De fato, Herodes tinha
mandado prender João e acorrentá-lo na prisão, por causa de Herodíades, mulher
de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado. Pois João vivia dizendo a
Herodes: “Não te é permitido ter a mulher do teu irmão”. Por isso, Herodíades
lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João,
sabendo que era um homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava
muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado. Finalmente, chegou o dia oportuno.
Por ocasião de seu aniversário, Herodes ofereceu uma festa para os proeminentes
da corte, os chefes militares e os grandes da Galileia. A filha de Herodíades
entrou e dançou, agradando a Herodes e a seus convidados. O rei, então, disse à
moça: “Pede-me o que quiseres, e eu te darei”. E fez até um juramento: “Eu te
darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela
saiu e perguntou à mãe: “Que devo pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João
Batista”. Voltando depressa para junto do rei, a moça pediu: “Quero que me dês
agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas, por
causa do juramento e dos convidados, não quis faltar com a palavra.
Imediatamente, mandou um carrasco cortar e trazer a cabeça de João. O carrasco
foi e, lá na prisão, cortou-lhe a cabeça, trouxe-a num prato e deu à moça. E
ela a entregou à sua mãe. Quando os discípulos de João ficaram sabendo, vieram
e pegaram o corpo dele e o puseram numa sepultura.
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Martírio de S. João Batista - Padroeiro da Legião de Maria
Fonte: Evangelho de
São Marcos - Mc 6,17-29
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Solenidade da Natividade de São João Batista
"Houve
um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio dar testemunho da luz e
preparar para o Senhor um povo bem disposto a recebê-lo" (Cf. Jo 1,6s; Lc
1,17).
Meus queridos irmãos,
Celebramos nesta
segunda-feira, a Solenidade da Natividade de São João Batista, o precursor.
Aquele que anunciou o Batismo com água, antevendo que alguém – Jesus –
batizaria com o Espírito Santo. Assim a temática fundamental desta solenidade é
a Vocação. Todos nós somos chamados a sermos discípulos e missionários de Jesus
Cristo, anunciando-O a todos os recantos e dando testemunho de nossa fé
batismal. Desde o ventre materno, Deus nos escolheu para uma missão específica
e cândida: ser luz para as nações, para que sua salvação chegue a todas as
pessoas. A exemplo de São João Batista urge ter a consciência límpida da
própria missão. A mão poderosa do Senhor estava sobre o recém-nascido João
Batista, por isso, o povo hebreu se admira e se alegra com a criança, considerada
um profeta de Deus.
Meus caros irmãos,
Meus caros irmãos,
A Solenidade de São João
Batista sempre foi celebrada na Igreja levando em conta o Natal de Jesus:
exatamente seis meses antes. A vida e a missão de São João Batista estão
intimamente unidas à vida e à missão de Jesus. O nascimento de João Batista em
Ein Karem, hoje quase periferia de Jerusalém, vem envolto de mistério: filho de
mãe estéril e de pai de idade avançada, é considerado desde a concepção um dom
precioso de Deus e vem com uma missão divina. João Batista já não é só de sua
família carnal. Ele pertence ao povo de Deus e pelo seu nome, já querido por
Deus, tem uma missão de ser o arauto do Senhor Jesus. O nome do profeta é
significativo, pois João significa que “Deus faz misericórdia”. A misericórdia
de Deus, que tira o pecado do mundo, ou seja, a encarnação da divina
misericórdia, o Filho de Deus.
Batista, apelido que povo hebreu lhe deu e os Evangelhos canonizaram. Jesus o chama de Batista(Cf. Mt 11,11), os discípulos de João o chamam de Batista(Cf. Lc 7,20). Herodes Antipas o chama de Batista(Cf. Mc 6,14). Herodiádes o chama de Batista(Cf. Mc 6,24). Batista porque percorria toda a região do Jordão anunciando o batismo de conversão e ele próprio batizou Jesus de Nazaré(Cf. Mt 3,15) e contemplou no próprio Jordão a primeira epifania do Cristo: “Os céus se abriram, o Espírito de Deus desceu como uma pomba e pousou sobre ele, e do céu se ouviu uma voz que dizia ser Jesus o Filho muito amado do Pai”(Cf. Mt 3,16-17).
Batista, apelido que povo hebreu lhe deu e os Evangelhos canonizaram. Jesus o chama de Batista(Cf. Mt 11,11), os discípulos de João o chamam de Batista(Cf. Lc 7,20). Herodes Antipas o chama de Batista(Cf. Mc 6,14). Herodiádes o chama de Batista(Cf. Mc 6,24). Batista porque percorria toda a região do Jordão anunciando o batismo de conversão e ele próprio batizou Jesus de Nazaré(Cf. Mt 3,15) e contemplou no próprio Jordão a primeira epifania do Cristo: “Os céus se abriram, o Espírito de Deus desceu como uma pomba e pousou sobre ele, e do céu se ouviu uma voz que dizia ser Jesus o Filho muito amado do Pai”(Cf. Mt 3,16-17).
Irmãos caríssimos,
Muitas foram as maravilhas
operadas por Deus em São João Batista: sua concepção inesperada, sua exultação
no seio de Santa Isabel, sua mãe, quando a Virgem Maria, grávida de Jesus dela
se aproximou, sua pregação no deserto, sua vida humilde e austeramente
penitente, sua pregação profética nos caminhos do Rio Jordão, seu
reconhecimento do Senhorio de Jesus e de sua missão de Messias, sua humildade e
a sua profecia nos indicando os horizontes do Cristo Senhor. João, o maior
nascido de mulher, nas palavras de Jesus, foi destacado pela santidade e pelo
anúncio da chegada da plenitude dos tempos.
