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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Vaticano confirma que os papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos



O Vaticano confirmou que os papas João Paulo 2º e João 23 vão se tornar santos. Os dois papas devem ser canonizados em uma cerimônia conjunta que ainda não tem data marcada.

Em abril, uma comissão de sete médicos consultada pela Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano reconheceu como milagre a cura inexplicável de uma mulher, razão pela qual João Paulo 2º, que morreu em abril de 2005, aos 84 anos, pode ser proclamado santo.

Segundo a imprensa italiana, uma mulher da Costa Rica teria pedido a intercessão de João Paulo 2º e foi curada em maio de 2011.

Ele já havia recebido crédito por pedir a Deus pela cura da freira francesa Irmã Marie Simon-Pierre Normand do Mal de Parkinson, o que ajudou a levar à sua beatificação em 2011, quando foi declarado um "abençoado" da Igreja.

O sucessor de João Paulo 2º, Bento 16, dispensou uma regra da Igreja que normalmente exige um período de cinco anos de espera até que possam começar as preliminares para a santidade.

O pontificado de 27 anos (entre 1978 a 2005) de João Paulo 2º viu o colapso do comunismo na Europa Oriental, a partir de seu país natal, a Polônia. Milhões de pessoas compareceram ao seu funeral, em 2005.

João 23, que surpreendeu o mundo na década de 60 ao convocar um concílio para reformar e modernizar a igreja Católica, é considerado "um modelo de santidade" pelo atual papa, Francisco, por sua simplicidade e bondade. Ele liderou a igreja Católica entre 1958 a 1963.


Fonte: www.bol.com.br

sábado, 27 de abril de 2013

As causas do abandono da Fé e da Igreja Católica, por Dom Odilo Pedro Cardeal Scherer


Os motivos do abandono da fé católica, no entanto, devem ser examinados por nós, levando-nos às decisões que nos cabem tomar, com o coração movido pela caridade pastoral, por amor às pessoas, respeito e amor à verdade

A causa do abandono da fé católica pode ser o conhecimento insuficiente ou apenas superficial da fé e da própria Igreja Católica. Muitas pessoas nunca foram verdadeiramente evangelizadas, nem tiveram a oportunidade de fazer uma experiência genuína e gratificante da fé em Deus na nossa Igreja. Não se ama o que não se conhece. E, não havendo raízes profundas nem identificação pessoal sólida com a fé e a Igreja Católica, o abandono acontece com facilidade.


O que devemos fazer nesses casos? Certamente, é preciso evangelizar mais e melhor, dando aos fiéis a oportunidade de conhecerem melhor a Deus e a Igreja, e de fazerem a experiência gratificante e profunda da fé. Devemos propor a verdade integral do Evangelho, sem poupar esforços para convidar as pessoas a fazerem um caminho de crescimento e amadurecimento na fé.

Acontece também que as pessoas abandonam a fé católica e a Igreja porque ficam decepcionadas com o nosso atendimento, nem sempre acolhedor. Isso nos deve levar, evidentemente, a rever nossos modos de tratar as pessoas. Ninguém espera ser tratado mal, ainda mais por quem representa a Igreja e fala em nome de Deus. E isso vale para nossos atos oficiais, como as celebrações, mas também para as relações pessoais dos católicos.

Entre as causas do abandono da fé e da Igreja Católica também está a discordância com a nossa doutrina moral ou mesmo com artigos da nossa fé. Nesse caso, por certo, não devemos renunciar à nossa fé, nem ocultar as exigências morais que decorrem do Evangelho. Mas, devemos cuidar de não transformar a fé em moralismo superficial, nem deixar de propor o encontro vital com Deus por meio de Jesus Cristo, antes de tratar das exigências morais do Evangelho. O resto será obra da graça de Deus, que conta com o diálogo paciente e respeitoso, o testemunho pessoal de vida cristã e o desejo sincero de ganhar irmãos para Cristo, para que tenham, por ele, a vida verdadeira.

Há também o fato da pregação contrária à Igreja Católica e sua doutrina, que leva muitos irmãos ao engano, ao abandono da fé e ao desprezo da Igreja. Nesse caso, cabe-nos defender as ovelhas do nosso rebanho e vigiar, mostrando-lhes a verdade e esclarecendo os aspectos em que sua fé e seu amor à Igreja são abalados.


