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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O caminho fácil para chegar a Jesus Cristo

A consagração total a Virgem Maria é uma via segura

No quinto capítulo do "Tratado da Verdadeira Devoção à Santissíma Virgem", São Luís Maria Grignion de Montfort nos apresenta motivos para nos consagrar inteiramente a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. O quinto motivo apresentado pelo santo é que a verdadeira devoção a Nossa Senhora é um “caminho fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Deus, na qual consiste a perfeição cristã” (TVD 152). Neste artigo, trataremos da consagração a Maria como caminho para chegar a Cristo.

São Luís Maria afirma que a consagração é um “caminho fácil que Jesus Cristo abriu ao vir até nós e no qual não se encontra obstáculo algum para chegar até Ele” (TVD 152). Pode-se chegar à união com Deus por outros caminhos, porém, estes serão muito mais difíceis e perigosos, enquanto pelo caminho de Maria passamos mais suave e tranquilamente.

Certamente, neste caminho haverá grandes combates e dificuldades a vencer, mas, nele, Nossa Senhora se torna presente, próxima de nós, seus servos, para iluminar nossas trevas, esclarecer as nossas dúvidas, confirmar-nos no meio dos nossos temores, sustentar nas lutas e dificuldades. Por isso, esse caminho para encontrar Jesus Cristo é um cheio de rosas e mel em comparação com os outros (cf. TVD 152).

Os que são consagrados a Maria podem perguntar: "Por que os servos fiéis da Virgem passam por tantos sofrimentos, mais até do que outros que não são tão devotos? São Luís responde a essa questão dizendo que “é bem verdade que os mais fiéis servos da Santíssima Virgem são os seus maiores favoritos. Por isso são eles que recebem dela as maiores graças e favores do céu, a saber, as cruzes” (TVD 154). Porém, ele diz também que “são os servos de Maria que levam essas cruzes com mais facilidade, com maior mérito e glória. Aquilo que deteria mil vezes outras almas ou as faria cair, não os detém nem uma só vez e os faz avançar” (TVD 154).
Portanto, todo aquele que quiser avançar no caminho da perfeição e encontrar, com segurança e perfeitamente, Jesus Cristo deve consagrar-se à Santíssima Virgem, pois este é o caminho aberto pelo próprio Cristo, a Sabedoria de Deus Encarnada. Este é um caminho fácil por causa da “plenitude de graça e de unção do Espírito Santo que o enche. Quem por ele caminha não se cansa nem recua” (TVD 168). Por isso, não tenhamos medo de nos consagrar inteiramente a Maria, pois ela nos leva a Jesus, nos ensina a nos configurar a Ele, que é a finalidade da vida cristã.
Natalino Ueda - Comunidade Canção Nova

http://blog.cancaonova.com/tododemaria

sábado, 27 de abril de 2013

28 de abril - S. Luís Maria de Montfort - Padroeiro da Legião de Maria

 “Se respeitarmos as decisões de não admitir padroeiros particulares ou locais, a inclusão do nome de S. Luís Maria Monforte parece ser, à primeira vista, discutível. Podemos todavia afirmar com segurança que nenhum santo desempenhou papel mais importante do que este no progresso da Legião. O Manual está cheio do seu espírito. As orações são um eco das suas palavras. É realmente o tutor da Legião: motivo por que a sua invocação é, por parte da Legião de Maria, quase uma obrigação moral” (Decisão da Legião que coloca o nome de S. Luís Maria de Montfort na lista das suas invocações).

Foi canonizado a 20 de julho de 1947. A sua festa celebra-se a 28 de abril.
           
