domingo, 16 de dezembro de 2012

Ano da Fé: De que maneira o Filho de Deus é homem


Jesus é humano porque tem uma alma e um conhecimento humanos, tem vontade humana e tem um corpo humano. E essa natureza humana de Cristo pertence à pessoa divina do Filho de Deus que a assumiu. Assim, em sua alma como em seu corpo, Cristo exprime humanamente os modos divinos de agir da Trindade. O Concílio Vaticano II diz: “O Filho de Deus trabalhou com mãos humanas, pensou com inteligência humana, agiu com vontade humana, amou com coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado” (GS 22,2).

Ao se fazer semelhante a nós em tudo, menos no pecado, Jesus se solidarizou conosco a ponto de conhecer nossa dor e sofrimento como ninguém e apontar-nos o caminho da salvação.

Fonte: Material disponível pela Arquidiocese de Maringá.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Bento XVI: Jesus é a alegria de Maria e a alegria da Igreja


Na tradicional homenagem a Maria Imaculada, realizada no dia 8 de dezembro na Praça da Espanha, no centro de Roma, o Papa Bento XVI remarcou que "Jesus é a alegria de Maria e a alegria da Igreja”.

O Santo Padre assinalou que "a alegria de Maria é plena, porque não há sombra de pecado no seu coração. Esta alegria coincide com a presença de Jesus em sua vida: Jesus concebido e levado no seu ventre e quando criança confiado a seus cuidados maternais, adolescente, jovem e homem maduro. Jesus que sai de casa, seguido a distancia com a fé até a Cruz e a Ressurreição".

Bento XVI assinalou que Maria Imaculada "nos fala da alegria, a verdadeira alegria que se experimenta no coração liberado do pecado".

Enquanto que "o pecado traz consigo uma tristeza negativa, que nos induz a fechar-nos em nós mesmos", assinalou o Papa, "a Graça traz a verdadeira alegria que não depende de possuir coisas, mas tem suas raízes no mais íntimo, no mais profundo da pessoa, e que nada, nem ninguém pode tirar".

"O cristianismo é essencialmente um ‘evangelho’, uma ‘boa notícia’, porém alguns pensam que é um obstáculo à alegria, já que vêem nele uma série de proibições e regras".

O Santo Padre remarcou que "na realidade, o cristianismo é o anúncio da vitória da Graça sobre o pecado, da vida sobre a morte".

Se isto "implica alguns sacrifícios e disciplina da mente, do coração e do comportamento", explicou o Papa, "é precisamente porque no homem há a raiz venenosa do egoísmo, que prejudica a si mesmo e aos demais, portanto, devemos aprender a dizer não à voz do egoísmo e sim à voz do amor autêntico”.

Bento XVI também indicou que sempre é motivo de surpresa e reflexão "o fato de que o momento decisivo para o futuro da humanidade, o momento em que Deus se fez homem, esteja rodeado de um grande silêncio".

"O encontro entre o mensageiro divino e a Virgem Imaculada passa totalmente despercebido: ninguém sabe, ninguém fala disso. É um acontecimento que, se tivesse acontecido em nosso tempo, não deixaria rastro nos jornais e nas revistas, porque é um mistério que acontece no silêncio".

O Santo Padre sublinhou que "o que é realmente grande frequentemente passa despercebido e o silêncio aprazível se revela mais frutífero que a frenética agitação que caracteriza nossas cidades, mas que - com as devidas proporções – esta agitação já era vivida nas grandes cidades de então, como Jerusalém".

Esta agitação, explicou o Papa, corresponde "àquele ativismo que nos impede de parar, estar tranquilos para escutar o silêncio no qual o Senhor nos deixa ouvir sua voz discreta".

"Maria, no dia que recebeu o anúncio do Anjo, estava com uma atitude de recolhimento e ao mesmo tempo aberta à escuta de Deus. Nela não havia obstáculo algum, nada que a separasse de Deus".

