sem pecado, e esta mostra-a sem mácula em toda a sua vida.
b) O reverso da Medalha ostenta a imagem do Sagrado Coração de Jesus e a do Imaculado Coração de Maria, invocados ambos, desde a primeira reunião, nas orações iniciais da Legião. Sob a letra M, inicial do nome de Maria, encimada por uma Cruz, os dois corações, com os emblemas que os distinguem – a coroa de espinhos e a espada da dor –, recordam a Paixão de Jesus e a Compaixão de Maria, que mereceram as graças abundantes que os legionários desejam levar aos outros em companhia de sua Mãe.
c) Coincidência admirável: a audiência em que S. Emª o Cardeal Verdier, Arcebispo de Paris, aprovou e abençoou a Legião, começou precisamente no dia e hora do primeiro centenário da aparição da Virgem a Santa Catarina Labouré, aparição que dizia especial respeito à França.
Podemos, pois, afirmar que a Medalha foi assimilada pela Legião e de tal modo que a missão do legionário inclui a da Medalha. O legionário é como uma Medalha Milagrosa viva, instrumento humilde da Virgem, para derramar as suas graças através do mundo.
Há certa categoria de católicos que, ansiosos por se mostrarem “avançados, intelectuais”, ridicularizam como superstição esta medalha e outras medalhas e escapulários. Esta atitude irreverente para com os sacramentais aprovados pela Igreja é arriscada. Opõe-se igualmente a uma série de fatos, pois é indiscutível que o uso da medalha constitui uma bênção em muitas situações dramáticas. Soldados de Maria, os legionários hão de considerar a Medalha Milagrosa como a sua munição especial. Maria lhes comunicará, estamos certos, uma dupla eficácia, nas mãos dos seus legionários.
Pela cerimônia da recepção da Medalha, tornamo-nos membros da Associação da Medalha Milagrosa, sendo desnecessária qualquer anotação em registros. Automaticamente, o membro passa a ter direito às indulgências ligadas à Associação.

“Maria deu ao mundo a apostolicidade em pessoa – Aquele que veio
atear o fogo à terra e desejou ardentemente que este se inflamasse.
A sua missão não teria sido completa se não estivesse no meio
das línguas de fogo que o Espírito de seu Filho derramou sobre os Apóstolos,
para os inflamar com a Sua mensagem até à consumação dos séculos.
Pentecostes foi para Maria uma nova Belém espiritual, uma segunda Epifania,
em que, como Mãe, junto do berço do Cristo Místico,
O dá a conhecer mais uma vez a outros Pastores e a outros Reis.”
(Bispo Fulton Sheen: O Corpo Místico de Cristo)

Fonte: Manual da Legião de Maria, página 340.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Padroeiros da Legião de Maria - São Miguel, São Gabriel e São Rafael

 

S. Miguel Arcanjo

“Apesar de príncipe da corte celeste, S. Miguel é o mais zeloso em honrar e fazer honrar Maria, sempre à espera das suas ordens para ter o especial privilégio de voar em serviço de algum dos seus servos” (S. Agostinho).
S. Miguel foi sempre o patrono do povo escolhido, da Antiga e da Nova Lei. É o leal defensor da Igreja, mas não deixou a guarda dos judeus pelo fato de eles se terem afastado de Cristo. Antes intensificou esta proteção, mesmo porque eles mais precisam dela, e também porque são ligados pelo sangue a Jesus, Maria e José. A Legião milita sob a proteção de S. Miguel.
Com a sua inspiração, deve trabalhar sacrificadamente pela recuperação desse povo, com o qual o Senhor fez uma aliança de amor sem fim.
A festa do “príncipe do Exército do Senhor” (Js 5, 14) celebra-se a 29 de setembro.
“Não são eles todos, espíritos a serviço de Deus, enviados a fim de exercerem um ministério a favor daqueles que hão de herdar a salvação?” – pergunta o autor da Carta aos Hebreus (1, 14). E nisto crê e isto ensina a Igreja, com base na Sagrada Escritura, da qual sabemos que é tarefa dos anjos bons a proteção dos homens e a solicitude pela sua salvação” (João Paulo II, Audiência Geral, 6 de agosto de 1986).

S. Gabriel Arcanjo


Em algumas liturgias, S. Gabriel e S. Miguel são saudados juntamente como campeões e príncipes, chefes do exército celeste, capitães dos anjos, servos da divina glória, guardas e guias das humanas criaturas.
S. Gabriel é o Anjo da Anunciação. Foi ele que transmitiu a Maria as saudações da Santíssima Trindade; expôs pela primeira vez ao homem, o mistério desta Trindade Majestosa; anunciou a Encarnação; declarou a Conceição Imaculada de Maria; pronunciou as primeiras palavras da Ave-Maria.

“As Escrituras mostram-nos um espírito da mais elevada nobreza celeste, enviado, em forma visível, a anunciar a Maria o Mistério da Encarnação. Maria foi convidada a ser Mãe de Deus por um Anjo, porque, por sua divina maternidade, deteria a soberania, o poder e o domínio sobre todos os Anjos. “Pode-se dizer – escreve Pio XII – que o Arcanjo S. Gabriel foi o primeiro mensageiro da função real de Maria” (Ad coeli Reginam).

Gabriel é honrado como padroeiro dos responsáveis de missões importantes, dos que por Deus, são anunciadores de grandes novas. Foi ele quem transmitiu a Maria a mensagem de Deus. Nesse momento representava ela todo o gênero humano e ele, o conjunto dos Anjos. O seu diálogo, motivo de inspiração para os homens até ao fim dos tempos, firmou um tratado sobre o qual se haviam de erguer “novos céus e nova terra”. Que admirável, pois, aquele que falou a Maria e como erram quantos reduzem o seu papel a uma comunicação sem sua participação. Sabia perfeitamente o que estava acontecendo e deu prova do mais vasto conhecimento possível. Reverente para com Maria, responde perfeitamente a todas as suas perguntas, pois era o porta-voz e confidente de Deus. Do encontro de Gabriel com Nossa Senhora surgiu a renovação da criação. A nova Eva consertou os estragos causados pela primeira Eva. O novo Adão, como cabeça do Corpo Místico que inclui também os Anjos, restaurou não só o gênero humano mas igualmente, a honra dos mesmos Anjos que perdera o brilho por causa do Anjo perverso” (Dr. Michael O’Carroll, C. S. Sp.).

S. Rafael


A Bíblia só menciona por seu nome a três dos sete Arcanjos que, segundo a tradição judaico cristã, estão mais perto do trono de Deus: Miguel, Gabriel e Rafael.
No Livro de Tobias conta que Deus enviou São Rafael a ajudar ao ancião Tobías, quem estava cego e se achava em uma grande aflição, e a Sara, a filha de Raquel, cujos sete maridos tinham morrido na noite das bodas.
São Rafael tomou a forma humana e se fez chamar Azarías. Este, acompanhou a Tobías em sua viagem, ajudou-o em suas dificuldades e lhe explicou como podia casar-se com o Sara sem perigo algum. No livro de Tobías o próprio Arcanjo se descreve como "um dos sete que estão na presença do Senhor".

A festa de S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael celebra-se a 29 de setembro.

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 136 a 138.