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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Frank Duff - Um homem fora de série

"O grande ausente" chegou e tomou seu lugar, naquele setembro de 1965, entre os delegados e observadores do Concílio Vaticano II, realizado na Basílica de São Pedro, em Roma. Ele espera dois anos por esse momento. Ao notar sua presença, o Cardeal Heenan, da Grã-Bretanha, interrompeu seu discurso para comunicar aos dois mil, e quinhentos patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, abades e superiores de ordens religiosas na Quarta Sessão, que Frank Duff, o gênio dirigente da Legião de Maria, se tornara, finalmente, um participante do Concílio. O Cardeal Leo Suenens, da Bélgica, relembrava que os delegados do Concílio Cumprimentaram Duff "com uma calorosa e emocionante ovação. Foi um momento inesquecível". Muitos delegados haviam questionado por que Duff, líder de um dos maiores e mais efetivos movimentos leigos da Igreja, não fora convidado, junto com outros observadores leigos, em 1963. O modesto Duff, tranqüilamente sentado em seu lugar, aceitou a honra que os delegados lhe concederam, não para si, mas para os milhares de apóstolos leigos que ele representava. O aplauso foi duramente conquistado - bem como cada êxito que havia experimentado. Frank Duff nasceu em Dublin, no dia 07 de junho de 1889, freqüentou a Escola Belvedere dos Jesuítas e depois o Colégio BlackrocK dos Padres do Espírito Santo.
Frank possuía misteriosa habilidade de se comunicar com o povo humilde do mundo. Filósofo, teólogo, estudioso da Bíblia, possuindo farto conhecimento de medicina, ciência e matemática, ele era, acima e além de tudo, um comunicador. Expressava as idéias mais abstratas em linguagem simples. O seu Manual da Legião de Maria, já traduzido em mais de setenta línguas, apresenta profundos fundamentos teológicos da Legião, em palavras que as pessoas mais simples podem entender.
Passados três meses do primeiro encontro da Legião de Maria em 1921, Frank Duff avisou ao grupo pioneiro que, um dia, seu movimento englobaria o mundo inteiro. "As senhoras achavam isto tão inverossímil", Frank relembrava sessenta anos depois, "que elas passaram quase cinco minutos em uma estrondosa gargalhada". As senhoras não contavam com a perseverança determinação de Frank Duff, o alcance de sua visão, nem com sua fé inabalável nos destinos da Legião. Retrocedendo dois mil anos, ele transportou, para sua Legião de Maria, a estrutura da organização do exército romano.
Olhando para o futuro, Frank via a Legião como o exército de Maria, dedicado a arrebanhar homens e mulheres, jovens e crianças para Cristo, o Rei.
Embora visionário, tinha pouca paciência para grandes esquemas. Era o mestre da ação concreta, das metas atingíveis. A Legião, firmemente acreditava, conquistaria o mundo passo a passo. Frank Duff, convencido de que a Legião serviria à Igreja, no que ele denominava "a terrível batalha do século XXI", usava cada oportunidade para se encontrar e falar com o povo. Nos seus últimos anos, era amplamente respeitado como líder leigo. A essência dos sonhos e ações de Frank Duff foi sua devoção a Maria, Mãe de Deus. Pouco antes de sua morte, em 1980, dissera: "Desde o primeiro momento, a Legião esteve nas mãos de Maria. Minha partida não vai alterar nada".
Frank Duff - "Obrigado pelo seu companheirismo".
Fonte texto: Site www.legiaodemaria.org.br

Depoimento do Fundador da Legião de Maria em Cruzeiro do Sul


Eu era um menino com menos de 10 anos, quando meu tio Paulo Reggiani e minha tia Silvandira Reggiani que moravam em São Paulo, na Vila Carrão, trouxeram Tesseras e fizeram com que minha avó, meus pais e meus tios fossem membros auxiliares da Legião de Maria.
No início dos anos 60, meu tio Paulo e família mudaram para Cruzeiro do Sul, na Estrada Santa Cruz da vagalume, no sitio dos meus pais. Ele quis fundar a Legião de Maria, mas os marianos não concordaram, mas Deus e Nossa Senhora tinham seus planos. Comecei a cuidar dos grupos jovens no ano de 1973, mas infelizmente os cafezais estavam no fim e os jovens estavam indo embora de nossa cidade. Um jovem muito esforçado chamado João Natalino mudou-se para São Paulo e lá entrou na Legião de Maria. Ele ficou encantado e pelos anos de 78 e 79, ele me mandou algumas Tesseras e Manuais. Em 1980 eu passei num segundo concurso para professor e fui transferido para Floraí onde morei 15 dias na casa do Padre Roberto. Fiz a novena da Medalha Milagrosa e se alcançasse a graça fundaria a Legião de Maria. Todos estavam aqui, meus pais e minha esposa esperando nosso terceiro filho, João Paulo. Imediatamente consegui retornar para Cruzeiro do Sul. Foi difícil mas após uma novena a São José, começamos a Legião dia 26 de abril de 1980, dia de Nossa Senhora do Bom Conselho. A Legião de Maria começou no tempo do Padre José Fernandes, ele não dava apoio nem era contra. Dos Padres que mais deram apoio foi o Padre Polônes Jorge Wortal. Chegamos a ter 70 legionários em 4 Praesidia.
Houve apenas um Padre que não concordou, e pelo desgaste após 20 anos no dia 21 de outubro de 2000 fizemos a última reunião. Não tínhamos local para fazer a reunião, saímos da Sacristia onde hoje é o Santíssimo, fomos para o Salão Paroquial, depois para a sede dos Vicentinos e terminamos na Capelinha Velha do Bosque.
Agora 5 anos mais tarde, fui a casa paroquial onde vi na casa de nosso caríssimo Padre Antonio Carlos da Silva um Manual da Legião de Maria e uma Tessera. Eu disse com tristeza que aqui já houve a Legião de Maria e ele mandou que fosse fundada novamente. Pretendemos começar dia 10 de fevereiro, quinta-feira na Capela do Bosque.
Texto escrito em 8 de fevereiro de 2005 por Valdecir Reggiani (in memorian)