Bento XVI assinalou que "este é o significado do seu ser sem pecado original: sua relação com Deus está livre da mais mínima imperfeição, não há separação, não há sombra de egoísmo, mas sim uma sintonia perfeita: seu pequeno coração humano está perfeitamente ‘centrado’ no grande coração de Deus".

"A voz de Deus não pode ser reconhecida no ruído e na agitação; seu desenho na nossa vida pessoal e social não se percebe ficando na superfície, mas indo a um nível mais profundo, onde as forças não são de índole econômica ou política, mas morais e espirituais. É ali, onde Maria nos convida a ir e a sintonizar com a ação de Deus”.

Fonte: http://arquimaringa.org.br/

Justiça decide que a frase “Deus seja louvado” permaneça nas cédulas de Real


A decisão é provisória e o processo segue agora os trâmites normais


A 7ª Vara de Justiça de São Paulo rejeitou o pedido do Ministério Público Federal do mesmo estado para que a União e o Banco Central retirassem a frase “Deus seja Louvado” cédulas de real. Segundo a justiça brasileira manter a frase não é uma intromissão do Estado para que a pessoa adote uma crença religiosa.

Para a juíza federal Diana Brunstein, "a menção a expressão Deus nas cédulas monetárias não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença. 

Segundo a juíza, a "alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda ".

Do mesmo modo, Brunstein afirmou que “não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido”.

Por sua parte, o Banco Central explicou que a frase religiosa está amparada pela Constituição de 1988, em cujo preâmbulo se afirma que esta foi promulgada “sob o amparo de Deus”. Entretanto o lema já havia sido impresso em 1986 nas notas de cruzado, por determinação do então presidente José Sarney, hoje presidente do Senado.

De acordo com o Portal de notícias G1, do grupo Globo “A decisão é provisória e o processo segue agora os trâmites normais. Não há previsão de quando a ação será julgada. O que foi negado foi o pedido de antecipação de tutela, pois a Justiça interpretou não se tratar de algo urgente”.

Segundo o Censo de 2010, 64,6 por cento dos 123 milhões de brasileiros se declara católico e 22,2 por cento afirma ser evangélico. O resto da população é espírita ou de algum acredito de origem africana. 8,0 por cento afirma não ter uma religião definida e só 615.096 brasileiros se declararam ateus. O Brasil segue sendo a nação com mais católicos no mundo.


Fonte: http://arquimaringa.org.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna


Para o ateu moderno, acostumado a dar valor só ao que julga provado pela ciência, o milagre de Guadalupe, no México, é no mínimo constrangedor. Pois a ciência prova que houve milagre!
Valdis Grinsteins
Uma pessoa não totalmente atéia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou... converter-se.
Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.(1)
Breve resumo da história
No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938.(2) Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.
Os olhos da imagem
Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico?
Tentativa de apagar o milagre
Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.
E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.
Fonte: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?idmat=78F44B7B-3048-560B-1C0E887EA3F01DB6&mes=Janeiro2006
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Notas :
1. Para a elaboração deste artigo, utilizamos o material publicado no site http://www.reinadelcielo.org/estructura.asp?intSec=1&intId=42, ao qual remetemos os leitores interessados em mais dados.

Retrato do Padre (de um manuscrito medieval)

Um padre deve ser,
ao mesmo tempo,
pequeno e grande,
de espírito nobre,
com sangue real,
simples e espontâneo como um lavrador,
um herói no domínio de si,
um homem que lutou com Deus,
uma fonte de santificação,
um pecador que Deus perdoou,
senhor de seus desejos,
um servidor humilde para os tímidos e fracos,
que não se rebaixa diante dos poderosos
mas se curva diante dos pobres;
discípulo de seu Senhor,
chefe de seu rebanho;
um mendigo de mãos largamente abertas,
um portador de inúmeros dons,
um homem no campo de batalha;
uma mãe para confortar os doentes,
com a sabedoria da idade
e a confiança de um menino;
voltado para o alto,
os pés na terra…
feito para a alegria,
experimentado no sofrimento,
imune a toda inveja,
que se vê longe…
que fala com franqueza,
um inimigo da preguiça,
uma pessoa que se mantém sempre fiel.