O nascimento de João Batista
significou para Isabel, que era tida publicamente como estéril, como uma
remissão e era preciso que todos soubessem que ela, a velha Isabel, não era
mais amaldiçoada, mas uma mulher privilegiadamente abençoada pela misericórdia
de Deus. A alegria pelo nascimento do Batista é uma recompensa de Deus pela
fidelidade de Zacarias, nas palavras do anjo: “Ficarás alegre e contente e
todos se alegrarão como seu nascimento”(Cf. Lc. 1,14). Para Zacarias o
nascimento de seu filho João foi o cumprimento da promessa divina,
principalmente ao recuperar a fala para confirmar o nome que o Anjo havia
pedido: E o menino chamou-se João e neste momento o Pai começa a louvar a misericórdia
insondável de Deus para com ele, para com Isabel e para com a sua casa.
Assim, celebramos pela
Palavra de Lucas, as duas dimensões de João Batista: a humana e a divina. A
dimensão humana com a alegria da família, dos parentes e dos vizinhos. Esta
família é abençoada. E a dimensão divina, quando o casal Isabel e Zacarias
obedecem ao anjo Gabriel, voz de Deus, e dão ao menino o nome de João, nome de
nenhum de seus parentes, mas indicativo da missão do menino, porque Deus está
com João Batista para cumprir a sua missão. Missão, conduzida pela própria mão
de Deus, que era de anunciar a chegada do Filho de Deus, o Messias esperado, o
Salvador do Mundo.
Meus irmãos,
Meus irmãos,
A Primeira Leitura nos
ensina que a Pertença a Deus faz de João uma nova realização do “Servo de
Deus”, um homem cuja palavra é como uma espada afiada, incômoda para quem não
quer saber de Deus em sua vida. A história de João prova isso. Hoje queremos
cantar o nosso hino de louvor a Deus por nos ter concedido um homem decidido,
João Batista. Isso, pois, são muitas vezes que as pessoas retas e intencionadas
nos ajudam a modificar os rumos de nossas existências. As palavras incômodas de
São João Batista nos fazem a ver com maior clarividência nossa situação. Neste
Sentido, João é luz, uma luz poderosa, embora ele não seja a luz definitiva,
mas antes, a testemunha da luz. João é luz, ou testemunha da luz, sobretudo por
ter apontado Cristo no meio da escuridão da humanidade incrédula. João Batista
encarna, por assim dizer, Elias, que era esperado voltar antes da “visita” de
Deus.
Por isso cantemos o
“Benedictus”, o canto de ação de graças de Zacarias quando do nascimento de seu
filho João(Cf. Lc, 1,68-79), pois a missão de João Batista continua necessária
e atual, pois a luz que ele pregou ainda não surgiu em todos os lugares, e
precisa ser anunciada nos lugares que carecem desta luz.
Em cada Santíssima
Eucaristia, o anúncio da Palavra de Deus repete o tema que o Batista fazia
ressoar às margens do Rio Jordão: "Convertei-vos!". A narrativa da Ceia
do Senhor, no centro da Oração Eucarística, é um trecho daquele evangelho que
nos deve levar também a perguntar com fé à igreja que no-lo propõe: "Que
devemos fazer?"(At 2,37). A resposta de Cristo, corpo-dado e sangue
derramado, é: "Fazei isto em memória de mim!". A vida e o martírio de
São João Batista são uma das inúmeras respostas-memorial que sempre sobem ao
Pai por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Em nossa sociedade
pós-moderna parece que a luz do Cristo está ofuscada. Mas com João Batista,
vamos preparando os caminhos do Senhor, dando testemunho Dele pela vida e pela
missão. Toda a Igreja e todos nós somos convidados a mostrar que o Cristo
presente entre os homens e as mulheres é o mesmo que nos chama a viver a
solidariedade, o amor e a alegria de servir e acolher a todos para o aprisco do
Cristo. Amém!
segunda-feira, 29 de abril de 2013
01 de Maio - São José Operário
A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).
São José Operário, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova
sábado, 27 de abril de 2013
28 de abril - S. Luís Maria de Montfort - Padroeiro da Legião de Maria
“Se respeitarmos as decisões de não admitir padroeiros particulares ou locais, a inclusão do nome de S. Luís Maria Monforte parece ser, à primeira vista, discutível. Podemos todavia afirmar com segurança que nenhum santo desempenhou papel mais importante do que este no progresso da Legião. O Manual está cheio do seu espírito. As orações são um eco das suas palavras. É realmente o tutor da Legião: motivo por que a sua invocação é, por parte da Legião de Maria, quase uma obrigação moral” (Decisão da Legião que coloca o nome de S. Luís Maria de Montfort na lista das suas invocações).
Foi canonizado a 20 de julho de 1947. A sua festa celebra-se a 28 de abril.
“Missionário e mais do que missionário, Doutor e Teólogo que nos deu uma Mariologia como nenhum outro havia concebido antes dele. Tão profundamente explorou as raízes da devoção mariana e por tão longe estendeu os seus horizontes, que se tornou indiscutivelmente o proclamador de todas as modernas manifestações de Maria – de Lourdes a Fátima, da definição da Imaculada Conceição à Legião de Maria. Tornou-se o precursor da idéia da vinda do Reino de Deus por Maria, e da tão suspirada salvação que, na plenitude dos tempos, a Virgem Mãe de Deus há de trazer à terra, pelo seu Imaculado Coração”. (Federico Cardeal Tedeschini, Arcipreste de S. Pedro. Discurso proferido no descerramento da estátua de S. Luís Maria de Montfort, na Basílica de S. Pedro, a 8 de dezembro de 1948).
“Prevejo que muitos animais ferozes virão enraivecidos para rasgarem com os seus dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para o compor. Pelo menos envolverão este livrinho nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que não apareça. Atacarão mesmo e perseguirão aqueles que o lerem e puserem em prática. Mas, que importa? Tanto melhor. Esta visão anima-me e faz-me esperar um grande êxito, isto é, um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que mais que nunca se aproximam” (S. Luís de Montfort, falecido em 1716: Tratado da Verdadeira Devoção, 114).
