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sábado, 4 de maio de 2013

Maio – Mês de Maria


O mês de maio é tradicionalmente dedicado à Maria.  Em consonância com a Igreja, caminharemos também nessa devoção especial oferecendo ao longo do mês subsídios de oração, tendo como foco Nossa Senhora.

Nesta primeira semana, algumas orações dedicadas à Mãe de Deus:

AVE MARIA

A mais popular dentre as orações marianas, a Ave Maria tem o seu texto dividido em três partes: a primeira corresponde à saudação do anjo Gabriel à Maria, por ocasião da Anunciação de Jesus.  A segunda, traduz a saudação de Isabel, quando visitada por Nossa Senhora.  E a última, acrescentada pela Igreja, como forma de afirmação da devoção mariana.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.  Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

SALVE RAINHA

A Salve Rainha faz parte do Rosário, rezada ao final de cada Terço.  É uma saudação  à Maria e, ao mesmo tempo, uma entrega da nossa vida à misericórdia da Mãe de Deus.

Salve Rainha, mãe de misericórdia, vida e esperança nossa, salve. A vós bradamos, degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei.E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre.Ó clemente, ó piedosa, ó doce, sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

ANGELUS

A hora do Angelus - ou A hora da Ave Maria - consiste na recitação de três Aves Marias intercaladas por versículos do Evangelho que relembram a encarnação de Jesus.  Em 1456, o papa Calisto III ordenou que os sinos das igrejas tocassem três vezes ao dia - ao amanhecer, ao meio-dia e às seis da tarde - exortando os cristãos a rezarem o Angelus como forma de pedir a intercessão à Virgem.

- O anjo do Senhor anunciou à Maria.
- E ela concebeu por obra do Espírito Santo
Ave Maria...
- Eis aqui a serva do Senhor.
- Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria
- E o verbo se fez homem 
- E habitou entre nós
Ave Maria...

CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA

No Batismo somos ungidos pelo Espírito Santo e recebemos o sinal de que somos filhos de  Deus.  A Consagração à Nossa Senhora, normalmente feita junto com o Batismo, tem o significado de entregar à Mãe de Deus aquilo que de mais preciso possuímos: a nossa própria vida.  A consagração é um ato de certeza de que Maria cuidará de nós tal como cuidou de Jesus Cristo. 

Ó minha Senhora, e minha Mãe, eu me ofereço todo a vós, e em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser.  E já que sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa. Amém.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Deus e Maria



Abaixo de Deus, é sobre a devoção a Maria, “maravilha inefável do Altíssimo” (Pio IX), que a Legião se fundamenta. Mas qual a posição de Maria em relação a Deus? Como todos os mortais foi tirada do nada; e embora Deus a sublimasse a um “estado de graça imenso e inconcebível”, diante do Criador Ela não passa do nada. Na verdade ela é, por excelência, a Sua criatura porque Ele a trabalhou mais que nenhuma outra. Quanto mais Deus opera maravilhas em Maria, tanto mais Ela se torna obra das Suas mãos.

Que grandes prodígios não realizou em seu favor!

Com a ideia do Redentor, ela esteve presente no pensamento de Deus desde toda a eternidade. Associou-a aos secretos desígnios dos Seus planos de graça, tornando-a a verdadeira Mãe do Seu filho e daqueles que a Seu Filho estão unidos. Fez todas estas coisas porque, em primeiro lugar, Ele receberia de Maria, um ganho superior ao de todas as criaturas reunidas; e ainda porque estava, no Seu plano, de maneira inatingível às nossas pobres inteligências, aumentar por este meio, a glória que de nós próprios havia de receber. Assim, a oração e o serviço amoroso com que testemunhamos a nossa gratidão a Maria, nossa Mãe e auxiliadora da nossa salvação, não podem representar prejuízo para Aquele que assim a criou. O que damos a Maria não vai menos direta e inteiramente para Ele; não apenas é transmitido na sua integridade, mas acrescentado com os méritos da intermediária. Maria é mais do que uma fiel mensageira. Constituída por Deus, elemento vital do Seu plano de misericórdia, a sua presença acrescenta ao mesmo tempo, a glória de Deus e a nossa graça.

Assim como foi do agrado do eterno Pai receber por intermédio de Maria, as homenagens que Lhe são dirigidas, assim se dignou, por Sua grande misericórdia, escolher Maria para ser o canal pelo qual serão derramadas sobre a humanidade as diversas demonstrações da Sua onipotência e generosa bondade, começando pela causa de todas elas – a segunda Pessoa divina, encarnada, nossa verdadeira vida, nossa única salvação.

