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domingo, 26 de maio de 2013

Ano da Fé: Deus é comunhão das pessoas


O que sabemos sobre Deus foi sendo revelado ao longo da história, e especialmente revelado pela história de Jesus Cristo. Sua vida, paixão-cruz-ressurreição-ascenção revelam o que podemos conhecer sobre Deus. Jesus apresenta-nos Deus como Pai, Filho e Espírito Santo. A partir do mistério da vida de Cristo podemos conhecer um único Deus em três Pessoas, a Santíssima Trindade.

Não são três deuses diferentes ou iguais, mas um único Deus na comunhão de Três Pessoas distintas.

Às vezes pode parecer difícil explicar ou entender Deus, contudo, não é difícil conhecê-lo através do amor, porque Deus é amor (1Jo 4,7-9). Quem ama conhece a Deus, porque experimenta seu amor no amor que já sente. Deus é a razão e o sentido de amar. Se Deus é Amor, podemos entender que Ele seja 3 pessoas porque só existe amor entre pessoas. É impossível imaginar Deus sozinho, solitário. E o amor faz com que as pessoas se unam. Por isso, Deus é um só, ou seja, o Pai e o Filho e o Espírito Santo se amam tanto que formam uma única comunidade de amor, uma única família de 3 pessoas que vivem um amor infinito e absoluto. A Santíssima Trindade é a melhor comunidade.

Jesus nos ensinou que Deus é Pai (Mt 6, 9-15):
- um Pai amoroso, que é Santo - e nos convida à santidade;
- um Pai que é rei, e que divide conosco seu reino;
- um Pai que nos dá o pão de cada dia - nos sustenta;
- um Pai que nos perdoa e nos ensina a perdoar - é misericordioso;
- um Pai que é libertador - nos livra do mal e das tentações.
Deus é o Pai que nos defende dos perigos!

sábado, 18 de maio de 2013

Ano da Fé: Creio no Espírito Santo

Crer no Espírito Santo é professar que Ele é uma das Pessoas da Santíssima Trindade, é da mesma natureza que o Pai e o Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Desde o início até quando Deus envia o seu Filho, envia sempre seu Espírito: a missão de Jesus e do Espírito Santo é conjunta e inseparável. Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo.
Ele é o Cristo (o ungido) desde a sua encarnação. Com a subida de Jesus ao céu, Ele derrama o Espírito Santo sobre os apóstolos e a Igreja. O Espírito Santo constrói, anima e santifica a Igreja.

A Igreja é o lugar onde conhecemos e experimentamos a ação do Espírito Santo: nas Escrituras que Ele inspirou; na Tradição, da qual os Padres (pais na fé) da Igreja são testemunhas; no Magistério (papas e bispos), ao qual Ele assiste; nos Sacramentos, onde Ele nos coloca em comunhão com Cristo; na Oração, na qual Ele intercede por nós; nos Carismas e Ministérios, pelos quais a Igreja é edificada; nos sinais de Vida Apostólica e Missionária; no Testemunho dos Santos, no qual o Espírito manifesta sua santidade e continua a obra da salvação. A Igreja é o Templo do Espírito Santo.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Ano da Fé: Ascensão de Jesus


Ascensão quer dizer subida. Jesus subiu ao céu porque lá é sua morada junto do Pai e do Espírito Santo. Ele voltou para o lugar de onde veio. Ele já pode voltar ao Pai porque cumpriu sua missão: venceu o pecado e a morte, salvou a humanidade, implantou o Reino de Deus. Jesus pode subir ao céu porque fez em tudo a vontade do Pai.

Jesus está sentado à direita do Pai. Isso significa a glória e a honra da divindade, a inauguração do Reino do Messias. Jesus agora tem todo o poder no céu e na terra. Ele venceu todos os inimigos. O último foi a morte. Ele também tem todo o poder na Igreja. Assim, Jesus é o Senhor do universo e a Cabeça da Igreja, ou seja, Ele é quem governa o mundo e a Igreja. Tendo entrado no céu uma vez por todas, Ele intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo. Subindo ao céu, Cristo não nos abandona. Ele envia o Espírito Santo a nós para que agora nós cumpramos a nossa missão de evangelizar o mundo todo.