“Missionário e mais do que missionário, Doutor e Teólogo que nos deu uma Mariologia como nenhum outro havia concebido antes dele. Tão profundamente explorou as raízes da devoção mariana e por tão longe estendeu os seus horizontes, que se tornou indiscutivelmente o proclamador de todas as modernas manifestações de Maria – de Lourdes a Fátima, da definição da Imaculada Conceição à Legião de Maria. Tornou-se o precursor da idéia da vinda do Reino de Deus por Maria, e da tão suspirada salvação que, na plenitude dos tempos, a Virgem Mãe de Deus há de trazer à terra, pelo seu Imaculado Coração”. (Federico Cardeal Tedeschini, Arcipreste de S. Pedro. Discurso proferido no descerramento da estátua de S. Luís Maria de Montfort, na Basílica de S. Pedro, a 8 de dezembro de 1948).

“Prevejo que muitos animais ferozes virão enraivecidos para rasgarem com os seus dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para o compor. Pelo menos envolverão este livrinho nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que não apareça. Atacarão mesmo e perseguirão aqueles que o lerem e puserem em prática. Mas, que importa? Tanto melhor. Esta visão anima-me e faz-me esperar um grande êxito, isto é, um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que mais que nunca se aproximam” (S. Luís de Montfort, falecido em 1716: Tratado da Verdadeira Devoção, 114).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 135.

Para mais informações sobre São Luis Maria de Montfort, acesse nos marcadores, lado direito desta página, o item: São Luis Maria de Montfort. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

S. Luís de Montfort, um apóstolo de Maria e dos pobres


S. Luís Maria de Montfort nasceu a 31 de Janeiro de 1673, num pequeno vilarejo chamado Montfort, localizado na Bretanha francesa. Foi batizado no dia seguinte ao seu nascimento. Era o filho primogênito de uma família numerosa.
Com 11 anos deu entrada no colégio dos jesuítas de Rennes, onde recebeu uma sólida formação humana e espiritual. Aí conclui o curso de filosofia em 1692. Sentindo-se chamado ao sacerdócio decide ir em 1693 para Paris de modo a poder ingressar no Seminário de S. Sulpício, em vista dos estudos teológicos que freqüenta na Universidade de Sorbonne. Recebe uma formação teológica apurada e sistemática na qual apoiará sempre o seu trabalho missionário. Revela-se um aluno brilhante tanto nas ciências teológicas quanto na “ciência dos santos”. É ordenado sacerdote a 5 de Junho de 1700. Tinha decidido ser padre para se consagrar à causa da evangelização dos povos em países estrangeiros, socorrer os pobres e proclamar o “Reino de Jesus Cristo por Maria”.
Em Julho de 1706 vai a Roma a pé para ser recebido pelo Papa Clemente XI para que o confirmasse na sua vocação missionária. É recebido no dia 6 de Julho desse ano. O Papa confere-lhe o título de Missionário Apostólico e lhe pede para ser missionário na França “renovando o espírito do cristianismo nos cristãos”. Em obediência ao Papa, Montfort tornou-se num missionário exímio e destacou-se pela sua grande devoção a Nossa Senhora. Para dar continuidade ao seu ardor missionário fundou a Congregação dos Missionários Monfortinos, a Congregação das Filhas da Sabedoria e dos Irmãos de S. Gabriel. Como complemento à sua atividade missionária escreveu vários livros com destaque para o Tratado da Verdadeira Devoção a Maria.
Montfort legou à Igreja uma espiritualidade original, centralizada na Sabedoria e nos meios para alcançá-la; entre esses meios se destaca Maria. Uma espiritualidade que leva a uma consagração total a Jesus por Maria.
Morreu a 28 de Abril de 1716, com 43 anos, após ter realizado mais de uma centena de missões populares. Foi beatificado em 1888 e canonizado, em Roma, em 1947 pelo Papa Pio XII.
S. Luís Maria santificou-se como missionário itinerante, devorado pelo zelo pela evangelização dos pobres. Levava sempre consigo a Bíblia, o crucifixo, o rosário, símbolos e síntese da sua própria experiência espiritual e da mensagem que proclamava: dar a conhecer e amar a Santíssima Virgem para fazer conhecer e amar a Jesus Cristo.
Conhecer a vida e a obra de S. Luís de Montfort é percorrer uma estrada que nos leva àquela fonte da qual emana a nossa vocação, para aí bebermos a mesma audácia e o mesmo ímpeto missionário que identificaram este santo. Com Montfort aprendemos a responder à missão do Espírito e a encarnar o “espírito de missão!” Por isso podemos afirmar que continua a ser, para nós, um guia sempre vivo e atual.