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 135.
Para mais informações sobre São Luis Maria de Montfort, acesse nos marcadores, lado direito desta página, o item: São Luis Maria de Montfort.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Padroeiro da Legião de Maria: São José
Nas orações da Legião, o nome de S. José vem logo depois das invocações aos Corações de Jesus e de Maria, pois que também no Céu ocupa, junto d’Eles, o primeiro lugar.
Chefe da Sagrada Família, desempenhou, junto de Jesus e de Maria, funções especiais de importância fundamental. As mesmas funções, sem tirar nem pôr, continua ele, o maior dos Santos, a desempenhá-las junto do Corpo Místico de Jesus e da Mãe deste Corpo. Auxilia a existência e a atividade da Igreja e, por conseqüência, da Legião. Os seus cuidados são constantes, vitais e caracterizados por uma intimidade familiar. Depois de Maria, não há santo mais influente e, como tal, deve ser estimado pelos legionários. Para o seu amor se mostrar poderoso em cada um de nós, é necessário que o nosso procedimento para com ele reflita a compreensão do intenso afeto que nos consagra. Jesus e Maria, agradecidos a José pelos seus carinhos e trabalhos, traziam-no sempre no coração. Procedam do mesmo modo os legionários.
A solenidade de S. José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, celebra-se a 19 de março; a memória de S. Jose, Trabalhador, a 1º de maio.
“Não podemos separar a vida histórica de Jesus da sua vida mística perpetuada na Igreja. Não é sem motivo que os Papas proclamaram S. José protetor da Igreja. Embora tenham mudado os tempos e as circunstâncias, a sua tarefa continua a ser a mesma de outrora. Com o carinho, revelado na execução da sua missão terrena cumpre hoje a sua missão de protetor da Igreja. A família de Deus, desde os dias de Nazaré, cresceu e dilatou-se até os confins da terra. O coração de José expandiu-se também de harmonia com a sua nova paternidade que prolonga e supera a paternidade prometida por Deus a Abraão, o Pai de muitas gentes. Deus não muda no trato com os homens; não tem pensamentos reservados nem altera de qualquer jeito o seu plano que é uno, organizado, consistente e contínuo. José, o Pai adotivo de Jesus, é também o Pai adotivo dos irmãos de Jesus, quer dizer, de todos os cristãos através dos tempos. José, o esposo de Maria, a Mãe de Jesus, permanece misteriosamente unido a Ela, enquanto se realiza no mundo o nascimento místico da Igreja. Por isso, o legionário de Maria, cujos esforços tendem a alargar o reino de Deus na terra, reclama com razão o auxílio especial do Chefe da Igreja recém-nascida, a Sagrada Família” (Cardeal L. J. Suenens).
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 135.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
S. João Evangelista – Padroeiro da Legião de Maria
Citado no Evangelho como o “Discípulo a quem Jesus amava”, S. João representa para nós, modelo de devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Fiel até o fim, a este Coração se conservou unido até que O viu sem vida e varado pela lança. Manifestou-se em seguida como modelo de devoção ao Imaculado Coração de Maria. Puro como um anjo, ocupou o lugar que foi de Jesus, e continuou a prestar a Maria o amor de filho, até o momento em que Deus A chamou.
Mas a terceira palavra, pronunciada por Jesus Cristo no alto da cruz, continha mais que uma preocupação filial tomada para com Sua Mãe Santíssima. Na pessoa de S. João, Nosso Senhor indicava o gênero humano, mas sobretudo aqueles que pela fé se uniriam a Ele em todos os tempos. Assim, Maria foi proclamada Mãe dos homens, – de numerosíssimos irmãos de que Cristo é o primogênito. S. João, o representante de todos os novos filhos, foi o primeiro a tomar posse da herança de filho adotivo de Maria, – modelo de todos os que viriam depois e um santo, a quem a Legião deve a mais terna devoção.
Amou a Igreja e, nela, cada uma das almas, e ao seu serviço gastou todas as forças. Foi apóstolo, evangelista e teve o mérito de mártir.
Foi o sacerdote de Maria: por isso, ele é o padroeiro especial do Sacerdote-Legionário a serviço de uma organização que deseja ardentemente ser uma cópia viva de Maria.
A sua festa celebra-se a 27 de dezembro.
“Jesus, pois, tendo visto sua Mãe e perto dela o Discípulo que Ele amava, disse à sua Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois disse ao Discípulo: “Eis aí a tua Mãe”. E desta hora em diante a levou o Discípulo para sua casa” (Jo 19, 26-27)
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 135
sábado, 27 de outubro de 2012
São Judas Tadeu - Padroeiro de Cruzeiro do Sul - Pr
A Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul convida a todos para a Missa em Ação de Graças a São Judas Tadeu, dia 28 de outubro, domingo, às 20:00 horas, na Igreja Matriz.
Sua ligação com Jesus
São Judas Tadeu, nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era filho de Alfeu (ou Cleofas) e Maria Cleofas. O pai, Alfeu, era irmão de São José e a mãe, prima-irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas Tadeu era primo-irmão de Jesus, tanto pela parte do pai como da mãe.
Um de seus irmãos, Tiago, também foi chamado por Jesus para ser apóstolo. Era chamado de Tiago Menor para diferenciar do outro apóstolo Tiago que, por ser mais velho que o primeiro, era chamado de Maior.
Judas Tadeu tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. O relacionamento da família de Judas Tadeu com o próprio Jesus Cristo, pelo que se consegue perceber na Bíblia é o seguinte: Alfeu (Cleofas) era um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús, no dia da ressurreição. Maria Cleofas, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima .
Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago Maior e João evangelista.
É de se supor que houve muita convivência de Judas Tadeu com o primo e os tios. Essa fraterna convivência, além do parentesco, pode ter levado são Marcos a citar Judas e os irmãos como irmãos de Jesus (Mc 6,3).
Citações na Bíblia
A Bíblia trata pouco de Judas Tadeu. Mas, aponta o importante: Judas Tadeu foi escolhido a dedo, por Jesus, para apóstolo. Quando os evangelhos nomeiam os doze escolhidos, consta sempre Judas ou Tadeu entre a relação. O livro dos Atos dos Apóstolos também se refere a ele (At 1,13). Além dessas vezes em que Judas Tadeu aparece entre os colegas do colégio apostólico, apenas uma vez é citado especialmente nas Escrituras. Foi no episódio da santa Ceia, na quinta-feira santa, narrado por seu sobrinho João evangelista (Jo 14,22). Nesta oportunidade, quando Jesus confidenciava aos apóstolos as maravilhas do amor do Pai e lhes garantia especial manifestação de si próprio, Judas Tadeu não se conteve e perguntou: "Mestre, por que razão hás de manifestar-te só a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu afirmando que teriam manifestação dele todos os que guardassem sua palavra e permaneces- sem fiéis a seu amor. Sem dúvida, nesse fato, Judas Tadeu demonstra sua generosa compaixão por todos os homens, para que se salvem todos. A fidelidade, coragem e perseverança dos Doze Grandes Homens do Evangelho, contribuíram para que o nome de Jesus viesse ser o mais admirado, citado e respeitado dos nomes.
A vida de São Judas Tadeu
Depois que os Apóstolos receberam o Espírito Santo, no Cenáculo em Jerusalém, iniciaram a construção da Igreja de DEUS, com a evangelização dos povos. São Judas iniciou sua pregação na Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém, realizado no Ano 50. A seguir, foi evangelizar a Síria, Armênia e Mesopotâmia (atual Pérsia), onde ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão, o "zelote", que evangelizava o Egito.
A pregação e o testemunho de São Judas Tadeu, foi realizado de modo enérgico e vigoroso, que atraiu e cativou os pagãos e povos de outras religiões que se converteram ao cristianismo. Ele mostrou que sua adesão a CRISTO era completa e incondicional, testemunhando sua fé com doação da própria vida.
São Jerônimo nos assegura que o Apóstolo pregou e evangelizou Edessa, bem como em toda Mesopotâmia (Pérsia).
No ano 70, foi martirizado de modo cruel, violento e desumano; morrendo a golpes de machado, desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusar a prestar culto à deusa Diana.
Devido ao seu martírio, São Judas Tadeu é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio.
Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.
Curiosidades acerca de São Judas Tadeu
- Santa Gertrudes e São Bernardo de Claraval entre muitos outros Santos, também foram fervorosos cultivadores do culto a SÃO JUDAS TADEU. Santa Gertrudes escrevendo sua biografia, conta que JESUS lhe apareceu aconselhando invocar São Judas Tadeu, até nos "casos mais desesperados". A partir de então, cresceu a fé do povo na especial intercessão do Santo, principalmente nos "casos impossíveis".
- Certa vez, Santa Brígida estava orando, quando teve uma visão de Jesus. Este lhe disse:
Invocai com grande confiança ao meu apóstolo Judas Tadeu. prometo socorrer a todos quantos por seu intermedio a mim recorrerem.
- Conforme conta o historiador Eusébio, Judas Tadeu teria sido o esposo nas núpcias de Caná (bodas de Caná), isso explicaria a presença de Maria e de Jesus.
- Devido à notoriedade de Tiago na Igreja primitiva, Judas Tadeu era sempre lembrado como o irmão de Tiago
- No texto grego São JUDAS é chamado LEBEU que significa: "LEB" - CORDATO, BONDOSO, OU CORAJOSO. TADEU porém, vem da palavra siríaca "THAD" que quer dizer: MISERICORDIOSO, BENIGNO.
- O nome de São JUDAS foi muitas vezes substituído pelo de TADEU, por causa do nome de Judas Iscariotes, o traidor. Os próprios Evangelistas como São João, ao se referirem a São JUDAS TADEU, Apóstolo, diziam: JUDAS, não o Iscariotes ou o traidor.
- Apóstolo cujo nome lembra o "traidor" de JESUS, Judas Iscariotes, teve sua devoção esquecida durante muitos séculos. Mas a Providência Divina se manifestou no momento oportuno, para exaltar as suas qualidades e notável humildade, transformando-o no querido e poderoso Santo intercessor das "causas impossíveis", que consegue junto ao CRIADOR as graças necessárias, em benefício de todos aqueles que buscam e procuram o seu inestimável auxílio.
Oração a São Judas Tadeu
São Judas Tadeu, glorioso Apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus.
O nome de Judas Iscariotes, o traidor de Jesus, foi a causa de que fosseis esquecido por muitos; mas agora a Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono dos casos desesperados, dos negócios sem remédio.
O nome de Judas Iscariotes, o traidor de Jesus, foi a causa de que fosseis esquecido por muitos; mas agora a Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono dos casos desesperados, dos negócios sem remédio.
Rogai por mim que sou tão miserável!
Fazei uso, eu vos imploro, desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer viável e imediato auxilio, onde o socorro desapareceu quase por completo. Assisti-me nesta grande necessidade, para que eu possa receber as consolações e o auxílio do céu em todas as minhas precisões, atribulações e sofrimentos.
São Judas Tadeu, alcançai-me a graça, que vos peço, de ... (aqui faz-se o pedido particular), e para que eu possa louvar a Deus , convosco e com todos os eleitos, por toda a eternidade.
Eu vos prometo, ó bendito São Judas, lembrar-me sempre deste grande favor e nunca deixar de vos louvar e honrar como meu especial e poderoso patrono e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para incentivar a devoção para convosco.