Se quero tornar-me dependente da Mãe é para me tornar o escravo do Filho. Se desejo tornar-me sua propriedade é para prestar a Deus com mais segurança, a homenagem da minha sujeição” (Sto. Ildefonso).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 18.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

São Joaquim e Sant’ Ana – Avós de Jesus


Na tradição cristã, Sant'Ana e São Joaquim são pais de Maria, portanto, avós de Jesus. E é por isso, que no dia 26, também é comemorado o dia dos avós.

A devoção a São Joaquim e Sant’Ana tornou-se popular especialmente na Alemanha. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data, 26 de julho, para a celebração dos pais de Maria, e o Papa Leão XIII a estendeu por toda a igreja.

Histórico

Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-Evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.

Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.

Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Ana

Oração a São Joaquim
Ó grande patriarca S. Joaquim, nosso glorioso padroeiro, nós, devotos vossos, nos regozijamos com o pensamento de terdes sido escolhido entre todos os santos, para cooperar nos mistérios divinos e enriquecer o mundo com a bem-aventurança Mãe de Deus e nossa, vossa filha Maria Santíssima. Por este singular privilégio, sois poderosíssimo junto à Mãe e o Filho de Deus, de sorte que não há graça que não possais alcançar. Recorro a vós, animado por essa confiança plena, pedindo vossa valiosíssima proteção e recomendando-vos todas as minhas necessidades espirituais e temporais bem como as da minha família. Peço-vos, ó glorioso santo, a graça especial de (pedido) e espero obtê-la pela vossa paternal intercessão. Peço particularmente a graça do amor perseverante a Jesus e Maria, a fim de que eu viva e morra na fé, esperança e caridade, invocando também o vosso bendito nome.  Amém.
Oração a Sant’ Ana
Senhora Santa Ana, fostes chamada por Deus a colaborar na salvação do mundo. Seguindo os caminhos da Providência Divina, recebestes São Joaquim por esposo. Deste vosso matrimônio, vivido em santidade, nasceu Maria Santíssima, que seria a Mãe de Jesus Cristo. Formando Vós família tão santa, confiantes nós pedimos por esta nossa família. Alcançai-nos a todos as graças de Deus: aos Pais deste lar, que vivam na Santidade do matrimônio e formem seus filhos segundo o Evangelho; aos Filhos desta casa, que cresçam em sabedoria, graça e santidade e encontrem a vocação a que Deus os chamou. E a Todos nós, Pais e Filhos, alcançai-nos a alegria de viver fielmente na Igreja de Cristo, guiados sempre pelo Espírito Santo, para que um dia após as alegrias e sofrimentos desta vida, mereçamos também nós chegar à casa do Pai, onde vos possamos encontrar, para juntos sermos eternamente felizes, no Cristo, pelo Espírito Santo. Amém.



domingo, 6 de maio de 2012

Maio, mês de Maria


O mês de maio é tradicionalmente dedicado à Maria.  Em consonância com a Igreja, caminharemos ao longo do mês subsídios de oração, tendo como foco Nossa Senhora.
Algumas orações dedicadas à Mãe de Deus:

AVE MARIA

A mais popular dentre as orações marianas, a Ave Maria tem o seu texto dividido em três partes: a primeira corresponde à saudação do anjo Gabriel à Maria, por ocasião da Anunciação de Jesus.  A segunda, traduz a saudação de Isabel, quando visitada por Nossa Senhora.  E a última, acrescentada pela Igreja, como forma de afirmação da devoção mariana.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.  Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.

SALVE RAINHA

A Salve Rainha faz parte do Rosário, rezada ao final de cada Terço.  É uma saudação  à Maria e, ao mesmo tempo, uma entrega da nossa vida à misericórdia da Mãe de Deus.

Salve Rainha, mãe de misericórdia, vida e esperança nossa, salve. A vós bradamos, degredados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce, sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.

ANGELUS

A hora do Angelus - ou A hora da Ave Maria - consiste na recitação de três Aves Marias intercaladas por versículos do Evangelho que relembram a encarnação de Jesus.  Em 1456, o papa Calisto III ordenou que os sinos das igrejas tocassem três vezes ao dia - ao amanhecer, ao meio-dia e às seis da tarde - exortando os cristãos a rezarem o Angelus como forma de pedir a intercessão à Virgem.