Aos Diretores Espirituais:

Padre Antonio Carlos da Silva - Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul e Paróquia Imaculada Conceição de Uniflor - Pr.



Padre Jeferson Batista da Cruz - Paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Paranacity - Pr.


Fonte: http://blogdocanteli.blogspot.com.br/2012/12/retrato-do-padre-de-um-manuscrito.html

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ano da Fé: O que é a encarnação?

A Igreja denomina encarnação o fato de o Filho de Deus ter assumido uma natureza humana para realizar nela a nossa salvação. Isso não significa que Jesus Cristo seja em parte Deus e em parte homem, nem que ele seja o resultado de uma mistura confusa entre o divino e o humano. Ele se fez verdadeiramente homem permanecendo verdadeiro Deus. Ele é cem por cento humano sem deixar de ser cem por cento divino.

Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus que se fez homem, nosso irmão, e isto sem deixar de ser Deus, nosso Senhor.

Advento


O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como se pode deduzir da própria palavra “advento” que se origina do verbo latino advenire, que quer dizer chegar.
Advento quer dizer chegada, vinda. Originalmente, a palavra advento era usada pelos antigos romanos para anunciar a visita do seu soberano às províncias fora de Roma. Isto significava para o povo um tempo de preparação, para que quando o rei chegasse tudo estivesse em ordem. Mais tarde, os cristãos começaram a designar “advento” as semanas que antecedem e preparam a festa do nascimento de Jesus.
Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.
O Advento celebra a vinda de Jesus Cristo no tempo e na historia dos seres humanos, para trazer-lhes a salvação. É, portanto, o tempo da expectativa, e o cristão é chamado a vivê-lo em plenitude para poder receber dignamente o Senhor no momento em que vier.
As atitudes interiores que nos preparam melhor para esta vinda podem ser assim expressas:
- Manter-se vigilante na fé, na oração, em uma abertura atenta e disponível para reconhecer os “sinais” da vinda do Senhor em todas as circunstancias e momentos da vida e até o fim dos tempos.
- Andar no caminho traçado por Deus, sem se desviar por caminhos tortuosos.
- Manter um coração pobre e vazio de si, imitando São José, Nossa Senhora, João Batista e os outros “pobres” do evangelho, que, precisamente por serem pobres e humildes, souberam reconhecer em Jesus o Filho de Deus que veio salvar a todos.
Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância.

A coroa do Advento.

A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até forma circular da coroa, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa perfeição, harmonia e eternidade. 
Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas no Brasil tem-se propagado o costume de se usar velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

Campanha para evangelização.

No Advento a CNBB lança a cada ano a “Campanha para a Evangelização” a fim de despertar mais vivamente a consciência do cristão para essa missão da Igreja, que é de evangelizar todos os povos.
Utilizando o material que todo ano é distribuído, as celebrações dominicais do Advento poderão ser dinamizadas de modo a envolver todos os membros de nossas paróquias e comunidades na Coleta da Campanha para a Evangelização, a ser realizada no terceiro Domingo do Advento.
Lembramos que o gesto concreto dessa Coleta, além do percentual destinado à CNBB, ajuda a própria Diocese nos trabalhos pastorais e evangelizadores. Através dessa prestação de contas, pode-se constatar como é importante a doação de todos para que a nossa Igreja continue evangelizando mais e melhor.
Participar da celebração eucarística neste tempo do Advento significa acolher e reconhecer o Senhor, que continuamente vem ficar no meio de nós e segui-lo no caminho que leva ao Pai. Afim de que, com sua vinda gloriosa no fim dos tempos, ele nos introduza todos juntos no Reino, para fazer-nos tomar parte na vida eterna, com os bem-aventurados e os santos do céu.
Fonte: http://blogdocanteli.blogspot.com.br/2012/12/advento.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hora da Graça Universal


Venho lembrar-lhes que neste dia 08 de dezembro às 12:00h, Dia da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, realizá-se às 12:00hrs. a HORA DA GRAÇA UNIVERSAL, à pedido da adorável MÃE de Jesus, em Montchiari -Fontanele, na Itália, por meio de uma humilde enfermeira, mais tarde, perseguida e relegada ao esquecimento pelos sacerdotes da região.