Cardeal Odilo Pedro Scherer


sexta-feira, 26 de abril de 2013

26 de abril - 1ª Missa celebrada no Brasil



E faz hoje 513 anos que foi celebrada a primeira missa no Brasil recém-descoberto. O primeiro ato público realizado nesta Terra de Santa Cruz; a esquadra de Cabral aqui aportou no dia 22 de abril e, no dia 26, o frei Henrique de Coimbra subia ao altar do Deus que é a alegria da sua juventude para oferecer à Trindade Santa o sacrifício do Corpo e do Sangue de Cristo.

A conhecida pintura – retrata a missa do dia primeiro de Maio, sexta-feira, a primeira em terras continentais. A missa do dia 26 – então Domingo in Albis, da Oitava de Páscoa – foi celebrada em uma pequena ilhota hoje inexistente. Feito o pequeno reparo histórico, o fato é que hoje nós celebramos as primícias da vocação do Brasil, o desabrochar da história desta terra chamada a glorificar a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Que a Virgem Santíssima, Rainha e Padroeira do Brasil, possa conduzir a nossa Pátria às grandezas às quais ela está destinada. Que Ela nos possa valer e o Brasil, liberto do lamaçal pútrido onde hoje se encontra, possa erguer-se ao sol do Deus da Justiça qual impávido e imponente colosso. Que a Virgem Aparecida salve o Brasil.

Raízes católicas do Brasil


Nesta sexta-feira (26) lembra-se a primeira missa celebrada, o religioso Irmão Gilberto Cunha, Sodalício de Vida Cristã escreveu um artigo ao Portal A12 sobre as raízes católicas do Brasil.

Nesta semana em que celebramos o descobrimento do Brasil e a primeira Missa realizada na terra da Santa Cruz queria propor umas breves reflexões sobre alguns sinais que poderiam falar de uma presença católica no Brasil desde os inícios. 

O objetivo destas breves linhas não é fazer uma análise histórica exaustiva para julgar quais foram todos os interesses de Portugal no momento do descobrimento (muito se especula neste sentido), mas meditarmos juntos sobre alguns acontecimentos que nos falam de elementos católicos presentes desde os inícios, que marcam a nossa identidade cultural. 

Sobre os objetivos de Portugal, gostaria de focar em um dos deles, que é o que nos interessa neste momento: a evangelização. Veremos esse objetivo bem claro em um documento histórico sobre o descobrimento muito importante: a famosa Carta ao Rei, escrita pelo escrivão da esquadra de Cabral, Pero Vaz de Caminha.

Comecemos nossa viagem a fim de descobrirmos juntos alguns desses sinais.
O primeiro deles é o momento em que avistaram a terra. Após quase um mês e meio de viagem, a esquadra de Cabral, no dia 22 de abril de 1500, após as celebrações pascais, chega a seu destino:
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome – o Monte Pascoal e à terra – a Terra da Vera Cruz.”
Outro símbolo que aparece é o momento em que está havendo um dos primeiros encontros entre os portugueses e os nativos. Após os portugueses terem oferecido a eles diversos itens para troca sem nenhum sucesso, um item chama a atenção:
Viu um deles umas contas de rosário, brancas; acenou que lhas dessem, folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do Capitão, como dizendo que dariam ouro por aquilo.”

O que teria visto aquele índio naquelas “contas de rosário brancas”? Não podemos ter certeza, assim como se a interpretação que Caminha fez deste acontecimento era exata (se realmente trocariam o rosário por ouro). O que sim podemos refletir a partir deste gesto singelo é se não seria este um símbolo da presença de Nossa Senhora desde os inícios? Lembremos como atua Maria: de forma sutil, no silêncio, olhando sempre para os pequenos e humildes. Nossa Senhora conta com esses personagens humildes para fazer com que o seu Filho seja conhecido por todos. Pensemos, por exemplo, nas aparições em Fátima (três pastores), Guadalupe (um índio) e Aparecida (três pescadores).

Após esse momento de encontro, aconteceram outros encontros e tem um em especial que gostaria de comentar e que acredito que seja outro símbolo eloquente desta presença católica em terras brasileiras. No domingo, dia 26 de abril de 1500, é celebrada a primeira Santa Missa:
Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu [...] E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual foi dita pelo padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes, que todos eram ali. A qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. [... ] Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação da história do Evangelho, ao fim da qual tratou da nossa vinda e do achamento desta terra, conformando-se com o sinal da Cruz, sob cuja obediência viemos, o que foi muito a propósito e fez muita devoção.”