- O anjo do Senhor anunciou à Maria.
- E ela concebeu por obra do Espírito Santo
Ave Maria...
- Eis aqui a serva do Senhor.
- Faça-se em mim segundo a vossa palavra.
Ave Maria...
- E o verbo se fez homem
- E habitou entre nós
Ave Maria...

CONSAGRAÇÃO À NOSSA SENHORA

No Batismo somos ungidos pelo Espírito Santo e recebemos o sinal de que somos filhos de  Deus.  A Consagração à Nossa Senhora, normalmente feita junto com o Batismo, tem o significado de entregar à Mãe de Deus aquilo que de mais preciso possuímos: a nossa própria vida.  A consagração é um ato de certeza de que Maria cuidará de nós tal como cuidou de Jesus Cristo.

Ó minha Senhora, e minha Mãe, eu me ofereço todo a vós, e em prova de minha devoção para convosco, vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e todo o meu ser.  E já que sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me como coisa  e propriedade vossa. Amém.
Gilda Carvalho
http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=32&cod_noticia=12306

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Maio – Mês Mariano


O mês de maio é dedicado, de modo particular, a Nossa Senhora e a todas as mães.

Neste mês, a Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul desenvolverá várias atividades e celebrações em honra a Maria Santíssima.

Programação:

Terços na Igreja Matriz todas as quintas-feiras às 19:30 horas na Igreja Matriz:
Dia 03/05 – Dedicado as famílias, conduzido pelos legionários;
Dia 10/05 – Dedicado as crianças e jovens, conduzido pelo grupo jovem;
Dia 17/05 – Dedicado aos homens, conduzido pelos legionários;
Dia 24/05 – Dedicado as mulheres, conduzido pelas legionárias.

Todos os Sábados do mês: Terço conduzido pelos membros da Legião de Maria com início às 19:30 h e logo após Santa Missa, com a procissão de entrada dos Oratórios do Imaculado Coração de Maria na Igreja Matriz.

Dia 13 de Maio – Dia de Nossa Senhora de Fátima: Orações no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz com início às 13:30 h com a reza das 90 Salve-Rainhas e em seguida o Terço. As orações serão conduzidas pelos membros da Legião de Maria. Às 15:00 horas será celebrada a Santa Missa, com coroação de Nossa Senhora e benção do Cruzeiro. Os devotos poderão levar flores, que serão ofertadas a Nossa Senhora. A celebração será enriquecida com cânticos marianos.

Durante todo o mês, todos os setores serão divididos em grupos menores onde rezarão o terço com procissão.

No dia 26 de maio, último sábado do mês será realizada a Coroação de Nossa Senhora de Fátima na Igreja Matriz às 20:00 horas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Maria, a Estrela da Evangelização


Na Encíclica “Evangelização no mundo contemporâneo”, o Papa Paulo VI chamou Maria de Estrela da Evangelização. Hoje, mais do que antes, percebemos toda a verdade desta afirmação. Maria, a Mãe de Jesus é uma das maiores promotoras da evangelização em todo mundo.
            Somos convidados a olhar para as aparições de Nossa Senhora que são dignas de fé e para todos os Santuários Marianos no mundo, e ver que a devoção Marial vem arrastando multidões para o encontro com Deus, numa conversão alicerçada no arrependimento dos pecados, na busca do sacramento da confissão, na oração, no jejum, nos sacrifícios e na fé. No caminho de Maria encontram Deus, misericórdia, recomeço e Jesus na Eucaristia.
            A razão dos sinais no mundo todo (lágrimas, aparições, milagres, etc.) embora nem todas autênticas, têm uma razão simples: Maria tem pressa de chamar a humanidade de volta para Deus, por isso, ela é a grande evangelizadora dos nossos dias. Tenho testemunhado que muitas pessoas voltam para Deus através da devoção a Nossa Senhora. Maria aponta para Jesus Cristo e para a vida de comunidade na Igreja.
            Naquele livro famoso, “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem” de São Luiz Maria de Montfort, o santo disse: “Por meio de Maria, Deus começou a salvação do mundo e é por meio de Maria que esta deve ser consumada. Maria tem um papel especial nos últimos tempos justamente porque ela é o meio mais seguro, mais fácil, mais rápido e mais perfeito de chegar a Jesus. Ela O deu ao mundo a primeira vez e também da segunda O fará resplandecer”.
            É doutrina da Igreja, plenamente confirmada por muitos Papas e Santos Doutores (Santo Agostinho, Santo Afonso, São Bernardo, entre outros), que Maria é medianeira e dispensadora de todas as graças de Deus. “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as de mar, reuniu todas as Suas graças e chamou-as de Maria” (São Luiz Maria de Montfort).
            A Igreja sempre teve Maria como àquela que mais cooperou na obra da Redenção da humanidade, pois ela participou diretamente, do princípio ao fim, do mistério da redenção realizada por Jesus Cristo. Sendo a Mãe de Jesus, tornou-se também a Mãe da Igreja, Corpo Místico de Jesus. Neste sentido, ela é a Mãe de cada um de nós, preocupada com nossa conversão e salvação. Ela é o elo de encontro da humanidade com Deus e de Deus com a humanidade.
           