Em Cruzeiro do Sul: Hora da Graça Universal na Igreja Matriz da Paróquia São Judas Tadeu, às 12:00 horas.

08 DE DEZEMBRO ÀS 12:00 HRS. – HORA DA GRAÇA UNIVERSAL: Mensagens de Nossa Senhora Rosa Mística em Montichiari-Fontanelle
PRIMEIRA APARIÇÃO (PRIMAVERA DE 1.947): 
Pierina, enfermeira no hospital de Montichiari, viu em um dos quartos uma senhora muito bonita, de vestido roxo, com um véu branco na cabeça e no peito três espadas. Seu semblante era de muita tristeza. Ela disse a Pierina apenas três palavras: “Oração, sacrifício e penitência”. Depois, calou-se e desapareceu.
SEGUNDA APARIÇÃO (13.07.47):
De novo a Senhora aparece a Pierina, numa sala do hospital. Vestia-se de branco e no peito trazia três rosas: uma branca, outra vermelha e a terceira amarelo dourada. Ela nesse dia apresentou-se e disse porque veio e o que queria.“Sou a Mãe de Jesus e de todos vós”.
“O Senhor envia-Me a fim de promover uma devoção mariana mais eficaz entre os institutos e congregações religiosas, masculinos e femininos, e entre todos os sacerdotes. Prometo a todos, os que Me honrarem mais, a Minha proteção, o florir de vocações e muitas conversões. Peço que se inicie todo o dia primeiro de cada mês uma trezena. Prometo a todos que fizerem esta trezena muitas graças e santidade de vocações. Desejo que o dia 13 de julho de cada ano seja dedicado a Maria Rosa Mística”.
TERCEIRA APARIÇÃO (22.10.47):
Nossa Senhora aparece novamente a Pierina, desta vez na capela do hospital, e lhe diz, entre outras coisas:“Coloco-Me como medianeira entre os homens e o Meu Divino Filho e, em particular, entre as almas dos religiosos. Ele está cheio de tristeza com as ofensas que recebe diariamente e quer dar curso a Sua Justiça”.Depois, desaparecendo, diz:“Vive de amor”.
QUARTA APARIÇÃO (16.11.47):
Deu-se na igreja de Montichiari e Nossa Senhora disse ainda que o Seu Divino Filho estava muito magoado com as ofensas que continuava a receber dos homens e com os pecados contra a santa pureza.“Ele está para enviar um dilúvio de castigos… Intervim para implorar ainda a misericórdia, e em reparação peço oração e penitência”Pierina pergunta-Lhe: Seremos perdoados? – E Nossa Senhora responde:“Sim, contanto que se combata em toda a parte o pecado da impureza”.
QUINTA APARIÇÃO (22.11.47):
Nesta aparição, Nossa Senhora promete a Pierina que voltará à igreja no dia 8 de dezembro, pelo meio-dia, quando será a “Hora da Graça”. Pierina pergunta-Lhe: O que significa “Hora da Graça?” – Nossa Senhora lhe responde: “Conversões em massa”.
SEXTA APARIÇÃO (07.12.47):