Com essa primeira Missa fica consagrado o Brasil a Cristo. A Eucaristia e a Cruz seriam a partir deste momento canais de encontro entre os portugueses e os nativos.

Conta-se que vários nativos estiveram assistindo a Santa Missa da outra margem do rio e que alguns dias depois alguns deles já demonstraram devoção à Santa Cruz:
Quando saímos do batel, disse o Capitão que seria bom irmos direitos à Cruz, que estava encostada a uma árvore, junto com o rio, para se erguer amanhã, que é sexta-feira, e que nos puséssemos todos de joelhos e a beijássemos para eles verem o acatamento que lhe tínhamos. E assim fizemos. A esses dez ou doze que aí estavam, acenaram-lhe que fizessem assim, e foram logo todos beijá-la.”

Por mais que hoje, inspirados pela história positivista que se ensina em várias escolas brasileiras, se busque negar as raízes católicas do Brasil, ao analisar brevemente alguns trechos da Carta de Caminha com objetividade não se pode ignorar estes fatos. Para nós, católicos, é muito importante ter presente esses símbolos e sermos muito agradecidos a Deus e a Nossa Senhora por nossa identidade cultural e assim sermos cada dia mais coerentes com a nossa fé.

Outro sinal nos é enviado cerca de 217 anos depois do descobrimento: Nossa Senhora Aparecida. Que Ela também seja inspiração para nós e abençoe a nossa pátria amada, abençoe nossas famílias e interceda para que o Brasil seja um país cada dia mais católico.
Termino essas breves linhas com um trecho da Carta de Caminha que deve nos inspirar nos dias de hoje a fazer o que nos pede a Santa Igreja: a Nova Evangelização.

Porém o melhor fruto, que nela se pode fazer, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar.”


Irmão Gilberto Cunha, Sodalício de Vida Cristã.

Imagem: Quadro “Primeira Missa no Brasil”, de Victor Meirelles
http://www.a12.com/noticias/noticia.asp?ntc=raizes_catolicas_do_brasil.html 
 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Iniciativa de jovens promove oração pelo conclave


Daqui a alguns dias, a Igreja terá um novo papa, que será eleito por um conclave, composto por cardeais do mundo inteiro. Pensando em cada cardeal e seguindo as palavras do Santo Padre, de rezar pela Igreja e pelo conclave, cinco jovens de Brasília criaram uma proposta: interceder pelos nossos cardeais que participarão do conclave, aproveitando o chamado à oração e à penitência durante a quaresma. Essa é a ideia da campanha internacional “Unidos ao conclave”.
A campanha, lançada neste domingo (24), funciona de uma forma simples: o jovem acessa o site (www.1conclave.com), faz seu cadastro, recebe um login e uma senha por email, acessa novamente a página e, aleatoriamente, o sistema escolhe um cardeal participante do conclave. Logado, cada jovem poderá atualizar diariamente a quantidade de orações dedicadas ao cardeal. Próximo à data definida para o envio a Roma, a campanha será encerrada. Cada cardeal receberá um cartão, em que verá o número de missas, terços, adorações, jejuns, obras de caridade e  sacríficios oferecidos pelos jovens do mundo todo para ele – o cardeal saberá, também, o nome, o sobrenome e o país de cada jovem que participou da campanha.
Guilherme Cadoiss, de Anápolis (GO), foi apresentado ao site pela namorada. Ele está rezando pelo cardeal Olorunfemi Onaiyekan, da Nigéria. Guilherme diz que utilizar um meio lúdico para estimular a oração foi uma excelente ideia, pelo fato de não apenas convidar o jovem a interceder pelo conclave, mas também poder interagir com ele. Para ele, o jovem compreende melhor que faz parte da realidade eclesial. “É como participar do conclave”, afirma.
De acordo com Ari Ferreira, organizador do site, a ideia da campanha é a estimular a oração em preparação ao Conclave, especialmente no período quaresmal; fortalecer a intercessão jovem para a escolha do sucessor de São Pedro;mostrar que, independente da nacionalidade, idade e personalidade do novo Papa, a juventude se une a ele na próxima Jornada. Ele afirma que a campanha também tem vantagens, como “conhecer e amar um membro do colégio cardinalício” e “fortalecer no universo juvenil a certeza de que somos membros de um mesmo Corpo, cuja cabeça é Cristo, independente da idade, nacionalidade, sexo e carismas”.
De acordo com dados do próprio site, já foram oferecidos mais de 40 mil Pai-Nossos, mais de 76 mil Ave-Marias, quase 32 mil missas, quase 20 mil jejuns, mais de 35 mil terços e mais de 24 mil horas de adorações.

