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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Vaticano confirma que os papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos



O Vaticano confirmou que os papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos. Os dois papas devem ser canonizados em uma cerimônia conjunta que ainda não tem data marcada.

Em abril, uma comissão de sete médicos consultada pela Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano reconheceu como milagre a cura inexplicável de uma mulher, razão pela qual João Paulo 2º, que morreu em abril de 2005, aos 84 anos, pode ser proclamado santo.

Segundo a imprensa italiana, uma mulher da Costa Rica teria pedido a intercessão de João Paulo 2º e foi curada em maio de 2011.

Ele já havia recebido crédito por pedir a Deus pela cura da freira francesa Irmã Marie Simon-Pierre Normand do Mal de Parkinson, o que ajudou a levar à sua beatificação em 2011, quando foi declarado um "abençoado" da Igreja.

O sucessor de João Paulo 2º, Bento 16, dispensou uma regra da Igreja que normalmente exige um período de cinco anos de espera até que possam começar as preliminares para a santidade.

O pontificado de 27 anos (entre 1978 a 2005) de João Paulo 2º viu o colapso do comunismo na Europa Oriental, a partir de seu país natal, a Polônia. Milhões de pessoas compareceram ao seu funeral, em 2005.

João 23, que surpreendeu o mundo na década de 60 ao convocar um concílio para reformar e modernizar a igreja Católica, é considerado "um modelo de santidade" pelo atual papa, Francisco, por sua simplicidade e bondade. Ele liderou a igreja Católica entre 1958 a 1963.


Fonte: www.bol.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Bento XVI: Jesus é a alegria de Maria e a alegria da Igreja


Na tradicional homenagem a Maria Imaculada, realizada no dia 8 de dezembro na Praça da Espanha, no centro de Roma, o Papa Bento XVI remarcou que "Jesus é a alegria de Maria e a alegria da Igreja”.

O Santo Padre assinalou que "a alegria de Maria é plena, porque não há sombra de pecado no seu coração. Esta alegria coincide com a presença de Jesus em sua vida: Jesus concebido e levado no seu ventre e quando criança confiado a seus cuidados maternais, adolescente, jovem e homem maduro. Jesus que sai de casa, seguido a distancia com a fé até a Cruz e a Ressurreição".

Bento XVI assinalou que Maria Imaculada "nos fala da alegria, a verdadeira alegria que se experimenta no coração liberado do pecado".

Enquanto que "o pecado traz consigo uma tristeza negativa, que nos induz a fechar-nos em nós mesmos", assinalou o Papa, "a Graça traz a verdadeira alegria que não depende de possuir coisas, mas tem suas raízes no mais íntimo, no mais profundo da pessoa, e que nada, nem ninguém pode tirar".

"O cristianismo é essencialmente um ‘evangelho’, uma ‘boa notícia’, porém alguns pensam que é um obstáculo à alegria, já que vêem nele uma série de proibições e regras".

O Santo Padre remarcou que "na realidade, o cristianismo é o anúncio da vitória da Graça sobre o pecado, da vida sobre a morte".

Se isto "implica alguns sacrifícios e disciplina da mente, do coração e do comportamento", explicou o Papa, "é precisamente porque no homem há a raiz venenosa do egoísmo, que prejudica a si mesmo e aos demais, portanto, devemos aprender a dizer não à voz do egoísmo e sim à voz do amor autêntico”.

Bento XVI também indicou que sempre é motivo de surpresa e reflexão "o fato de que o momento decisivo para o futuro da humanidade, o momento em que Deus se fez homem, esteja rodeado de um grande silêncio".

"O encontro entre o mensageiro divino e a Virgem Imaculada passa totalmente despercebido: ninguém sabe, ninguém fala disso. É um acontecimento que, se tivesse acontecido em nosso tempo, não deixaria rastro nos jornais e nas revistas, porque é um mistério que acontece no silêncio".

O Santo Padre sublinhou que "o que é realmente grande frequentemente passa despercebido e o silêncio aprazível se revela mais frutífero que a frenética agitação que caracteriza nossas cidades, mas que - com as devidas proporções – esta agitação já era vivida nas grandes cidades de então, como Jerusalém".