Pe. Amílcar José Alves Tavares, SMM
Retirado do Facebook – Grupo: Ensinamentos de Montfort

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem


Trechos do livro escrito por São Luís Maria de Montfort

Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo. Toda a sua vida Maria permaneceu oculta; por isso o Espírito Santo e a Igreja a chamam Alma Mater – Mãe escondida e secreta. Tão profunda era a sua humildade, que, para ela, o atrativo mais poderoso, mais constante era esconder-se de si mesma e de toda criatura, para ser conhecida somente de Deus.

Para atender aos pedido que ela lhe fez de escondê-la, empobrecê-la e humilhá-la, Deus providenciou para que oculta ela permanecesse em seu nascimento, em sua vida, em seus mistérios, em sua ressurreição e assunção, passando despercebida aos olhos de quase toda criatura humana. Seus próprios parentes não a conheciam; e os anjos perguntavam muitas vezes uns aos outros: Quae est ista?... - Quem é esta?, pois que o Altíssimo lha escondia; ou, se algo lhes desvendava a respeito, muito mais, infinitamente, lhes ocultava.

Se examinarmos atentamente o resto da vida de Jesus, veremos que foi por Maria que ele quis começar seus milagres. Pela palavra de Maria ele santificou São João no seio de Santa Isabel; assim que as palavras brotaram dos lábios de Maria, João ficou santificado, e foi este seu primeiro e maior milagre de graça. Foi ao humilde pedido de Maria, que ele, nas núpcias de Caná, mudou água em vinho, sendo este seu primeiro milagre sobre a natureza. Ele começou e continuou seus milagres por Maria, e por Maria os continuará até o fim dos séculos.

Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo que há de belo e brilhante, raro e precioso, até seu próprio filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam o tesouro do Senhor, e de cuja plenitude os homens de enriquecem.

Maria é a via pela qual Jesus Cristo veio a primeira vez, ela o será ainda na segunda vinda, embora de modo diferente. Pois que é o meio seguro e o caminho reto e Imaculado para se ir a Jesus Cristo encontrá-lo plenamente, é por ela que as almas, chamadas a brilhar em santidade, devem encontrá-lo.

Quem encontrar Maria, encontrará a vida, é, Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida. Mas não pode encontrar Maria quem não a procura; não pode buscá-la quem não a conhece, e ninguém procura nem deseja o que não conhece. É preciso, portanto, que Maria seja, mais do que nunca, conhecida, para maior conhecimento e maior glória da Santíssima Trindade.

Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar, como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja Católica; em força contra os inimigos de Deus, os idólatras, os cismáticos, maometanos, judeus e ímpios empedernidos, que se revoltarão terrivelmente para fazer seduzir e fazer cair, com promessas e ameaças, todos os que lhes forem contrários.

Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes como um exército em linha de batalha, principalmente nesse últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que pouco tempo lhe resta para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe dão para vencer. 


São Luis Maria de Montfort – Padroeiro da Legião de Maria


“Se respeitarmos as decisões de não admitir padroeiros particulares ou locais, a inclusão do nome de S. Luís Maria Monfort parece ser, à primeira vista, discutível. Podemos todavia afirmar com segurança que nenhum santo desempenhou papel mais importante do que este no progresso da Legião. O Manual está cheio do seu espírito. As orações são um eco das suas palavras. É realmente o tutor da Legião: motivo por que a sua invocação é, por parte da Legião de Maria, quase uma obrigação moral” (Decisão da Legião que coloca o nome de S. Luís Maria de Montfort na lista das suas invocações).

Foi canonizado a 20 de julho de 1947. A sua festa celebra-se a 28 de abril.