Por Felipe Rodrigues
Jovens Conectados

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Evangelho: 'Você respeita e procura colaborar com as lideranças da Igreja?'


Padre Geraldo Rodrigues, C.Ss.R

Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Recadinho: - Que lugar ocupa Jesus em sua vida? - Quando você considera que passou a realmente seguir os passos de Jesus? - Você respeita e procura colaborar com as lideranças da Igreja? - Pedro é exemplo de fraqueza mas também de arrependimento e firmeza na fé. E você? - Você tem responsabilidades em sua comunidade? Procura desempenhá-las bem?
 Fonte: www.a12.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Angelus: 'Antes de poder falar de Deus e com Deus, é necessário escutá-lo'


Bento XVI falou no Angelus deste domingo (27) sobre a necessidade do homem colocar-se à escuta de Deus.  

“Antes de poder falar de Deus e com Deus, é necessário escutá-lo, e a liturgia da Igreja é a ‘escola’ desta escuta do Senhor que fala”.

O Pontífice destacou na oração o Evangelho dominical em que Jesus é apresentado como “a força do Espírito” que fala à Sinagoga.

O trecho lido por Jesus na Sinagoga é um texto que o Profeta Isaías escreveu sobre o próprio Jesus.

“O Espírito do Senhor está sobre mim, pois o Senhor me consagrou pela unção e me enviou a levar a Boa Nova aos humildes”.

O papa prosseguiu dizendo que a passagem escolhida por Jesus não foi obra do acaso, mas “obra da Divina Providência” e continuou:

“Jesus, de fato, terminada a leitura, em um silêncio cheio de atenção, disse: ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir’”.

Bento XVI destacou em toda a sua reflexão a palavra “hoje”, repetida diversas vezes pelo evangelista Lucas.  

“O termo ‘hoje’, muito querido por São Lucas, relata-nos o título cristológico preferido pelo próprio Evangelista, aquele de Salvador. Já nos relatos da infância, esse está presente nas palavras do anjo aos pastores: ‘Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, Cristo Senhor’”.

Jesus é o “hoje” da Salvação na história. Nele se cumpre a Redenção.

Diante dessa mensagem, Bento XVI reforça a importância de viver um domingo voltado para o Senhor, para o descanso e a família.

“Antes de tudo nos faz pensar no nosso modo de viver o domingo: dia de repouso e da família, mas antes ainda dia de dedicar ao Senhor, participando da Eucaristia, na qual nos alimentamos do Corpo e Sangue de Cristo e da sua Palavra de vida”.

O Evangelho - prossegue o papa - também traz a necessidade do homem colocar-se à escuta do que Deus tem a falar na sua história pessoal.

“Antes de poder falar de Deus e com Deus, é necessário escutá-lo, e a liturgia da Igreja é a ‘escola’ desta escuta do Senhor que fala”.

Nessa atitude de ouvir o que Deus tem a dizer, o papa finalizou sua mensagem dizendo:

“Cada momento pode se tornar um ‘hoje’ propício para a nossa conversão. Cada dia pode se tornar o ‘hoje’ salvífico, pois a salvação é uma história contínua para a Igreja e para cada discípulo de Cristo. Acolha o ‘hoje’ onde Deus te oferece a salvação. A Virgem Maria seja sempre o nosso modelo e a nossa guia no saber reconhecer e acolher, a cada dia da nossa vida, a presença de Deus, Salvador nosso e de toda a humanidade”.

Fonte: www.a12.com

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cresce número de padres católicos em todo o mundo

Estudo realizado pela Agência Fides que apresenta dados extraídos do “Anuário Estatístico da Igreja” (atualizado em 31 de dezembro de 2010) revela que a Igreja católica cresceu em todo o mundo, principalmente na Ásia e na África.

Em 31 de dezembro de 2010, a população mundial era de 6.848.550.000 pessoas, com um aumento de 70.951.000 em relação ao ano anterior. O aumento global também se aplica este ano a todos os continentes: os aumentos mais consistentes estão na Ásia (+40.510.000) e África (+22.144.000) seguidos pela América (+5.197.000), Europa (+2.438.000) e Oceania (+662.000).