– Jesus voltará para julgar os vivos e os mortos
O Reino de Cristo já está presente na terra, principalmente em sua Igreja, mas ainda não está consumado. Por isso, sofre ataques e resistências dos poderes maus, embora estes já tenham sido vencidos pela páscoa de Cristo. Enquanto o Reino de Cristo não for totalmente consumado na terra, vivemos no tempo de acolhida do Espírito Santo e do testemunho, tempo ainda marcado pela tristeza e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura o combate final. É um tempo de expectativa e vigília. Por isso, nós cristão oramos, sobretudo na Eucaristia, pedindo que Cristo volte logo. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

É absolutamente certo que Jesus voltará. O dia e a hora ninguém sabe. Quando Ele voltar será o fim do mundo. O mundo que teve começo, um dia terá fim. E nesse dia, Ele julgará os vivos e os mortos. Então será revelada a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco caso da graça oferecida por Deus. A atitude em relação ao próximo revelará o acolhimento ou a recusa da graça e do amor divino. Jesus dirá no Último Dia: “Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25,40).

Cristo é o único que tem o direito de julgar as obras e os corações, já que Ele tem todo o poder. Mas Ele só quer salvar a todos. Ele não condena. Quem recusa sua graça é que se julga e se condena a si mesmo nesta vida e pode até condenar-se para a eternidade ao recusar o Espírito de amor. “Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, e sim para que o mundo seja salvo por meio dele” (Jo 3, 17).


sábado, 4 de maio de 2013

Ano da Fé: Sentido e alcance salvífico da ressurreição


A ressurreição de Cristo é o cumprimento das promessas do antigo testamento e do próprio Jesus durante sua vida terrestre. Ela confirma que verdadeiramente Jesus é Deus. Por ela, Jesus realiza a nossa justificação (nos torna dignos da justiça), uma vez que vence a morte, fruto do pecado, e nos dá a nova participação na graça. Também pela ressurreição fomos adotados como filhos de Deus, já que Jesus se fez nosso irmão. Finalmente, a ressurreição de Cristo é princípio e fonte da nossa ressurreição futura. Se amamos e seguimos a Cristo, vamos também vencer a morte e ressuscitar para a vida eterna.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ano da Fé: No terceiro dia Cristo ressuscitou dos mortos



A ressurreição de Cristo é a verdade culminante de nossa fé em Cristo, crida e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã e por toda a história da Igreja. A ressurreição de Cristo está fundamentada em indícios históricos. O primeiro deles é o túmulo vazio. Aquele corpo morto colocado ali, fechado com pedras e vigiado por guardas desapareceu. Os panos que o envolviam estão jogados no chão. Os apóstolos constatam que a ausência do corpo de Jesus não poderia ser obra humana e que Jesus não havia simplesmente retomado a vida terrestre, como Lázaro.  O sepulcro vazio prepara os discípulos para o encontro com o ressuscitado.

O segundo indício histórico da ressurreição são aparições do Ressuscitado. Jesus apareceu várias vezes, para várias pessoas e em lugares e tempos diferentes. Se Ele tivesse aparecido só uma vez para uma só pessoa poderíamos até dizer que ela estava maluca, com problemas psíquicos ou que teve uma ilusão de ótica. Mas foram várias vezes e para várias pessoas: Paulo fala claramente de mais de quinhentas pessoas às quais Jesus apareceu de uma só vez, além de Pedro, Tiago, todos os apóstolos, discípulos de Emaús. São testemunhos de pessoas sóbrias, em são juízo. E essa experiência do Ressuscitado foi tão forte que mudou completamente a vida dessas pessoas, as quais perderam todo o medo e se tornaram intrépidos evangelizadores a ponto de morrerem mártires por causa dessa verdade. Diante destes testemunhos é impossível interpretar a ressurreição de Cristo fora da ordem física e não reconhecê-la como um fato histórico e verdadeiro.