Estou convencido de que Nossa Senhora é a estrela da evangelização e através de intervenções extraordinárias, realiza hoje na Igreja, uma obra singular, única, na mesma lógica de Fátima, Lourdes, Guadalupe, Salete e Aparecida. Maria exerce a sua maternidade na ordem da graça levando as pessoas para Deus e fazendo dilatar o Reino de Deus no mundo. A devoção a Nossa Senhora, os Santuários Marianos na Igreja e tantas congregações religiosas, que encontram inspiração na Bem Aventurada Virgem Maria, nos mostram o poder evangelizador da Mãe de Deus e Nossa.

Texto escrito pelo Pe. Ademir da Guia Santos –
Diretor Espiritual da Legião de Maria – Ponta Grossa

terça-feira, 13 de março de 2012

Homenagem à Maria deve reunir mais de oito mil peregrinos


“Maria nos une pelo exemplo dedicado e pela defesa da justiça e das crianças”. A frase foi dita ontem, 12, durante coletiva reunindo o coordenador da Pastoral da Criança, Nelson Arns Neumann, o guia religioso da Sociedade Beneficente Islâmica de Foz, xeque Mohamed Khalil e o superintendente de Comunicação da Itaipu Binacional, jornalista Gilmar Piolla. Juntos, eles explicaram como será o Encontro Internacional Cristão-Muçulmano, que acontece no próximo dia 24, das 9 às 16 horas, no Mirante da Usina, com o tema “Maria, exemplo para todos nós”.
O médico sanitarista, Nelson Arns Neumann, disse que Maria inspira o trabalho desenvolvido para Pastoral da Criança pelo exemplo onde ela viajou por mais de 100 quilômetros para cuidar de uma gestante.


“Defino como um momento muito feliz ao saber que os muçulmanos também têm em Maria a mulher exemplar”, disse Arns. Ele contou que a ideia de fazer o primeiro encontro, fora do Líbano, foi do pesquisador muçulmano, Mohammad Sammak. Sammak é o secretário geral para diálogo inter-religioso entre os povos.
“Eu o conheci em Nova Iorque e ele me contou da presença de Maria no Islã. Quando mandamos um convite para que ele nos ajudasse neste evento, ele nos disse: “Estou pronto para ir onde Maria estiver, seja no Brasil ou ir além”, contou Arns.
O Guia Religioso da Sociedade Beneficente Islâmica de Foz do Iguaçu, Mohamed Khalil, descreveu Maria como “senhora das senhoras”. Contou que no Alcorão – o livro Sagrado dos Muçulmanos – há um capítulo dedicado a Maria. “Ela defendeu a justiça, buscou a unidade, exerceu a bondade, sempre na defesa do oprimido”.
No Alcorão o nome de Maria é citado 34 vezes pela virtude e 30 vezes como a mãe de Jesus. “Este encontro nos aproxima, nos faz conhecer ao outro”, disse.
A fala de Khalil foi completada por Arns que afirmou: “Somente o conhecimento nos leva a amar, a fazer com que encontremos no outro a virtude”.
O superintendente de Comunicação da Itaipu Binacional, jornalista Gilmar Piolla, disse que o encontro marca definitivamente o início do turismo religioso também na Fronteira. “Este será o maior evento que a Itaipu vai abrigar e junto com ele será marco desta nova etapa que defendemos que é fazer da cidade receptivo para o turismo religioso”.
Piolla disse que toda a estrutura da maior Unidade Geradora de Energia do Mundo está envolvida como sede do evento. “É um grande desafio para nós mas também a oportunidade de mostrar esta integração que a Itaipu busca e defende”.
Programação
Atualmente a comunidade islâmica já organiza agenda de palestras, além de preparar vídeo, panfletos, assim como a Pastoral da Criança. Mas, o ponto alto do evento será das 12 às 13 horas, com horário de louvor e adoração.
O encontro por “Maria” deve reunir representantes de pelo menos 17 países, entre eles, do Líbano, Quênia, Estados Unidos, São Salvador, Nepal, França, Índia, Tailândia, Suécia, Turquia e Suíça.
O evento está sendo promovido pela Pastoral da Criança Internacional em parceria com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Liga da Juventude Islâmica Beneficente do Brasil, União Nacional das Entidades Islâmicas e da Comunidade Islâmica de Foz do Iguaçu.
Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/