Na mesma data de 31 de dezembro de 2010, o número de católicos era 1.195.671.000 pessoas com um aumento total de 15.006.000 pessoas em relação ao ano anterior. O aumento diz respeito a todos os continentes e é maior na África (+6.140.000), América (+3.986.000) e Ásia (+3.801.000); seguem Europa (+894.000) e Oceania (+185.000). A percentagem de católicos aumentou globalmente 0,04%, num total de 17,46%. Em relação aos continentes, houve aumentos em todos os lugares, exceto na Europa: África (+0,21), América (+0,07), Ásia (+ 0,06), Europa (-0,01) e Oceania (+ 0,03).

Também aumentou o número total de bispos e sacerdotes em todo o mundo. O número de bispos atingiu um total de 5.104. Já o número de Sacerdotes atingiu 412.236 padres. A Europa registrou o menor índice de novos padres (-905), enquanto os aumentos se registram na África (+761), América (+40), Ásia (+1.695) e Oceania (+52).

Informações: Arquidiocese de Campinas
Fonte: http://www.a12.com/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Brasil e Portugal acertam detalhes para festa jubilar de suas padroeiras


O Cardeal Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis e o bispo auxiliar da Arquidiocese, Monsenhor Darci José, estiveram recentemente em Fátima, Portugal, em encontro com o bispo de Leiria, Dom António Marto. A visita aconteceu devido a coincidência das datas de 2017, quando será comemorado o Jubileu dos 300 anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba.

Também neste ano será celebrado os 100 anos da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima aos três pastores em Portugal. O Santuário Nacional, a Arquidiocese de Aparecida e o Santuário de Fátima deram início às conversas para uma agenda conjunta de comemorações. Novos encontros e reuniões devem acontecer nos próximos meses para que as atividades sejam definidas.

No mês de março de 2012, uma comitiva de Portugal esteve em Aparecida para dar início as tratativas para as comemorações. Eles visitaram o Santuário Nacional e o Seminário Bom Jesus, sede da Cúria Metropolitana de Aparecida.

 Informações: Arquidiocese de Aparecida

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Epifania do Senhor: Festa da manifestação de Jesus a todos os povos


A festa da Epifania é conhecida também como a festa dos reis magos que irão representar a aceitação futura de toda mensagem de Jesus nas diversas etnias e culturas da terra. Que possamos sempre nos desacomodar e ir de encontro ao que o Senhor nos pede em relação a nós e aos nossos irmãos.

Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: 'Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo'. Ao saber disto, o rei Herodes ficou perturbado assim como toda a cidade de Jerusalém. Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da lei, perguntava-lhes onde o messias deveria nascer. Eles responderam: 'Em Belém, na Judéia, pois assim foi escrito pelo profeta: e tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo'. Então Herodes chamou em segredos os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. Depois os enviou a Belém, dizendo: 'Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo'. Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no oriente, ia diante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho”. (Mt 02, 01-12)

'Onde está o Rei dos Judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo'.

Quando fizemos uma análise do que significava a figura do rei para o povo de Israel no início da sua história, percebemos que era um líder responsável pela manutenção do povo em todos os sentidos. Infelizmente esta figura foi se deteriorando no decorrer do tempo e o mal exemplo doas outras nações, bem como a dominação romana, fez que o rei estivesse mais em busca de seu prazer do que da salvação de seu povo.

Percebemos em Herodes o homem que recebe um poder de Deus mas não sabe utilizá-lo. Fica perdido em seu egoísmo lhe levando automaticamente a sentir medo de suas próprias atitudes.

Os reis magos representam a aceitação do projeto de Deus em outros povos que com humildade reconhecem a presença de Deus na história. O povo de Israel não soube aproveitar a Aliança que Deus fez com eles. Muitas vezes temos grandes tesouros escondidos e não temos coragem de descobri-los e utilizá-los para o nosso bem e para o bem do próximo.

Os presentes oferecidos a Jesus menino são o futuro de sua missão. O ouro representa o reinado, o incenso a sua divindade e a mirra o seu sofrimento. Quando queremos realmente fazer a vontade de Deus teremos que enfrentar a nós mesmos. Precisamos sair de nosso comodismo e relativizar nossas posições. Se Herodes fosse mais corajoso em relação a sua própria pessoa, como foram os magos, certamente iria ir de encontro ao projeto de Deus em Jesus Cristo. O comodismo pode nos levar a morte quando passamos a nos preocupar só com nossos interesses pessoais.