O terceiro indício é o estado da humanidade ressuscitada de Cristo. Ele aparece com seu corpo, o mesmo que foi martirizado e crucificado, chega a comer com os discípulos e os deixa apalparem-no. Contudo, este corpo autêntico e real tem propriedades novas de um corpo glorioso: não depende do tempo e do espaço, mas pode tornar-se presente a seu modo onde e quando quiser. Sua humanidade não está mais presa à terra, pois já pertence exclusivamente ao domínio divino do Pai. O corpo de Jesus está repleto do Espírito Santo. Ele é o homem  celeste.

sábado, 20 de abril de 2013

Ano da Fé: Jesus Cristo foi sepultado

– Jesus Cristo foi sepultado
Jesus de fato provou a morte, isto é, conheceu o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo em que expirou na cruz até o momento em que ressuscitou. Durante o tempo em que permaneceu no túmulo, sua Pessoa Divina, continuou a assumir tanto a sua alma como o seu corpo, embora separados entre si pela morte. Por isso o corpo de Cristo não conheceu a corrupção, ou seja, não se decompôs. Pelo batismo, nós também morremos com Cristo para o pecado e ressuscitamos com Ele para uma vida nova.

– Cristo desceu à mansão dos mortos 
A Escritura denomina a Morada dos Mortos, para a qual Cristo desceu de: infernos (região inferior), sheol ou hades. Na Morada dos Mortos estão os que se encontram privados da visão de Deus. Os mortos se encontram nesse estado até o Salvador chegar a eles, sejam eles maus ou justos, embora a sorte não seja a mesma para eles. Jesus desceu à mansão dos mortos para libertar as almas santas e justas. Não desceu para libertar os condenados nem para destruir o inferno da condenação. Só Ele podia libertar os justos porque tem as chaves da morte. Cristo conheceu a morte como todos os seres humanos e com sua alma esteve com eles na Morada dos Mortos. Mas para lá foi como Salvador.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ano da Fé: Jesus morreu crucificado



É importante dizer que os judeus não são coletivamente responsáveis pela morte de Jesus. Até entre as autoridades religiosas não havia consenso. Podemos citar Nicodemos e José de Arimatéia como discípulos secretos de Jesus. Portanto, é injusto generalizar e colocar a culpa em todos os judeus. A Igreja sempre afirmou que foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos pelos quais passou Cristo. E nós cristãos, se continuamos a pecar, temos uma responsabilidade maior ainda, já que professamos nossa fé nele, enquanto os judeus não. São Francisco de Assis chegou a dizer: “Os demônios, então, não foram eles que o crucificaram; és tu que com eles o crucificaste e continuas a crucifi cá-lo, deleitando-te nos vícios e nos pecados”. “Deus demonstrou seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando éramos ainda pecadores” (Rm 5,8).

Não somente a morte na cruz, mas toda a vida de Cristo foi entrega ao Pai. Ele se fez o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E não foi obrigado a isso. Fez livremente, por amor. “Ninguém tira a minha vida, eu a dou livremente” (Jo10,18). Na última ceia, quando Jesus instituiu a eucaristia, antecipou a oferta livre de sua vida. O que celebrou na última ceia na quinta feira, viverá de fato na sexta feira: entregará seu corpo e seu sangue. Por isso, a Eucaristia é o memorial do seu sacrifício, que Ele pede que seja perpetuado pelos seus apóstolos, que são instituídos como sacerdotes da nova aliança. Na eucaristia celebramos a morte e ressurreição de Cristo, o mistério pascal. A agonia no Horto das Oliveiras exprime o horror que a morte representa para a natureza humana. Isso mostra o quanto foi difícil para a natureza humana de Cristo, sem pecado, assumir a morte em nosso lugar. Mas Jesus tornou-se obediente ao Pai até a morte, e morte de cruz. Pai, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.