Eu vos prometo, ó bendito São Judas, lembrar-me sempre deste grande favor e nunca deixar de vos louvar e honrar como meu especial e poderoso patrono e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para incentivar a devoção para convosco.
Amem
Rezar :
3 Pai Nosso, 3 Ave Maria, 3 Glória ao Pai.
3 Pai Nosso, 3 Ave Maria, 3 Glória ao Pai.
(PARA QUE OS PEDIDOS SEJAM ATENDIDOS É NECESSÁRIO QUE SEJAM JUSTOS)
http://afamiliacatolicaoracoes.blogspot.com.br
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Milícias do Céu, Legião de Anjos de Maria
Regina Angelorum! Rainha dos Anjos! Que encanto, que alegria antecipada do céu pensar em Maria, nossa Mãe, acompanhada incessantemente por Legiões de Anjos!” (João XXIII).
“Maria é a Generalíssima dos exércitos de Deus. Os Anjos formam as mais gloriosas tropas daquela que é terrível como um exército em ordem de batalha!” (Boudon: Os Anjos).
A invocação dos Anjos teve o seu lugar, desde o princípio, nas orações da Legião. A fórmula usada era a seguinte:
S. Miguel Arcanjo, rogai por nós.
Santos Anjos da nossa guarda, rogai por nós.
Temos de supor que também aqui a Legião foi guiada sobrenaturalmente, pois a estreita relação dos Anjos com o movimento legionário não era então vista com a clareza de hoje. À medida que o tempo foi passando, tornou-se cada vez mais clara a conveniência de recorrer aos Anjos. Compreendeu-se enfim que os Anjos são o lado celeste da campanha desenvolvida na terra pela Legião.
A aliança entre a Legião e os Anjos tem diferentes aspectos. Cada legionário, seja ele Ativo ou Auxiliar, tem um Anjo da Guarda que combate a seu lado, golpe por golpe. A batalha tem maior significado para o Anjo, em certo sentido, do que para o legionário: o Anjo vê claramente o valor do que está em jogo – a glória de Deus e o valor de uma alma imortal. Por isso, o interesse do Anjo é mais intenso e o seu auxílio constante. Mas todos os outros Anjos estão igualmente interessados nesta guerra. Todos aqueles a favor de quem a Legião trabalha, por exemplo, têm os Anjos da guarda, prestando o seu auxílio ao lado dos legionários.
Além disso, o exército inteiro dos Anjos entra em cena. A batalha travada por nós faz parte do combate principal sustentado por eles, desde o princípio, contra Satanás e os seus seguidores.
Um lugar impressionante é assinalado aos Anjos no Antigo e Novo Testamento, onde há várias centenas de referências a eles. São representados como seguindo paralelamente a par e passo a luta dos homens, e desempenhando com relação a eles uma função protetora de caráter familiar. Intervêm nos acontecimentos importantes. Ocorre constantemente a frase: “Deus enviou o Seu Anjo”. Todos os nove coros angélicos exercem funções de proteção sobre os indivíduos, lugares, cidades e nações, sobre a natureza e alguns, até sobre outros Anjos. A Escritura mostra que mesmo os reinos pagãos têm os seus Anjos da Guarda (Dn 4, 10, 20; 10, 13). Os coros angélicos são assim designados: Anjos, Arcanjos, Querubins, Serafins, Potestades, Principados, Tronos, Virtudes e Dominações.
Eis, assim, o que se pode concluir: os Anjos prestam-nos auxílio, quer considerados como um corpo, quer individualmente, desempenhando um papel semelhante ao das Forças Aéreas com relação aos exércitos de superfície.
Verificou-se finalmente que a invocação aos anjos, tal como se apresentava, não exprimia a função protetora universal dos mesmos Anjos. Por isso decidiu-se:
1º) que a invocação seria refeita, adotando uma fórmula melhor;
2º) que a palavra “Legião” deveria ligar-se aos Anjos. O próprio Senhor a aplicou aos Anjos, consagrando-lhe assim o uso com os seus divinos lábios. Ameaçado pelos seus inimigos, disse a Pedro: “Julgas que não posso rogar a meu Pai e ele me enviaria imediatamente mais de doze legiões de Anjos?” (Mt 26, 53).
3º) que o nome de Maria deveria introduzir-se na mesma invocação. Com efeito Nossa Senhora, é a Rainha dos Anjos, a verdadeira Comandante da Legião Angélica. Saudá-la com este título tão profundamente significativo constituiria para a nossa Legião uma nova graça.
Do prolongado debate em toda a Legião resultou a aprovação, em 19 de agosto de 1962, da seguinte forma de invocação: “Milícias todas do céu, Legião dos Anjos de Maria, rogai por nós”.
A memória desta Legião celeste celebra-se a 2 de outubro.
Existe uma associação chamada “Philangeli”, cuja finalidade específica é a difusão do conhecimento dos Anjos e da respectiva devoção. O seu centro principal é o seguinte: Philangeli, Hon. General Secretary, Salvatorians; 129 Spencer Road, Harrow Weald, Middlesex HA3 7BJ, England.