Esta agitação, explicou o Papa, corresponde "àquele ativismo que nos impede de parar, estar tranquilos para escutar o silêncio no qual o Senhor nos deixa ouvir sua voz discreta".

"Maria, no dia que recebeu o anúncio do Anjo, estava com uma atitude de recolhimento e ao mesmo tempo aberta à escuta de Deus. Nela não havia obstáculo algum, nada que a separasse de Deus".

Bento XVI assinalou que "este é o significado do seu ser sem pecado original: sua relação com Deus está livre da mais mínima imperfeição, não há separação, não há sombra de egoísmo, mas sim uma sintonia perfeita: seu pequeno coração humano está perfeitamente ‘centrado’ no grande coração de Deus".

"A voz de Deus não pode ser reconhecida no ruído e na agitação; seu desenho na nossa vida pessoal e social não se percebe ficando na superfície, mas indo a um nível mais profundo, onde as forças não são de índole econômica ou política, mas morais e espirituais. É ali, onde Maria nos convida a ir e a sintonizar com a ação de Deus”.

Fonte: http://arquimaringa.org.br/

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ano da Fé


Sua Santidade, o Papa Bento XVI, decidiu proclamar um “Ano da Fé”. Começará no dia 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II, e aniversário de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, no dia 24 de novembro de 2013. Nesse mesmo mês estaremos vivendo mais um Sínodo dos Bispos, cujo tema será sobre a Nova Evangelização.

Todos nós, os católicos, devemos participar desse ano com “todo seu coração, com toda sua alma e com todo seu entendimento”  (Mt 22,37). Mas qual é o sentido do Ano da Fé? A fé ainda tem espaço em nossa cultura secularizada? Em um mundo cheio de misérias, fome, guerras, onde Deus parece não ter lugar e nem vez, não seria uma alienação proclamar um Ano da Fé? Para que serve a fé?

Esses e outros interrogantes são propostos aos cristãos. Respondê-los se faz necessário para todos os que desejam viver sua fé com consciência, e não apenas como uma herança de seus pais e avós esquecida e guardada em um canto perdido da própria vida, e que não possui nenhuma incidência concreta no modo de viver, pensar, ser e relacionar-se.

O cristão diante dessa problemática não se cala e nem deve se calar. Devemos descobrir na oração os desígnios de Deus e dar respostas adequadas. Gostaria de convidá-los a percorrer comigo um itinerário que nos leve a descobrir o significado, importância e necessidade do Ano da Fé.

A cada final de semana no período de 11 de outubro de 2012 a 14 de novembro de 2013 vamos refletir trechos da oração do Credo.

13 e 14 de Out 2012
CREIO EM DEUS PAI TODO-PODEROSO E CRIADOR

Deus é Pai todo-poderoso.
O Creio nos mostra Deus Pai todo-poderoso, ou seja, a onipotência de Deus. A Santíssima Trindade é onipotente – tem todo o poder; é onipresente – está presente em todos os lugares; é onisciente – tem todo o conhecimento. Deus tem o poder universal, mas o exerce com amor de Pai e não com a rigidez de um tirano. E o seu poder se manifesta muitas vezes, de forma misteriosa, na fraqueza. Por exemplo, a cruz pareceu fracasso de Jesus aos olhos do mundo, mas por ela Deus revelou o seu poder redimindo a humanidade do pecado e levando Jesus à vitória da ressurreição.
Para Deus nada é impossível. Deus faz grandes coisas através dos pequenos, como fez da pequena Maria a Mãe do grande Salvador do mundo.