sexta-feira, 9 de março de 2012

Encontramos sempre o Filho com a Mãe


Foi do agrado divino que o reinado da graça não fosse inaugurado sem Maria, e é vontade Sua que assim continuem as coisas. Quando Deus preparou S. João Batista para ser aquele que viria antes de Jesus, santificou-o no momento da visita de Maria à sua prima Isabel. Na primeira noite de Natal, aqueles que fecharam as portas à Santíssima Virgem, a Jesus as fecharam também. Não perceberam que, ao despedir Maria, negavam a entrada ao Messias esperado.

Os pastores que, na noite de Natal, vendo o Menino Jesus, nos representaram, encontraram o Esperado das Nações com Maria, Sua Mãe. Se tivessem voltado às costas a Maria, nunca teriam achado Jesus. Na Epifania, os gentios foram recebidos por Jesus na pessoa dos três Reis Magos; mas estes descobriram o Salvador porque encontraram a Mãe. Se não quisessem aproximar-se dela, não teriam chegado a Jesus.

A anunciação de Jesus, que aconteceu em segredo no recolhimento de Nazaré, precisava ser publicamente confirmada no templo. Jesus oferece-se ao Pai, mas levado nos braços e através das mãos de Sua Mãe, a quem pertence e sem a qual não pode apresentar-se. Mas continuemos. Dizem os Santos Padres que Jesus não começou a vida pública sem o consentimento de Sua Mãe; e o mesmo Evangelho nos informa que o primeiro dos grandes prodígios – o milagre de Caná –, com que provou a autenticidade da Sua missão, foi feito a pedido de Maria.

Fonte: Manual da Legião de Maria, página 273.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Maria: um exemplo de mulher


Maria foi a mulher de José, mulher da família, mas também mulher de Deus. A mulher carrega em si o dom de ser como Deus em pequenas medidas. Jesus ficou nove meses no ventre, foi amamentado, amado por Maria, foi humano. A Santíssima Virgem passou por muitos desafios naquela época, mas resistiu.

Nossa Senhora precisou ter os olhos fixos em Deus para ser fiel à missão dada a Ela. Mulher, se você olhar para você, para a potência que você tem de alimentar e conduzir uma casa, se você se espelhar em Maria, sendo fiel às coisas simples e tendo os olhos fixos em Jesus, tudo será diferente.

Há em você, mulher, uma sacralidade que dia após dia você precisa reconhecer. Mulheres, não negligenciem o dom de sua feminilidade! A mulher tem poder de costurar o mundo, assim como no passado entrelaçavam as linhas, faziam tudo que era artesanal. Você precisa ser artesã para "costurar" o mundo.

Quando temos um problema com o pai, tudo continua em pé, mas se a mãe se entrega, dificilmente o lar fica em pé. A mulher é capaz de suportar um pouco mais que a gente.

Mulher, aquilo que você tem é dom de Deus para você ser igual a Virgem Maria. Maria honrou a sua missão de educar o Filho de Deus. Ela foi pedagoga. Se Jesus foi capaz de subir ao calvário, foi porque Ela O educou para ser corajoso. A Santíssima Virgem não foi uma mãe histérica. Até mesmo na hora do seu Filho morrer, Ela estava presente com um olhar discreto.

Fonte: Trechos do texto de Pe. Fábio de Melo – http://www.cancaonova.com/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Oh! Se Maria fosse conhecida!



Ao sacerdote que luta quase desesperado num mar de indiferença religiosa, recomendamos as palavras do Padre Faber, encontradas no prefácio de “A Verdadeira Devoção a Maria” (fonte abundante de inspiração para a Legião), da autoria de S. Luís de Montfort. Esta página poderá servir de preparação para o exame das vantagens e benefícios que lhe podem advir da Legião.

O Padre Faber afirma, em síntese, que Maria não é suficientemente conhecida e amada, com grave prejuízo para as almas: – “A devoção que se lhe consagra é pequena, magra e pobre. Não confia em si própria. Por isso Jesus não é amado, os hereges não são convertidos, a Igreja não é exaltada; por isso, as almas que poderiam ser santas enfraquecem e degeneram; os sacramentos não são devidamente freqüentados; as almas não são evangelizadas com ardente zelo apostólico. Jesus é pouco conhecido, porque Maria é posta em segundo plano. Milhares de almas se perdem, porque Maria lhes é recusada. E esta sombra miserável e indigna, a que ousamos chamar a devoção à Virgem Santíssima, é a causa de todas estas misérias e prejuízos, males e omissões e fraquezas.