A morte de Cristo na cruz é o sacrifício único e definitivo. É único porque supera todos os outros, porque quem se ofereceu é o Filho único de Deus. Ele morreu não por alguns, mas por todos, uma vez que se encarnando assumiu toda a natureza humana pecadora. É definitivo porque ninguém nunca mais poderá oferecer um sacrifício como Ele e nem é necessário, já que o seu sacrifício redimiu o pecado de todos. Por isso, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.

Ano da Fé: O conflito de Jesus com as instituições de Israel


Aos olhos de muitos em Israel, Jesus parece agir contra as instituições essenciais do povo eleito. O primeiro conflito se dá em relação ao cumprimento da Lei. Jesus é acusado de não cumprir a Lei, principalmente do sábado. Mas ninguém como Ele cumpriu a Lei, uma vez que viveu de acordo com o espírito dela e não de acordo com a letra. Jesus não pactuou com o fanatismo e a hipocrisia de quem absolutizou a Lei. Para Ele, a vida era mais importante que qualquer lei. A lei foi feita para as pessoas e não as pessoas para a lei.

O segundo conflito se deu em relação ao Templo, uma vez que Jesus foi acusado de não respeitá-lo. Porém, Jesus foi apresentado no Templo, ia todos os anos lá, exigiu que ele não fosse transformado num covil de ladrões e teve todo o zelo por ele. Quando profetizou a destruição do Templo, falou algo que realmente aconteceu por volta do ano 70. O verdadeiro templo de Deus é Jesus. É nele que nos encontramos com Deus. E pelo batismo todos nós nos tornamos templos de Deus.
O terceiro e último conflito se dá por causa da fé de Israel no Deus único. Jesus realizou atos, como o perdão dos pecados, que o manifestaram como Deus Salvador. Alguns judeus, não reconhecendo o Deus feito homem e vendo nele um homem que se faz Deus, julgaram-no blasfemo. E a blasfêmia era punida com a pena de morte. Porém, Jesus não se fez Deus, Ele é Deus e pode perdoar pecados.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ano da Fé: A entrada messiânica de Jesus em Jerusalém


Jesus é rei e deve ir para a sua capital. E sua capital é Jerusalém: é ali que fica o templo, a casa de seu Pai. Ao chegar, Jesus chora por aquela cidade. Ela é quem mais deveria acolhê-lo como Filho de Deus, mas ela será quem mais o rejeitará. Ele entra em Jerusalém e é acolhido como Messias pobre: montado num jumentinho, acolhido pelos pequenos e pobres. É um rei que veio para servir e dar a vida. É aclamado como aquele que traz a salvação (“Hosana” – quer dizer “salva-nos”). Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

domingo, 17 de março de 2013

Ano da Fé: A transfiguração é um aperitivo da ressurreição e do Reino definitivo


Transfiguração significa a mudança da “figura” humana de Jesus para a “figura” divina. Jesus se revela como Filho de Deus aos apóstolos. Seu rosto brilhante e suas roupas brancas são uma manifestação da sua divindade. Moisés e Elias que aparecem representam o Antigo Testamento que confirmam que Jesus é o Messias que eles prometeram que viria. A voz do Pai na nuvem confirma que Jesus é o seu Filho amado. Jesus se transfigurou antes de sofrer a paixão para reforçar a fé dos apóstolos. Assim, mesmo na cruz, eles não deveriam deixar de crer nele, porque depois viria a ressurreição. A subida de Cristo ao Monte Tabor para a transfiguração prepara os apóstolos para a subida do Monte Calvário, onde se dará a sua paixão.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ano da Fé: As chaves do Reino


Podemos dizer que para entrar no Reino de Deus precisamos que as portas se abram. E as chaves do Reino, Jesus as confiou à Igreja. A comunidade dos apóstolos, cuja cabeça é Pedro, é quem recebe esse poder das chaves. Ele designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. O poder de ligar e desligar significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. A Igreja de Cristo deve continuar a missão de Jesus: implantar neste mundo o Reino de Deus.