“A realeza de Nossa Senhora, com relação aos anjos, não deve tormar-se apenas como uma expressão de honra. A sua função real é uma participação na realeza de Cristo e este tem domínio total e universal sobre toda a criação. Os teólogos ainda não explicaram todas as diferentes maneiras como Maria governa juntamente com Cristo Rei. Mas é claro que a sua realeza é um princípio de ação e que os efeitos desta ação atingem os confins do universo visível e invisível. Rege os espíritos bons e controla os maus. Através dela realiza-se aquela inquebrável aliança das sociedades humana e angélica, pela qual toda a criação será conduzida ao seu verdadeiro fim, a glória da Santíssima Trindade. A sua realeza é nosso escudo, pois a nossa Mãe e Protetora tem poder para ordenar aos anjos que venham em nosso auxílio. Para ela, a realeza significa uma associação ativa com seu Filho, na desagregação e destruição do império de Satanás sobre os homens” (Michael O’Carroll, C. S. Sp.).
sábado, 29 de setembro de 2012
Padroeiro da Legião de Maria - São Miguel Arcanjo
São Miguel, do hebraico quem como Deus, é um dos principais anjos. Ele, príncipe da milícia celeste, travou no Céu um combate com o demônio. No eterno duelo entre o bem e o mal, Deus tem como aliados São Miguel e seus anjos, os santos e a Igreja, contra Satanás e seus demônios.
Quando um cristão deixa este mundo, a Igreja pede na missa de Réquiem que São Miguel o introduza na luz celeste, daí o hábito de representa-lo segurando uma balança onde as almas são pesadas.
O nome de São Miguel aparece nas seguintes passagens da Bíblia:
1. Em Daniel 10: 13 sqq, Porém o príncipe do reino dos Persas resistiu-me durante 21 dias; mas eis que veio em meu socorro Miguel, um dos primeiros príncipes, e eu fiquei lá junto do rei dos Persas. (...) Mas eu te anunciarei o que está expresso na escritura da verdade; e em todas estas coisas ninguém me ajuda senão Miguel, que é vosso príncipe.
2.Em Daniel 12, o anjo falando dos últimos dias do mundo diz: Naquele tempo se levantará o grande príncipe Miguel, que é o protetor dos filhos do vosso povo.
3. Em Apocalipse 12:7, E houve no céu uma grande batalha: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o dragão, e o dragão com os seus anjos pelejavam contra ele; porém estes não prevaleceram, e o seu lugar não se achou mais no céu. São João fala o grande conflito do final dos tempos, que reflete a batalha no céu do início dos tempos.
São Miguel aparece ainda em uma Epístola apócrifa de São Judas disputando com o demônio o corpo de Moisés, segundo uma antiga tradição judaica.
De acordo com as passagens da Bíblia, são funções de São Miguel:
1. Lutar contra Satanás.
2. Resgatar as almas dos fiéis do poder do inimigo, especialmente na hora da morte.
3. Ser o campeão do povo de Deus, dos Judeus na Antiga Lei e dos Cristãos no Novo Testamento; assim, é patrono da Igreja e das ordens de cavalheiros da Idade Média.
4. Levar da terra as almas dos homens para o julgamento (Mas que o vosso porta-bandeira São Miguel as leva à santa luz, do ofertório da missa de defuntos.).
Sobre a sua posição na hierarquia celestial, as opiniões variam: São Basílio e outros Padres Gregos, como Salmeron, Belarmino, etc, colocam São Miguel acima de todos os anjos; eles dizem que ele é chamado arcanjo porque é o príncipe dos anjos. Outros afirmam que ele é príncipe dos serafins, a primeira das nove ordens angélicas. Segundo São Tomás (Summa, I:113:3) ele é príncipe do último e mais baixo coro, os anjos. A Liturgia Romana parece concordar com os Padres Gregos; ela o chama de Princeps militiae coelestis quem honorificant angelorum cives. A Liturgia Grega o chama de Archistrategos, o mais alto general.
Oração: São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.
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Padroeiro da Legião de Maria - São Gabriel
São Gabriel (Homem, confidente de Deus) é um dos anjos que assistem diante de Deus (Lc 1, 19). São João Evangelista fala diversas vezes nos sete espíritos, nos sete anjos que viu em pé diante de Deus. (Apoc. 1, 4 – 8, 2). Com razão São Gabriel é chamado o anjo da Redenção, porque sua Missão, tanto no Antigo como no Novo Testamento se relaciona com a vinda do Salvador.
Ao profeta Daniel foi o arcanjo Gabriel que lhe explicou a visão que teve do carneiro e do bode (Dan. 8, 1). Importantes são as revelações sobre a época de o Messias aparecer. Diz o capítulo 9 do livro de Daniel: “Eis que Gabriel me tocou no tempo do sacrifício da tarde... e disse: “Daniel, eu vim para te ensinar e para que tu entendas os desígnios de Deus... Setenta semanas (de anos) foram decretadas sobre o teu povo e sobre a tua cidade santa, a fim de que a prevaricação se consume, e o pecado tenha seu fim, e a iniqüidade se apague, e a justiça eterna seja trazida, e as visões e profecias se cumpram, e o Santo dos santos seja ungido... Desde a saída da ordem para Jerusalém ser edificada até ao Cristo chefe, passarão sete semanas e sessenta e duas semanas; e depois será morto o Cristo, e o povo que o há de negar, não será mais seu”.
Por três modos nos é dado cumprir este nosso dever junto ao grande arcanjo. Primeiro dando graças a Deus por ter designado este seu mensageiro e o ter adornado de tantos dons e com tanta magnificência. Como todos os santos anjos, São Gabriel nos honra, nos ama, e sempre pronto está para nos beneficiar, visto que o próprio Deus tanto nos tem honrado e amado. “Os Anjos, diz São Paulo, são enviados para exercer o seu ministério ajudando-nos a ter parte com eles na herança da salvação”. (Heb. 1-14).
Segundo: imitar, na medida do possível, o seu exemplo. O serviço mais nobre reservado aos santos anjos, Deus Nosso Senhor o caracteriza nestes termos: eu vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. (Jo. 1, 51.) Em outras palavras: servidores que são do Salvador, com amor e dedicação se lhe oferecem, para conduzir os homens ao conhecimento da verdade e a participação da graça divina. Vimos, quantas vezes desceu sobre o Filho do Homem. Foi ele o primeiro a pronunciar e fazer conhecer o doce nome de Jesus. Grande e inestimáveis coisas disse ele de Cristo Nosso Senhor.