“Missionário e mais do que missionário, Doutor e Teólogo que
nos deu uma
Mariologia como nenhum outro havia concebido antes dele.
Tão profundamente explorou
as raízes da devoção mariana e por tão longe estendeu os seus horizontes,
que se tornou indiscutivelmente o proclamador de todas as modernas
manifestações de Maria – de Lourdes a Fátima,
da definição da Imaculada Conceição à Legião de Maria. Tornou-se o
precursor da idéia da vinda do Reino de Deus por Maria, e da tão suspirada salvação que,
na plenitude dos tempos, a Virgem Mãe de Deus há de trazer à terra,
pelo seu Imaculado Coração”. (Federico Cardeal Tedeschini, Arcipreste de S. Pedro.
Discurso proferido no descerramento da estátua de S. Luís Maria de Montfort, na Basílica de S. Pedro, a 8 de dezembro de 1948).

“Prevejo que muitos animais ferozes virão enraivecidos para rasgarem
com os seus dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o
Espírito Santo se serviu para o compor.
Pelo menos envolverão este livrinho nas trevas e no silêncio de uma arca,
a fim de que não apareça. Atacarão mesmo e perseguirão aqueles que
o lerem e puserem em prática. Mas, que importa? Tanto melhor.
Esta visão anima-me e faz-me esperar um
grande êxito, isto é, um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados
de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo,
o demônio e a natureza corrompida, os tempos perigosos que mais
que nunca se aproximam”
(S. Luís de Montfort, falecido em
1716: Tratado da Verdadeira Devoção, 114).
Fonte: Manual da Legião de Maria, página 135.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem


“É um daqueles livros que não basta ler. A leitura deste livro
foi uma volta decisiva em minha vida. A devoção à Maria que tomou assim uma forma determinada continuou viva em mim. Ela tornou-se uma parte integrante da minha vida interior e do meu conhecimento
espiritual de Deus”. João Paulo II


Como João Paulo II, Frank Duff conheceu os escritos e a vida de São Luis Maria Grignion de Montfort. A doutrina e o espírito desse grande missionário francês, exerceu notável influência na vida daquele que viria ser o fundador da Legião de Maria, especialmente após ter contato com o célebre livro “O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.
 
Frank Duff leu o referido escrito por repetidas vezes, no princípio sentiu uma certa estranheza, mas um impulso interior chamava-o a lê-lo sempre de novo. Enfim o Servo de Deus leu 22 vezes o Tratado da Verdadeira Devoção e depois disto fundou a Legião de Maria, convencido de que o mundo precisava conhecer e viver essa Total entrega a Nossa Senhora como ensinava Montfort, para que desse modo viesse a pertencer verdadeiramente a Jesus.

Frank Duff, seguindo o pensamento de São Luis de Montfort e inspirado no modelo organizacional da Legião Romana, intencionou formar um “grande exército de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a natureza corrompida...”

A Legião de Maria é um exército que sob o comando de Nossa Senhora deve combater com as armas da fé e do puro amor, afim de conquistar o mundo para Jesus.



Em seu livro, Os Mistérios do Papa Wojtyla, o jornalista Renzo Allegri revela que em pleno inferno decorrente da simultânea invasão da Polônia pelos alemães e pelos soviéticos, cujo saldo foram seis milhões de cidadãos mortos, o futuro Papa, na condição de operário forçado e sofrendo o terror de vivenciar o aniquilamento de seu povo, nos seus raros momentos de tranquilidade, frequentemente era visto com um livrinho na mão. Era o ano de 1940.


“Eis explicada a origem do Lema de João Paulo II: Totus tuus. A expressão deriva de São Luís de Montfort. É a abreviação da entrega à Mãe de Deus, que soa assim: Totus tuus ego sum et omina mea tua sunt. Accipio te in mea omnia. Praebe mihi cor tuum, Maria (Sou todo teu, e teu é tudo o que possuo. Aceito-te como meu tudo. Dá-me teu coração, ó Maria).