sábado, 2 de março de 2013

A vida pública de Jesus: os sinais e as chaves do reino


As parábolas e os milagres de Jesus

Para instaurar o Reino de Deus, Jesus faz pregações e milagres. Pela Palavra, Jesus explica o Reino e pelos milagres Ele prova a verdade da sua pregação. A pregação de Jesus é feita por meio de parábolas, traço típico de seu ensinamento. Através de imagens concretas da vida simples do dia-a-dia, todos conseguem entender a mensagem de Jesus. Os sábios e entendidos não aceitam.Já os pequeninos e pobres entendem e aderem ao Reino.

Te louvo e dou graças ó Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.

As palavras de Jesus são acompanhadas com numerosos milagres, prodígios e sinais. A Palavra que melhor traduz o milagre é a palavra “sinal”. Jesus realiza milagres para serem sinais de que o Reino de Deus chegou e que Ele é o Messias, o Filho único de Deus. Os milagres não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos, nem a resolver problemas particulares. Ao contrário, o testemunho dos milagres fortifica a fé de muitos, que passam a conhecer, amar e seguir a Jesus. O milagre testemunhado faz discípulos de Jesus. Hoje, muita gente não quer saber de seguir Jesus e sim ficar recebendo milagres dele, como se Ele fosse um curandeiro ou um mágico. Os milagres de Jesus mostram que só Ele pode nos libertar da pior escravidão, o pecado.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ano da Fé: O anúncio do Reino de Deus


O “Reino do Mundo”, onde os homens é que mandam, inaugurado com o pecado de Adão e Eva não foi capaz de trazer a felicidade que o ser humano esperava. O Pai envia Jesus para oferecer-nos um outro reino, o Reino de Deus, onde quem manda é Deus e a sua única vontade é a nossa felicidade e a nossa salvação. Porém, o Reino de Deus é oferecido a nós como proposta e não como imposição. Jesus o propõe ao coração de cada um. E cada um é livre para aceitá-lo ou recusá-lo, porque o princípio do básico do Reino de Deus é o amor e ninguém ama à força.

Todas as pessoas e nações são chamadas a entrar no Reino, embora ele tenha sido anunciado primeiro aos filhos de Israel. Porém, para ter acesso a ele é preciso acolher a Palavra de Jesus, o Evangelho. O Reino pertence aos pobres e aos pequenos, ou seja, aos que o acolhem com um coração simples e humilde. Jesus compartilha a vida dos pobres desde a manjedoura até a cruz; conhece a fome, a sede e a indigência. Mais ainda: Jesus identifica-se com os pobres de todos os tipos e faz do amor ativo para com eles a condição para se entrar em seu Reino.

Jesus convida os pecadores à mesa do Reino. Convida os à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mas mostrando-lhes, com palavras e atos, a misericórdia sem limites do Pai por eles e a imensa alegria por um único pecador que se arrepende. A prova suprema do seu amor será o sacrifício da própria vida pela remissão dos pecados do mundo inteiro.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ano da Fé: A tentação de Jesus


Depois de receber o Espírito Santo no batismo, Jesus vai realizar a sua primeira missão: derrotar satanás. Jesus jejua e está fraco: é quando o diabo aparece para tentar. O traidor é covarde e quer nos pegar em nossas fraquezas. Ele tenta Jesus três vezes e propõe a Jesus o Ter (dinheiro), o Poder e o Prazer. Jesus, pela força do Espírito, não cai em nenhuma tentação. É então que o diabo o deixa porque não conseguiu nada com Ele.