Felizes de nós se, querendo imitar o seu exemplo e ter parte na sua glória, nos dispusermos a tornar conhecido e amado o nome de Jesus entre os homens, e para isto não nos negarmos a rezar, trabalhar e sofrer. As palavras do anjo ao profeta Daniel: “Eis um homem de complacência de Deus” (Dan. 9. 23; 10. 11) e a Zacarias: “Tua oração foi ouvida” (Lc. 1, 13) são a prova de que os anjos observam e acompanham as boas obras dos homens.
Em terceiro lugar temos no Arcanjo São Gabriel um modelo de veneração e amor a Maria Santíssima; pois foi ele que pronunciou a primeira “Ave Maria”, e com quanto respeito, com quanta devoção e amor não o fez! Em cada “Ave Maria”, que rezamos, poderá o arcanjo São Gabriel servir-nos de modelo. Pronunciando suas palavras, imitemo-lo também na sua devoção, no seu amor à Mãe de Deus.
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Padroeiro da Legião de Maria - São Rafael
Seu nome significa "Deus te cura". Sua principal característica é ajudar na cura dos doentes e, por isso, é o guardião da saúde. Ele age principalmente nas instituições sociais, nos hospitais e até mesmo em casas que estejam precisando de seu auxílio.
Ele não só exerce influência na saúde física dos seres humanos, como também age sobre a saúde espiritual, ou seja, está sempre procurando nos confortar nas horas de desespero e nos acalmar durante os sofrimentos interiores. Além disso, também é o responsável e guardião dos talentos criativos.
No Livro de Tobias é narrado que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e de todos lhe questionarem a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.
São Rafael tomou a forma humana, se fez chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia casar-se com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como "um dos sete que estão na presença do Senhor".
Destes sete " arcanjos" que aparecem na angelologia antiga, apenas três (Gabriel, Miguel e Rafael) são mencionados nas Sagradas Escrituras. Os outros, de acordo com o Livro de Enoch, são Uriel, Raguel, Sariel e Jerahmeel, enquanto que em outras fontes apócrifas encontramos as variantes Izidkiel, Hanael e Kepharel em vez dos últimos três.
São Rafael Arcanjo está representado na imagem de Nossa Senhora Desatadora de Nós como o anjo que acompanha um homem e um cachorro em direção a uma igreja, uma referência ao Livro de Tobias.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
Martírio de São João Batista - 29 de Agosto
Quando São João Batista, o preclaro Precursor do Messias abandonou o deserto, para onde se tinha retirado, por inspiração do Espírito Santo, foi para o rio Jordão, onde começou a batizar e pregar a penitência, preparando desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo.
Abusos e vícios detestáveis tinham se aninhado na sociedade Judaica e São João Batista se propôs a verberá-los energicamente. À testa do governo estava o rei Herodes, cognominado Antipas, filho daquele outro Herodes, por cuja ordem foram assassinados os inocentes de Belém. É o mesmo Herodes Antipas, que figura na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois ao tribunal desse monarca que Pôncio Pilatos mandou Nosso Senhor, que de Herodes só ouviu escárnios e cujos soldados lhe vestiram a túnica branca.
Herodes antipas vivia escandalosamente, tendo raptado Herodíades, esposa de seu irmão Felipe. Essa união ilícita era um mau exemplo e grave escândalo para a nação inteira. Não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca e chamá-lo à ordem. São João Batista, porém, não podia ver tal coisa, de braços cruzados.
O Evangelho diz que Herodes se sentiu atraído pela personalidade extraordinária do Batista, e com agrado lhe ouvia as instruções. Diz mais que São João lhe declarou, com toda franqueza: "Não te é lícito viver com a mulher do teu irmão". O que o rei respondeu, o Evangelho não conta; mas podemos crer que Herodes recebeu muito mal a declaração do profeta; tão mal que ponderou as possibilidades de livrar-se de tão incômodo e importuno monitor. Se não deu passo nesse sentido, foi porque temia o povo que a São João grande veneração dedicava. Mais ofendida se sentiu a mulher, que tanto fez, tanto instigou, que o rei se decidiu a encarcerar o Santo Precursor. Na prisão, João recebia as visitas dos discípulos, que ávidos ouviam as instruções do mestre. Alguns deles foram, em comissão, enviados ao Divino Mestre, para lhe dirigir esta pergunta: "És Tu o que há de vir ou devemos por um outro esperar?". São João mandou fazer a Jesus esta pergunta, não porque duvidasse da sua divindade e missão messiânica, mas para que os discípulos tivessem ocasião de conhecer e presenciar as maravilhas por Ele feitas.
É de opinião dos Santos Padres que a prisão de São João se efetuara em dezembro, tendo o Santo ficado encarcerado até agosto do ano seguinte. Era em agosto que Herodes festejava pomposamente o seu aniversário natalício. Ao suntuoso banquete estavam presentes muitos convivas, entre estes os Príncipes da Galileia. Fazia parte do programa uma dança oriental executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé. Tão bem a jovem desempenhou o papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar seu contentamento, prometeu dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse a metade do reino. Esta promessa, tão levianamente emitida, o rei ainda a confirmou com um juramento. Salomé, tão admirada quão perplexa, diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi ter com a mãe, para saber o seu parecer. Herodíades achou chegado o momento de livrar-se do odiado profeta, e nenhum instante hesitou. "Vai – disse à filha resolutamente – e pede a cabeça de João Batista". Sem pestanejar e afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe ao Rei e disse-lhe em voz alta, para que todos pudessem ouvir: "Quero que me dês num prato, a cabeça de João Batista". Ao ouvir um pedido tão bárbaro e desapiedado, Herodes apavorou-se mas, não querendo desapontar a moça e lembrando-se do juramento que fizera, anuiu e mandou o algoz ao cárcere onde João se achava. A ordem de decapitá-lo foi cumprida imediatamente e pouco momento depois, Salomé teve satisfeito o seu desejo: a cabeça de João Batista, apresentada num prato.