Todavia, se tomarmos em devida consideração as revelações dos Santos, Deus insiste por uma devoção à Sua Mãe Santíssima, maior, mais larga, mais vigorosa, totalmente outra. Que alguém experimente esta devoção em si próprio, e a surpresa perante as graças que ela traz consigo e as transformações que produz na alma, vão convencê-lo da sua quase incrível eficácia como meio de obter a salvação dos homens e a chegada do Reinado de Jesus Cristo”.

“À Virgem poderosa é dado o poder de esmagar a cabeça da serpente; às almas unidas a ela, é dado vencer o pecado. Devemos crer nisto com inabalável fé, com uma firme esperança”.

Deus que nos dar tudo; tudo depende agora de nós e de ti, por quem tudo é recebido e economizado, por quem tudo é transmitido, ó Mãe de Deus! Tudo depende da união dos homens com aquela, a quem Deus tudo confia” (Gratry).


Manual da Legião de Maria – Pág. 23.

sábado, 31 de dezembro de 2011

01 de janeiro - Santa Maria, Mãe de Deus

A Solenidade da Santa Maria Mãe de Deus é a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental, sua celebração se começou a dar em Roma para o século VI, provavelmente junto com a dedicação - em 1º de janeiro - do templo 'Santa Maria Antiga' no Foro Romano, uma das primeiras Igrejas marianas de Roma.
A antiguidade da celebração Mariana se constata nas pinturas com o nome de Maria, Mãe de Deus' (Theotókos) que foram encontradas nas Catacumbas ou antiquíssimos subterrâneos que estão cavados debaixo da cidade de Roma, onde se reuniam os primeiros cristãos para celebrar a Missa em tempos das perseguições.
Mais adiante, o rito romano celebrava em 1º de janeiro a oitava de Natal, comemorando a circuncisão do Menino Jesus. Depois de desaparecer a antiga festa Mariana, em 1931, o Papa Pio XI, por ocasião do XV centenário do concílio de Éfeso (431), transferiu esta Festa Mariana para 11 de outubro, em lembrança deste Concílio, onde se proclamou solenemente Santa Maria como verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus; mas na última reforma do calendário - após o Concílio Vaticano II - se transladou a festa para 1º de janeiro, com a máxima categoria litúrgica, de solenidade, e com título da Santa Maria, Mãe de Deus.

Desta maneira, esta Festa Mariana encontra um marco litúrgico mais adequado no tempo do Natal do Senhor; e ao mesmo tempo, todos os católicos começam o ano pedindo o amparo da Santíssima Virgem Maria.

O Concílio de Éfeso
No ano de 431, o herege Nestorio se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus, afirmando: 'Então Deus tem uma mãe? Pois então não condenemos a mitologia grega, que lhes atribui uma mãe aos deuses'. Ante isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso - a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos - e iluminados pelo Espírito Santo declararam: 'A Virgem Maria sim é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus'. E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: 'Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém'.
Do mesmo modo, São Cirilo da Alexandria ressaltou: 'Será dito: a Virgem é mãe da divindade? A isso respondemos: o Verbo vivente, subsistente, foi engendrado pela mesma substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade... Mas no tempo ele se fez carne, por isso se pode dizer que nasceu de mulher'.
Mãe do Menino Deus
'Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra'
É desde esse Fiat, faça-se, que Santa Maria respondeu firme e amorosamente ao Plano de Deus; graças a sua entrega generosa Deus mesmo se pôde encarnar para nos trazer a Reconciliação, que nos libera das feridas do pecado.
A donzela de Nazaré, a cheia de graça, ao assumir em seu ventre ao Menino Jesus, a Segunda Pessoa da Trindade, converte-se na Mãe de Deus, dando tudo de si para seu Filho; vemos porque tudo nela aponta a seu Filho Jesus.
É por isso, que Maria é modelo para todo cristão que busca dia a dia alcançar sua santificação. Em nossa Mãe Santa Maria encontramos a guia segura que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajudando a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo 'vivo eu mais não eu, é Cristo quem vive em mim'.