Como Jesus também nós somos tentados. Mas também como Jesus nós recebemos o Espírito Santo no batismo e podemos vencer as tentações.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ano da Fé: A vida pública de Jesus – sua missão: edificar o reino de Deus


– O batismo de Jesus

A vida pública de Jesus tem início com seu batismo por João no rio Jordão. Ali acontece algo absolutamente novo. O céu se abre e desce sobre Jesus o Espírito Santo; e a voz do Pai confirma: “Este é o meu Filho bem-amado” (Mt 3,13-17). Jesus inaugura o batismo no Espírito Santo. É o Espírito Santo que impulsionará Jesus a realizar a sua missão de implantar o Reino de Deus neste mundo. O céu que estava fechado pelo pecado agora se abre e torna possível de novo, em Jesus, a comunhão entre Deus e a humanidade. João batizava com água em sinal do arrependimento dos pecados. Jesus, que é igual a nós em tudo menos no pecado, aceita o batismo de João em nosso lugar, já assumindo a missão de nos redimir do nosso pecado. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Ano da Fé: A vida oculta de Jesus


Durante a maior parte da sua vida, Jesus viveu uma vida simples como todo mundo e nada foi registrado sobre isso, a não ser quando ficou no templo aos 12 anos, preocupando seus pais, que o encontraram depois. Não sabemos como foi a adolescência e a juventude de Jesus. Muitos autores de livros e filmes ficam “inventando coisas” sobre esse período, mas não é possível comprovar nada. Se tivesse acontecido algo que fosse importante registrar, com certeza o Espírito Santo teria inspirado os evangelistas a escreverem.

Nesse período, sabemos que Jesus era submisso a seus pais e crescia em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.

Por esse período de vida de Jesus, aprendemos que Ele compartilhou a vida da imensa maioria das pessoas, ou seja, Jesus viveu a maior parte da sua vida como nós: uma vida cotidiana, sem grandeza aparente, vida familiar, vida de trabalho manual na carpintaria, vida religiosa judaica, vida de comunidade, vida de silêncio.

A vida oculta de Jesus em Nazaré permite a todos nós estarmos unidos a Jesus na nossa vida cotidiana, na família, no nosso trabalho e na comunidade.

O reencontro de Jesus no Templo, único acontecimento que rompe o silêncio dos evangelhos nessa fase da vida de Jesus, revela sua consagração a Deus e seu respeito pela família. Assim como Jesus se preocupava com as coisas do seu Pai desde pequeno, nós também devemos nos ocupar com as coisas de Deus.

Fonte: Material disponível pela Arquidiocese de Maringá - Pr.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Ano da Fé: A infância e a vida oculta de Jesus

A Infância de Jesus

A vinda do Filho de Deus à terra foi preparada  durante séculos. O Antigo Testamento todo revela essa preparação. São João Batista é quem realiza a preparação imediata. Ele saúda a vinda de Cristo desde o seio de sua mãe.
Aponta Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Dá testemunho de Jesus por sua pregação, seu batismo de conversão e, finalmente, por seu martírio.
O testemunho de João Batista nos incentiva a um permanente processo de conversão e mudança de vida para colher Jesus.

Jesus nasceu na humildade de um estábulo, em uma família pobre. As primeiras testemunhas disso são simples pastores. E é nesta pobreza que se manifesta a glória do céu. O natal revela como o grande Deus torna-se criança, humilha-se e torna-se pequeno. Quem não se torna pequeno e simples não entrará no Reino dos céus.

Jesus foi circuncidado no oitavo dia depois do seu nascimento. Com isso, Ele foi inserido no Povo de Israel, aceitando viver de acordo com a aliança do Antigo Testamento. Também se torna capacitado para o culto de Israel, do qual participará durante toda a sua vida. Com a circuncisão, Jesus assume a aliança do Antigo Testamento para fazer surgir a nova e eterna aliança selada com o seu sangue.