Quanto mais poder temos, mais responsabilidade assumimos não em favor de nós mesmos mas em relação a nossa missão. A humildade dos reis magos é muito importante para nós hoje que pensamos ser os protagonistas da história deixando Deus o nosso Criador em segundo plano.

Devemos nesta festa dos reis magos dar o verdadeiro presente a Jesus que é o nosso coração. Não podemos nos iludir com a compra e a venda do mundo moderno. O ser humano vale muito mais do que isto. Fomos criados para Deus e só nele poderemos encontrar a razão de nossa vida.

Fonte: catolico.org.br, http://www.cancaonova.com
Frei Giribone
freigiribone@catolico.com.br

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Bento XVI: "Onde Deus é esquecido, não existe paz"

"Devemos estar atentos contra a distorção do sagrado”

A rejeição a Deus pelo mundo contemporâneo leva à rejeição do outro, principalmente dos mais vulneráveis”. Foi uma das advertências feitas pelo Papa durante a tradicional Missa do Galo, segunda-feira, 24 de dezembro, na Basílica de São Pedro.

“Estamos completamente ‘cheios’ de nós mesmos, de modo que não resta qualquer espaço para Deus; deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os estrangeiros, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós?” – questionou o Papa na missa, concelebrada no Altar da Confissão por cerca de 30 cardeais. 

No início da cerimônia, de mais de duas horas, acompanhada por um coral em latim, música de órgão e som de trombetas, Bento XVI percorreu a Basílica de São Pedro sobre uma plataforma móvel, saudando e abençoando os fiéis que o aplaudiam.

“Correntes de pensamento muito difundidas afirmam que a religião, em particular o monoteísmo, seria a causa da violência e das guerras no mundo; que seria preciso libertar a humanidade da religião para se estabelecer a paz; que o monoteísmo, a fé em um único Deus, seria prepotência, motivo de intolerância, já que por sua natureza tentaria se impor a todos com a pretensão da única verdade”.

“É certo que o monoteísmo serviu durante a história como pretexto para a intolerância e para a violência” – esclareceu o Pontífice, continuando: “É verdade que uma religião pode se desviar e chegar a se opor à natureza mais profunda quando o homem pensa que deve tomar em suas mãos a causa de Deus, fazendo de Deus sua propriedade privada. Devemos estar atentos contra a distorção do sagrado”.

A este respeito, Bento XVI definiu a violência em nome de Deus como uma “doença da religião”:

“Mas mesmo que seja incontestável um certo uso indevido da religião na história, não é verdade que o "não" a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, se extingue também a dignidade divina do homem”, concluiu Bento XVI

Em seguida, o Papa convidou os fiéis a “irem ‘virtualmente’ a Belém, aos lugares onde o Senhor viveu, trabalhou e sofreu:

“Rezemos nesta hora pelas pessoas que atualmente vivem e sofrem em Belém. Rezemos para que lá haja paz. Rezemos para que israelenses e palestinos possam conduzir sua vida na paz do único Deus e na liberdade. Peçamos também pelos países vizinhos – o Líbano, a Síria, o Iraque, etc. – para que lá se consolide a paz. Que os cristãos possam conservar suas casas naqueles países onde teve origem a nossa fé; que cristãos e muçulmanos construam, juntos, seus países, na paz de Deus”.

Publicamos a seguir a íntegra da homilia proferida por Bento XVI na Missa do Galo, na noite desta segunda, 24, na Basílica de São Pedro. A tradução em português  é de autoria da Secretaria de Estado do Vaticano.

"Amados irmãos e irmãs!

A beleza deste Evangelho não cessa de tocar o nosso coração: uma beleza que é esplendor da verdade. Não cessa de nos comover o facto de Deus Se ter feito menino, para que nós pudéssemos amá-Lo, para que ousássemos amá-Lo, e, como menino, Se coloca confiadamente nas nossas mãos. Como se dissesse: Sei que o meu esplendor te assusta, que à vista da minha grandeza procuras impor-te a ti mesmo. Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar.

Sempre de novo me toca também a palavra do evangelista, dita quase de fugida, segundo a qual não havia lugar para eles na hospedaria. Inevitavelmente se põe a questão de saber como reagiria eu, se Maria e José batessem à minha porta. Haveria lugar para eles? E recordamos então que esta notícia, aparentemente casual, da falta de lugar na hospedaria que obriga a Sagrada Família a ir para o estábulo, foi aprofundada e referida na sua essência pelo evangelista João nestes termos: «Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram» (Jo 1, 11). 

Deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os prófugos, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós? Temos tempo e espaço para Ele? Porventura não é ao próprio Deus que rejeitamos? Isto começa pelo facto de não termos tempo para Ele. Quanto mais rapidamente nos podemos mover, quanto mais eficazes se tornam os meios que nos fazem poupar tempo, tanto menos tempo temos disponível. 

E Deus? O que diz respeito a Ele nunca parece uma questão urgente. O nosso tempo já está completamente preenchido. Mas vejamos o caso ainda mais em profundidade. Deus tem verdadeiramente um lugar no nosso pensamento? A metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele não deva existir. Mesmo quando parece bater à porta do nosso pensamento, temos de arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado «sério», deve ser configurado de modo que a «hipótese Deus» se torne supérflua. E também nos nossos sentimentos e vontade não há espaço para Ele. Queremo-nos a nós mesmos, queremos as coisas que se conseguem tocar, a felicidade que se pode experimentar, o sucesso dos nossos projectos pessoais e das nossas intenções. Estamos completamente «cheios» de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus. E por isso não há espaço sequer para os outros, para as crianças, para os pobres, para os estrangeiros. 

A partir duma frase simples como esta sobre o lugar inexistente na hospedaria, podemos dar-nos conta da grande necessidade que há desta exortação de São Paulo: «Transformai-vos pela renovação da vossa mente» (Rm 12, 2). Paulo fala da renovação, da abertura do nosso intelecto (nous); fala, em geral, do modo como vemos o mundo e a nós mesmos. 

A conversão, de que temos necessidade, deve chegar verdadeiramente até às profundezas da nossa relação com a realidade. Peçamos ao Senhor para que nos tornemos vigilantes quanto à sua presença, para que ouçamos como Ele bate, de modo suave mas insistente, à porta do nosso ser e da nossa vontade. Peçamos para que se crie, no nosso íntimo, um espaço para Ele e possamos, deste modo, reconhecê-Lo também naqueles sob cujas vestes vem ter conosco: nas crianças, nos doentes e abandonados, nos marginalizados e pobres deste mundo.

Na narração do Natal, há ainda outro ponto que gostava de reflectir juntamente convosco: o hino de louvor que os anjos juntam à sua mensagem acerca do entoam depois de anunciar o Salvador recém-nascido: «Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens do seu agrado». Deus é glorioso. Deus é pura luz, esplendor da verdade e do amor. Ele é bom. É o verdadeiro bem, o bem por excelência. Os anjos que O rodeiam transmitem, primeiro, a pura e simples alegria pela percepção da glória de Deus.

O seu canto é uma irradiação da alegria que os inunda. Nas suas palavras, sentimos, por assim dizer, algo dos sons melodiosos do céu. No canto, não está subjacente qualquer pergunta sobre a finalidade; há simplesmente o facto de transbordarem da felicidade que deriva da percepção do puro esplendor da verdade e do amor de Deus. Queremos deixar-nos tocar por esta alegria: existe a verdade; existe a pura bondade; existe a luz pura. 

Deus é bom; Ele é o poder supremo que está acima de todos os poderes. Nesta noite, deveremos simplesmente alegrar-nos por este fato, juntamente com os anjos e os pastores.
E, com a glória de Deus nas alturas, está relacionada a paz na terra entre os homens. Onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz. Hoje, porém, há correntes generalizadas de pensamento que afirmam o contrário: as religiões, mormente o monoteísmo, seriam a causa da violência e das guerras no mundo; primeiro seria preciso libertar a humanidade das religiões, para se criar então a paz; o monoteísmo, a fé no único Deus, seria prepotência, causa de intolerância, porque pretenderia, fundamentado na sua própria natureza, impor-se a todos com a pretensão da verdade única. 

É verdade que, na história, o monoteísmo serviu de pretexto para a intolerância e a violência. É verdade que uma religião pode adoecer e chegar a contrapor-se à sua natureza mais profunda, quando o homem pensa que deve ele mesmo deitar mão à causa de Deus, fazendo assim de Deus uma sua propriedade privada. Contra estas deturpações do sagrado, devemos estar vigilantes. Se é incontestável algum mau uso da religião na história, não é verdade que o «não» a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então, este deixa de ser a imagem de Deus, que devemos honrar em todos e cada um, no fraco, no estrangeiro, no pobre. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros. 