Fonte: http://www.fatima.com.br/

 

'Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém'

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

As sete dores de Maria


O Calendário Litúrgico coloca em dias sequenciados, no mês de setembro, a festa da Exaltação da Santa Cruz e a memória de Nossa Senhora das Dores. Fora do contexto da Semana Santa, temos assim nova oportunidade para refletir e viver os mistérios da Redenção, aos quais Nossa Senhora esteve sempre próxima, experimentando, a Imaculada, aflitas dores, magnificadas no acontecimento do Calvário. Maria, a “peregrina da fé”, mereceu de Isabel, na Visitação, diz o Santo Padre João Paulo II, “as palavras abençoantes: 'Feliz daquela que acreditou'. “E que “atingem a plenitude do seu significado, quando ela está aos pés da cruz do seu Filho (cf. Jo 19,25).” (Encíclica A Mãe do Redentor, 18).
Santo Afonso de Ligório, em seu precioso livro “Glórias de Maria”, faz inspiradas reflexões sobre cada uma das sete dores da nossa Mãe Santíssima: primeira, as Profecias de Simeão; segunda, a Fuga para o Egito; terceira, a Perda de Jesus no Templo; quarta, o Encontro com Jesus caminhando para a morte; quinta, a Morte de Jesus; sexta, a Lançada e a Descida da Cruz; sétima, o Sepultamento de Jesus. Especialmente junto à Cruz, vendo o seu Filho ensanguentado, Nossa Senhora estava, em silêncio, vivendo o que diria, depois, o apóstolo São Paulo: “Quanto a nós, devemos gloriar-nos na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; n'Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição.” (Gl 6,14).
À Maria, sofrendo na presença de Jesus Crucificado, e por todas as suas dores, pode se aplicar a exclamação trazida de sofrimento do livro das Lamentações:” A quem te comparar, ó Virgem, filha de Sião? É imensa, como o mar, tua aflição.” (2,13).
Dom Guéranger (cf. L'année liturgique, 1919) nos lembra que a “Rainha dos Mártires nunca deixa de encorajar os seus filhos na terra a suportar as próprias cruzes, complementando a Paixão de Cristo que nos precede em todos os sofrimentos e dificuldades.”
Confiantes no amparo de Nossa Senhora das Dores, sejamos, pois, fortalecidos em nossas fraquezas, de modo a poder realizar em nossas vidas o que disse o apóstolo São Paulo: “Agora eu estou contente com os sofrimentos que tenho de suportar por vós. Porque assim completo na minha carne o que falta às tribulações de cristo, em favor do seu Corpo, que é a Igreja”. (Cl 1,24).

Fonte: Frei Geraldo de Araújo Lima, Diretor Espiritual – Recife – PE. Texto retirado da revista da Legião de Maria, Ano 51, nº 75/2011.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

08 de Setembro – Nascimento de Nossa Senhora

O nascimento de Nossa Senhora ou a Natividade de Maria é uma festa litúrgica da Igreja Católica celebrada no dia 8 de setembro, nove meses após a sua Imaculada Conceição, celebrada em 8 de dezembro.
De acordo com a tradição, Maria nasceu de pais já velhos e estéreis, chamados Joaquim e Ana, como resposta às suas preces. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus. Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santa Ana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.
São João Damasceno afirma que o nascimento a partir de uma mãe estéril já é um sinal das bençãos especiais que recaem sobre Maria. Ainda, em sua Homilia sobre a Natividade de Maria diz: "Hoje é o começo da salvação do mundo, porque na Santa Probática foi-nos gerada a Mãe de Deus através de quem o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, nos foi gerado."

Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração:
“Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (…) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus” (Sermão do Nascimento da Mãe de Deus — Padre Antônio Vieira)

O Nascimento de Nossa Senhora
“… Eu mesma tive uma visão de Nossa Senhora que veio até mim e disse-me, entre outras coisas, que todo aquele que recitar com devoção, na tarde deste dia (08 de setembro), nove Ave-Marias em honra de seus nove meses no ventre de sua mãe, Anna e de seu nascimento, continuando essa devoção por nove dias, darão aos anjos, a cada dia, nove flores (espirituais) para um buquê que eles receberão no céu e apresentarão à Santíssima Trindade, para obter favores ao suplicante. Mais tarde eu me senti transportada para o alto entre o céu e a terra. A terra permanecia abaixo, escura e atormentada. Acima, no céu, eu vi a Santíssima Virgem diante do Trono de Deus, entre os coros dos anjos e as hierarquias dos santos. Eu vi, construído para ela pelas devoções e orações na terra, dois portais ou tronos de honra que se tornaram finalmente em lugares como igrejas, e mesmo cidades inteiras. Era estranho ver como estes edifícios eram feitos inteiramente de ervas, flores e guirlandas todas entrelaçadas, suas diferentes espécies exprimindo os diferentes tipos e diferentes méritos das orações de seres humanos individualmente ou comunidades inteiras. Eu vi tudo sendo tomado pelos anjos ou santos das mãos dos suplicantes e sendo carregadas para o céu.”
Anna Catharina Emmerich, extraído do livro “Santíssima Virgem Maria”