Nossa Senhora aparece a Pierina, dentro da igreja. Estava envolvida num manto branco e trazia ao lado um menino e uma menina. Neste momento Pierina pôde contemplar o Coração resplandecente de Nossa Senhora e ouvir: “Quero mostrar o Meu Coração Imaculado que dos homens é muito pouco conhecido”. Pierina pergunta-Lhe: Quem são estas crianças?“São Jacinta e Francisco”, responde Nossa Senhora.
“Eles a acompanharão nos momentos difíceis pois, embora crianças, menores que você, sofreram bastante. O que peço a você é: bondade e simplicidade como estas crianças”. E desapareceu.
SÉTIMA APARIÇÃO (08.12.47):
Como toda a população de Montichiari ficou sabendo que Nossa Senhora ia aparecer neste dia, a igreja, ao meio-dia, ficou superlotada. Havia tantas pessoas que Pierina encontrou dificuldades para chegar ao lugar onde estava habituada a rezar. Ajoelhou-se e deu início à reza do terço. De súbito, exclamou: Oh! A Senhora.Neste momento, fez-se na igreja silêncio absoluto. Nossa Senhora aparece sorrindo, de pé, sobre uma escadaria branca, enfeitada nas laterais de rosas brancas, vermelhas e amarelas; e disse: “Eu sou a Imaculada Conceição. Sou a Mãe da Graça, Mãe do Meu Divino Jesus Cristo”.
Desejo que todos os anos, no dia 8 de dezembro, tenha lugar, ao meio-dia, a Hora da Graça Universal, quando numerosos favores para a alma e para o corpo serão distribuídos. Os bons não deixem de orar pelos seus irmãos pecadores. Comuniquem, rapidamente, este Meu desejo ao Papa Pio XII, para que a Hora da Graça se transforme num hábito praticado por todos, em todas as partes do mundo”.Curas: neste dia deram-se duas curas, a de uma criança de 5 ou 6 anos que, por causa da poliomielite, não podia andar nem manter-se de pé, e a de uma moça de 26 anos, que há 12 anos não falava. Ambos ficaram curados instantaneamente.
APARIÇÕES EM FONTANELLE (1.966).
A partir de 1966, Pierina mudou-se para Fontanelle (subúrbio rural, a 2km de Montichiari), onde as aparições continuaram, principalmente numa fonte onde Nossa Senhora, num gesto amoroso de humildade, tocou com Seus Dedos a água, batizando-a como “Fonte da Graça”.Sucederam-se muitas outras aparições nas quais Nossa Senhora reforçava os pedidos que foram feitos desde a primeira.
Destacamos duas:
EM 17 DE JANEIRO DE 1.971:
Nossa Senhora volta a insistir a Pierina a respeito da reza do terço, dizendo:“Um terço bem rezado devotamente é um penhor para qualquer intercessão; é a contemplação dos mistérios da fé.
O Pai Nosso é a prece da união. A prece do Senhor.
O Glória é a prece da glorificação da Santíssima Trindade.
Diga aos Meus filhos que rezem o santo terço”.