Os tipos de violência arrogante que aparecem então com o homem a desprezar e a esmagar o homem, vimo-los, em toda a sua crueldade, no século passado. Só quando a luz de Deus brilha sobre o homem e no homem, só quando cada homem é querido, conhecido e amado por Deus, só então, por mais miserável que seja a sua situação, a sua dignidade é inviolável. Na Noite Santa, o próprio Deus Se fez homem, como anunciara o profeta Isaías: o menino nascido aqui é «Emmanuel – Deus-connosco» (cf. Is 7, 14). E verdadeiramente, no decurso de todos estes séculos, não houve apenas casos de mau uso da religião; mas, da fé no Deus que Se fez homem, nunca cessou de brotar forças de reconciliação e magnanimidade. Na escuridão do pecado e da violência, esta fé fez entrar um raio luminoso de paz e bondade que continua a brilhar.

Assim, Cristo é a nossa paz e anunciou a paz àqueles que estavam longe e àqueles que estavam perto (cf. Ef 2, 14.17). Quanto não deveremos nós suplicar-Lhe nesta hora! Sim, Senhor, anunciai a paz também hoje a nós, tanto aos que estão longe como aos que estão perto. Fazei que também hoje das espadas se forjem foices (cf. Is 2, 4), que, em vez dos armamentos para a guerra, apareçam ajudas para os enfermos. Iluminai a quantos acreditam que devem praticar violência em vosso nome, para que aprendam a compreender o absurdo da violência e a reconhecer o vosso verdadeiro rosto. Ajudai a tornarmo-nos homens «do vosso agrado»: homens segundo a vossa imagem e, por conseguinte, homens de paz.

Logo que os anjos se afastaram, os pastores disseram uns para os outros: Coragem! Vamos até lá, a Belém, e vejamos esta palavra que nos foi mandada (cf. Lc 2, 15). Os pastores puseram-se apressadamente a caminho para Belém – diz-nos o evangelista (cf. 2, 16). Uma curiosidade santa os impelia, desejosos de verem numa manjedoura este menino, de quem o anjo tinha dito que era o Salvador, o Messias, o Senhor. A grande alegria, de que o próprio anjo falara, apoderara-se dos seus corações e dava-lhes asas.

Vamos até lá, a Belém: diz-nos hoje a liturgia da Igreja. Trans-eamus – lê-se na Bíblia latina – «atravessar», ir até lá, ousar o passo que vai mais além, que faz a «travessia», saindo dos nossos hábitos de pensamento e de vida e ultrapassando o mundo meramente material para chegarmos ao essencial, ao além, rumo àquele Deus que, por sua vez, viera ao lado de cá, para nós. Queremos pedir ao Senhor que nos dê a capacidade de ultrapassar os nossos limites, o nosso mundo; que nos ajude a encontrá-Lo, sobretudo no momento em que Ele mesmo, na Santa Eucaristia, Se coloca nas nossas mãos e no nosso coração.

Vamos até lá, a Belém! Ao dizermos estas palavras uns aos outros, como fizeram os pastores, não devemos pensar apenas na grande travessia até junto do Deus vivo, mas também na cidade concreta de Belém, em todos os lugares onde o Senhor viveu, trabalhou e sofreu. Rezemos nesta hora pelas pessoas que atualmente vivem e sofrem lá. Rezemos para que lá haja paz. Rezemos para que Israelitas e Palestinos possam conduzir a sua vida na paz do único Deus e na liberdade. Peçamos também pelos países vizinhos – o Líbano, a Síria, o Iraque, etc. – para que lá se consolide a paz. Que os cristãos possam conservar a sua casa naqueles países onde teve origem a nossa fé; que cristãos e muçulmanos construam, juntos, os seus países na paz de Deus.

Os pastores apressaram-se… Uma curiosidade santa e uma santa alegria os impelia. No nosso caso, talvez aconteça muito raramente que nos apressemos pelas coisas de Deus. Hoje, Deus não faz parte das realidades urgentes. As coisas de Deus – assim o pensamos e dizemos – podem esperar. E todavia Ele é a realidade mais importante, o Único que, em última análise, é verdadeiramente importante. Por que motivo não deveríamos também nós ser tomados pela curiosidade de ver mais de perto e conhecer o que Deus nos disse? Supliquemos-Lhe para que a curiosidade santa e a santa alegria dos pastores nos toquem nesta hora também a nós e assim vamos com alegria até lá, a Belém, para o Senhor que hoje vem de novo para nós.

 Amém.

Fonte: Arquidiocese de Maringá