Uma oração pelo nascimento de Maria

 Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça; e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa de seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Devoção a Maria, a Mãe de Deus



Entre os santos de Deus está, em primeiro lugar, Maria, a mãe de Jesus (Mateus 2,1; Marcos 3,32; Lucas 2,48; João 19,25). É, portanto, com a Bíblia na mão, que louvamos Maria, chamando-a de bem-aventurada. Nós, cristãos católicos, veneramos Maria porque Deus a escolheu para ser a mãe de seu filho Jesus, nosso único redentor e salvador.

O culto a Maria está fundado na Palavra de Deus, que afirma: ”Isabel, cheia do Espírito Santo, exclamou: bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria recebeu de Deus a plenitude da graça e, por esta razão, é saudada pelo Anjo como “cheia de graça” (Lucas 1,28). A mesma Maria, reconhecendo sua pequenez de serva agraciada por Deus, reconhece: “Todas as gerações me chamarão de bem-aventurada”(Lucas 1,48). Durante toda a vida, até a última provação, quando Jesus seu filho morre na cruz diante dela, sua fé não vacilou. Maria não cessou de crer no cumprimento da Palavra, das promessas de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé (CIC 149).

Nós amamos o Filho de Maria, Jesus Cristo, ”autor e consumador da fé“ (Hebreus 12,2). Devemos, portanto, amar sua mãe, sua fiel discípula, a primeira que nele acreditou, dando sua adesão ao plano de Deus, quando o Anjo lhe anunciou que seria mãe do Salvador. A devoção à Virgem Maria é “intrínseca ao culto cristão” (Vaticano II – LG 62). Porém, o culto à Maria, mesmo sendo inteiramente singular, difere essencialmente do culto que se presta à Santíssima Trindade. Ao Deus Uno e Trino Pai, Filho e Espírito Santo, nós adoramos; enquanto a Maria, nós veneramos.

Este culto de veneração toda especial à Maria se justifica porque ela é reconhecida como “Mãe do meu Senhor” (Lucas 1,43). O concílio de Éfeso, no ano 431, reconheceu Maria como Mãe de Deus: Mãe de Jesus, Deus encarnado. Por isso, a igreja assim a venera com especial devoção. Para Maria damos inúmeros títulos: Nossa Senhora das Graças, de Lourdes, Aparecida, de Fátima, do Carmo, da Penha... Mas é sempre a mesma Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus que a Bíblia nos apresenta toda de Deus (Lucas 1,38), toda do povo (Lucas 1,39-56), orando com a Igreja (Atos 1,14). Foi Jesus que, morrendo na cruz, entregou sua mãe à Igreja, na pessoa do discípulo João que, junto com Maria, estava aos pés da cruz: “Eis aí tua mãe” (João 19,27). E o discípulo a levou para sua casa. A casa do discípulo, nós sabemos, é a comunidade, a Igreja. Maria é, portanto, presença materna na comunidade dos que acreditam em Jesus.

O exemplo de Maria não afasta de Jesus, pelo contrário, arrasta a humanidade para a adoração de seu filho: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2,5). Eis o que nos ensina Maria, é sua última palavra na Bíblia, é o seu testamento. Maria faz eco à Palavra do Pai, quando da transfiguração de Jesus: “Este é o meu filho amado, que muito me agrada. Escutem o que ele diz“ (Mateus 17,5). Concluímos que o culto à Maria é bíblico, nele não há idolatria. A devoção à Maria nos leva a Jesus, à comunhão com Ele. Jesus é a meta de toda devoção mariana. A alegria de Maria é que aceitemos e sigamos Jesus, como assim ela o fez. Maria não é o centro da fé, o centro é Jesus. Porém, Maria faz parte do centro da fé, porque faz parte, de forma única, da vida de Jesus. Mãe e Filho estão ligados no plano de Deus e não podem ser separados; não se pode reconhecer o Filho e não reconhecer a Mãe. Aceitemos a vontade de Deus, aceitemos o presente que Ele nos dá: MARIA.