EM DATA RECENTE (1.984):
Nossa Senhora pede a Pierina que providencie 40 imagens de “Maria Rosa Mística” tal como ela A via e que as colocasse na escadaria da fonte de Fontanelle. Ela própria iria benzer estas imagens e depois de terem sido bentas, deveriam ser distribuídas pelo mundo todo como uma forma de Nossa Senhora estar presente onde quer que uma destas imagens estivesse. Assim foi feito e no dia 08.09.84 Nossa Senhora aparece nesta fonte, benze estas imagens e diz: “Como prometi, onde quer que cheguem estas imagens, Eu estarei presente e levo graças abundantes do Senhor”.E no dia 3 de outubro de 1.984, chega a José Bonifácio, endereçada ao Monsenhor Ângelo Angioni, uma destas 40 imagens. Com ela veio uma carta explicando:
“Esta Madona “Maria Rosa Mística”, Mãe da Igreja, foi entregue hoje para a região de José Bonifácio – Brasil, com a determinação de que se reze onde quer que ela se encontre”.

Pedidos da Mãe Celeste, manifestados nas aparições à vidente Pierina Gilli:
* Ser o dia 13 de cada mês consagrado a uma especial devoção à Santíssima Virgem, preparando-nos com a oração dos 12 dias anteriores.
* Ser o dia 13 de julho de cada ano festejado em honra de “Maria Rosa Mística”.
* No dia 13 de outubro, também de cada ano, tomar parte na Comunhão reparadora
* A 8 de dezembro de cada ano, celebrar, ao meio-dia, a Hora da Graça Universal.
* Ir em procissão à Fonte Bendita, com oração de penitência.
Fonte: http://www.terraemtransicao.com

08 de Dezembro – Imaculada Conceição


Os dogmas marianos manifestam a importância que a Igreja dá a Maria, a Mãe de Jesus Cristo. Em toda a longa tradição cristã, os dogmas marianos concentram nossa atenção na glória de Deus que brilha sobre a Mãe de Jesus. São verdades que iluminam a vida espiritual dos cristãos. Referentes a Maria, a Igreja afirma quatro dogmas: Maternidade Divina, Virgindade Perpétua, Imaculada Conceição e Assunção. Constituem verdade que os cristãos aceitam, aprofundam e vivenciam na comunidade de fé.

O anjo já havia dito: Maria é cheia de graça de Deus (Lc. 1,28.30). O próprio Senhor a escolheu e preparou, desde sempre, para que fosse capaz de realizar tão alta missão de ser mãe do Filho de Deus. É isso que a Igreja ensina com o Dogma da Imaculada Conceição: por causa de Jesus, Deus preservou Maria de toda mancha de pecado, para que ela pudesse ser uma morada digna para o Salvador. Então, desde sua conceição, isto é, desde o primeiro instante de sua vida, Maria foi “Imaculada”, que quer dizer, sem mácula, sem MANCHA DE PECADO. Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria.
Fonte: Brustolin, Pe. Leomar. A Fé Cristã para Catequistas: Conteúdos e sugestões práticas. São Paulo: Paulinas, 2008.

Desde o princípio e antes de o mundo existir, Ela (Maria) esteve no pensamento de Deus.

Foi o próprio Deus o primeiro a falar de Maria e a traçar-lhe um destino único. A sua sublime grandeza teve início na eternidade. Começou antes da formação do mundo. Desde o princípio, Maria esteve presente no pensamento do Eterno Pai, integrada à idéia do Redentor, de cujo destino fazia parte. Há muito que Deus respondeu à pergunta do incrédulo: “Que necessidade tinha Deus do auxílio de Maria?” Deus podia dispensá-la inteiramente como, aliás, ao próprio Jesus. Mas o plano de Deus para a nossa salvação incluiu Maria. Colocou-a ao lado do Redentor desde o momento em que decretou a existência d’Este. Foi mais longe: colocou-a no lugar de Mãe do Redentor, e, como consequência necessária, como Mãe de todas as criaturas que estavam no plano de salvação.
Maria ocupa, desta forma, desde a eternidade, uma posição elevada, única entre as criaturas, absolutamente incomparável com a mais sublime de entre elas, diferente na idéia divina, diferente na preparação recebida; e, por conseguinte, já distinta das demais criaturas na primeira profecia da Redenção, dirigida a Satã: “Eu porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua descendência e a dela; esta te esmagará a cabeça e tu procurarás picá-la ao calcanhar” (Gn 3,15). Eis a Redenção futura sintetizada pelo mesmo Deus. Maria ocupará, indiscutivelmente, o seu lugar; já antes de nascer, e depois de nascer, e para todo o sempre, ela é a inimiga de Satã; está abaixo do Salvador, mas junto d’Ele e semelhante a Ele (Gn 2,18), muito acima de todos os outros seres criados. Nenhum profeta, nem o Batista, está tão intimamente relacionado com Cristo; nenhum rei, nenhum chefe, apóstolo ou evangelista, mesmo Pedro e Paulo; nem o maior dos papas, dos pastores, dos doutores; nenhum santo, nem David, nem Salomão, nem Moisés, nem Abraão. Nenhum deles! Maria está acima de todas as criaturas que existirem através dos tempos, ela foi por Deus escolhida para Cooperadora na obra da salvação do gênero humano.
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 270.