20 e 21 de Out 2012
Deus é criador
O ser humano de todas as épocas sempre se perguntou: de onde viemos? Para onde vamos? Estas duas questões sobre a origem e o fim são inseparáveis. A resposta de uma leva à resposta da outra. E saber disso é fundamental para o sentido e a orientação da nossa vida. Isso é objeto de numerosas pesquisas científicas, que criam diversas teorias mais ou menos aceitas.
A resposta da nossa fé é esta: viemos de Deus e vamos para Deus. Ele é o começo e o fim de tudo, o alfa e o ômega.
Por que Deus criou o mundo? Porque quem ama sempre gera a vida. Assim a criação foi feita para revelar o amor de Deus e para manifestar a sua glória. E a maior glória de Deus é a vida do ser humano. A criação revela também a sabedoria de Deus. Basta analisarmos cada ser para percebermos que só uma inteligência suprema poderia criá-lo.
Quão numerosas são as tuas obras, Senhor, e todas fizeste com sabedoria!” (Sl 104,24).

Só Deus é verdadeiramente o Criador porque só Ele cria do nada. Qualquer pessoa que inventa algo, o faz a partir de alguma substância que já existe. Deus não: as coisas não existem e passam a existir do nada pela sua Palavra. E o mundo que Deus criou não é um caos, uma bagunça, mas é um mundo maravilhosamente ordenado e bom. Basta ver o ritmo da natureza. Deus está presente na sua criação, mas não se confunde com ela; é muito superior a ela e a sustenta o tempo todo, senão ela voltaria ao nada.

Texto de Apoio:  † Orani João Tempesta, O. Cist.
  Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ
Material disponibilizado pela Arquidiocese de Maringá – PR.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Papa Bento XVI lembra o sentido religioso do Natal

O papa Bento XVI lamentou, na audiência geral desta quarta-feira, 21 dezembro, a perda do “valor religioso” da celebração do Natal, convidando os cristãos a viverem esta festa de forma “autenticamente cristã”. “Na sociedade atual, onde infelizmente as festas que se avizinham estão a perder progressivamente o seu valor religioso, é importante que os sinais exteriores destes dias não nos afastem do significado genuíno do mistério que celebramos”, disse o Papa.
Diante de milhares de peregrinos reunidos na sala Paulo VI, Bento XVI pediu orações “por aqueles que passam por duras provas”. “Que nestes dias santos, a caridade cristã se mostre singularmente ativa para com os mais necessitados. Para os pobres não pode haver adiamentos”, assinalou. O Papa destacou que no Natal não se celebra “o simples aniversário do nascimento de Jesus”, mas “um profundo mistério que continua a marcar a história humana, hoje”.
“A celebração do Natal recorda-nos que, naquele Menino nascido em Belém, Deus se aproximou de todos e cada um dos homens; nós podemos encontrá-lo agora, num ‘hoje’ sem ocaso”, declarou, em português. “De fato, na liturgia, aquele acontecimento ultrapassa os confins do tempo e do espaço e torna-se presente hoje, o seu efeito perdura no decorrer dos dias, dos anos, dos séculos”, acrescentou.
O Natal, destacou Bento XVI, “celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem” e aponta “para lá de si mesmo, para a redenção” da humanidade “na cruz e na glória da ressurreição”. “É verdade que a redenção do homem se deu num período concreto da história, ou seja, na vida de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho eterno de Deus; o Eterno entrou no tempo e no espaço, para tornar possível o encontro com Ele ‘hoje’”, observou. Aludindo à “ternura e amor de Deus” que se celebra neste período, o Papa citou uma expressão da liturgia católica, na qual se afirma ‘hoje nasceu o nosso Salvador’. “Este termo «hoje» não é uma palavra vazia, mas significa que Deus nos dá a possibilidade de o reconhecer e acolher agora – como fizeram outrora os pastores em Belém -, para que nasça também na nossa vida e a renove, ilumine e transforme com a graça da sua presença”, indicou.
Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Bento XVI desejou, de novo, “um Natal verdadeiramente cristão”. “Que os votos de «Boas Festas», que ides trocar uns com os outros, sejam expressão da alegria que sentis por saber que Deus está no meio de nós e deseja percorrer conosco o caminho da vida. Para todos, um santo Natal e um bom Ano Novo, repleto das bênçãos do Deus Menino”, concluiu.
Fonte: http://www.cnbb.org.br