A epifania manifesta Jesus como rei e salvador do mundo inteiro e não somente dos judeus. Os reis magos são representantes das outras nações e religiões do mundo. Diante do Menino Jesus, eles se ajoelham para mostrar que Ele é o Rei que governa todas as nações e o Messias salvador do mundo inteiro. Seus presentes são significativos: o ouro, presente para os reis; o incenso, presente para Deus e a mirra, substância extraída de uma planta para curar ferimentos, revela que o seu reinado e a sua obra de salvação se dará na dor e sofrimento (cruz).
Na epifania, Jesus é manifestado como o salvador de todas as nações, culturas e religiões do mundo inteiro.

A apresentação de Jesus no Templo mostra que Ele é o primogênito pertencente ao Senhor. Sua vida será vivida somente para fazer a vontade do Senhor. Simeão e Ana representam aqueles que esperavam o Senhor e agora podem encontrá-lo. Quem se encontra com Jesus está em paz porque encontrou a salvação.

Finalmente, a infância de Jesus é marcada pela oposição das trevas à luz. Jesus nem acabou de nascer e já estão querendo matá-lo. Ele foge para o Egito, e muitos inocentes são martirizados em seu lugar: são os santos inocentes. Lá Ele ficará protegido por José e Maria até poder voltar para sua terra. Voltará depois para Nazaré, na Galileia. Jesus Cristo é a luz do mundo. Ele vence pelo amor as trevas do pecado e da maldade.

Fonte: Material disponibilizado pela Arquidiocese de Maringá.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Ano da Fé: Jesus foi concebido pelo poder do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria


Como Jesus se fez semelhante a nós em tudo, menos no pecado, a sua mãe não poderia lhe transmitir o pecado original, o qual herdamos da natureza humana de nossos pais. Por isso, a Igreja crê que Maria, no momento da sua concepção, foi preservada da mancha do pecado original. Isto é, para não transmitir qualquer mancha de pecado ao seu Filho Jesus, ela mesma foi concebida sem o pecado original. É isso que confessa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854: “A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda a mancha do pecado original”.

Jesus é Deus e Maria é mãe de Jesus. Logo, Maria é sim Mãe de Deus. E quem fecundou Maria foi o Espírito Santo. Portanto, Maria é virgem antes, durante e depois do parto. Mesmo que alguns não acreditem e outros até debochem, é isto o que a Igreja conclui a partir das Escrituras e da sua Tradição. Não devemos duvidar só pelo fato de não compreendermos bem. Para Deus nada é impossível. Assim, Jesus é divino porque é Filho Único de Deus Pai, e é humano porque é Filho de Maria.

Portanto, Maria concebeu Jesus do Espírito Santo, sem sêmen. E Jesus foi o único filho de Maria. Quando a Escritura menciona irmãos e irmãs de Jesus (conferir em Mt 13,55) não se refere a outros filhos da Virgem Maria: Tiago e José, “irmãos de Jesus”, são os filhos de uma Maria discípula de Cristo que é designada como “a outra Maria” (Mt 28,1). Irmãos e irmãs aqui são parentes próximos de Jesus, conforme era costume os parentes se tratarem no antigo testamento (cf. Gn13,8; 14,16; 29,15 etc.).

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ano da Fé: De que maneira o Filho de Deus é homem


Jesus é humano porque tem uma alma e um conhecimento humanos, tem vontade humana e tem um corpo humano. E essa natureza humana de Cristo pertence à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Assim, em sua alma como em seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade. O Concílio Vaticano II diz: “O Filho de Deus trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado” (GS 22,2).

Ao se fazer semelhante a nós em tudo, menos no pecado, Jesus se solidarizou conosco a ponto de conhecer nossa dor e sofrimento como ninguém e apontar-nos o caminho da salvação.

Fonte: Material disponível pela Arquidiocese de Maringá.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ano da Fé: O que é a encarnação?

A Igreja denomina encarnação o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Isso não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que ele seja o resultado de uma mistura confusa entre o divino e o humano. Ele se fez verdadeiramente homem permanecendo verdadeiro Deus. Ele é cem por cento humano sem deixar de ser cem por cento divino.

Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus que se fez homem, nosso irmão, e isto sem deixar de ser Deus, nosso Senhor.