Os discípulos, logo que souberam do crime, retiraram o corpo do querido mestre do cárcere e deram-lhe honroso enterro.
Os assassinos não escaparam da vingança de Deus. O Rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes, por este tirano tinha sido repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O imperador de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lion, na Gália. Assim, abandonado por todos, fugiu com Herodíades para a Espanha, onde ambos morreram na maior miséria. Consta que Salomé, ao atravessar em pleno e regiroso inverno um rio coberto de gelo, este cedeu e os pedaços de gelo, chocando-se um contra o outro, cortaram-lhe a cabeça.
O martírio de São João se deu um ano antes da morte de Nosso Senhor. O corpo do Santo foi enterrado na Samaria. Seu túmulo foi profanado em 362 pelos pagãos. Piedosos monges salvaram pequenos restos que foram entregues a Santo Atanásio, em Alexandria.
A cabeça de São João Batista foi encontrada em Emese, na Síria em 453 e é hoje a relíquia mais insigne da catedral de Breslau.
Reflexões:
Herodes errou, julgando-se obrigado a cumprir o juramento. Se jurar é tomar a Deus por testemunha da verdade do que se diz ou do que se promete, claro está que, juramento falso é um grande pecado, como pecado é também prometer, sob juramento, praticar uma ação má. O juramento, em si é bom e santo, por ser um ato de religião. Pelo juramento se apela para deus, que é a Verdade suprema.
Três são as condições que justificam o juramento: A verdade, a justiça e o motivo justo. Afirmar, com juramento, uma inverdade, é gravíssimo pecado chamado perjúrio. "Não abusarás do nome do Senhor teu Deus; o Senhor não deixará impune a profanação de seu nome. Não farás juramento falso em meu nome e não profanarás o nome de teu Deus, pois eu sou o Senhor", prescreve as Escrituras.
Insuportável seria a vida, se não tivéssemos certeza absoluta da justiça de Deus, que põe tudo nos devidos termos, isto é, que dá à virtude a recompensa que merece e, ao pecado o justo castigo. Se assim não fosse, o martírio de São João Batista e tantas e tantas injustiças e atrocidades clamorosas, não achariam solução. O que se observou sempre e até hoje se observa é que os justos sofrem, quando os maus gozam. Os justos são perseguidos e desprezados, quando os maus são estimados e festejados. Vemos nessa circunstância, aparentemente monstruosa, a atuação da justiça divina. Não há homem que não seja pecador e pelos pecados não provoque a justiça divina, como também criatura humana não existe que não tenha boas qualidades, merecimentos naturais.
O pecado deve ser punido onde quer que seja encontrado – também o pecado do justo reclama castigo. – Eis porque os justos já sofrem aqui na terra para não lhes ser comprometida a felicidade no céu. A virtude, a boa obra, deve ser recompensada, onde quer que se apresente – também a boa obra do pecador reclama galardão. Não podendo ser compensada no céu, recebe a paga na terra, o que é de inteira justiça. Não é mau sinal, pois, se a vida parece uma corrente contínua de sofrimentos. "A quem Deus ama, castiga" – é observação feita em todos os tempos. Louvemos, pois, a justiça de Deus e não nos deixemos arrastar à crítica, à murmuração, ao desespero. A verdade está na palavra de Nosso Senhor, que na parábola do mau rico faz Abraão dizer-lhe: "Meu filho, lembra-te que recebeste o teu quinhão de bens durante a vida, ao passo que Lázaro só teve males; agora ele está aqui e tu sofres".
http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/ago/joaobatistadegolacao2908.htm
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Padroeiros da Legião - S. Pedro e S. Paulo
São Pedro
“Como Príncipe dos Apóstolos, S. Pedro é, por excelência, o padroeiro de uma organização apostólica. Foi o primeiro Papa, mas representa toda a ilustre série de Pontífices até ao Santo Padre atual. Invocando S. Pedro, expressamos uma vez mais a fidelidade da Legião a Roma, centro de Fé, fonte da autoridade, da disciplina e da unidade” – (Decisão da Legião, colocando o nome de S. Pedro na lista das invocações).
A festa de S. Pedro e S. Paulo celebra-se a 29 de junho.
“E eu digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas
do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra será também ligado nos Céus; e tudo que desligares sobre a terra será desligado também nos Céus” (Mt 16, 18-19).
São Paulo
Uma alma que pretende ganhar as outras deve ser grande, imensa como o oceano: para converter o mundo é necessário ter uma alma maior que o mundo. Tal era S. Paulo desde o dia em que uma luz celeste repentinamente o envolveu, lhe penetrou na alma e o inflamou no desejo ardente de encher a terra com a fé e o nome de Cristo. O seu nome resume a sua obra – Apóstolo dos Pagãos.
Trabalhou incansavelmente até que a espada do carrasco entregou o seu espírito incansável nas mãos de Deus; mas os seus escritos sobreviveram e para sempre hão de viver, continuando a sua missão.
É costume da Igreja colocá-lo sempre junto com S. Pedro nas suas orações, o que para ele constitui grande glória. Nada mais justo, pois ambos consagram Roma com o seu martírio.
A Igreja celebra a Festa de S. Pedro e S. Paulo no mesmo dia.
“Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um; três vezes fui
açoitado com varas, uma vez apedrejado; três vezes naufraguei e passei no abismo uma noite e um dia. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus concidadãos, perigos dos pagãos, perigos no mar, perigos entre os falsos irmãos e irmãs. Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, como fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez” (2 Cor 11, 23-27).
Fonte: Manual da Legião de Maria.
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