sexta-feira, 8 de março de 2013

Ano da Fé: As chaves do Reino


Podemos dizer que para entrar no Reino de Deus precisamos que as portas se abram. E as chaves do Reino, Jesus as confiou à Igreja. A comunidade dos apóstolos, cuja cabeça é Pedro, é quem recebe esse poder das chaves. Ele designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. O poder de ligar e desligar significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. A Igreja de Cristo deve continuar a missão de Jesus: implantar neste mundo o Reino de Deus.

Dom Darci fala sobre jubileu de 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil



O bispo auxiliar de Aparecida, Dom Darci José Nicioli apresentou o projeto da celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida na ultima quarta-feira (06) durante reunião em Brasília.
Em entrevista ao Portal A12, Dom Darci falou sobre a proposta do jubileu do encontro da imagem milagrosa de Nossa Senhora Aparecida encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717, elaborada em conjunto pela Arquidiocese de Aparecida, a pedido do Cardeal Arcebispo, Dom Raymundo Damasceno Assis.
Entre as propostas estão construções, atividades oracionais envolvendo outros países, como Portugal e também envolvendo as Igrejas particulares, unindo todo o Brasil em oração.
“O jubileu, o período de preparação e as festividades de 2017 devem ser uma grande obra evangelizadora para todo o Brasil, pois entendemos que Nossa Senhora Aparecida está no coração de todo brasileiro”, afirmou o bispo auxiliar.
Dom Darci explicou que o projeto será feito a nível nacional e internacional.
“Será uma oportunidade de promover a evangelização e reavivar o sentimento de corpo eclesial católico pela devoção do povo à mãe Deus sob o título de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil”, afirmou.
Os preparativos para o grande jubileu já começaram no ano passado com a meditação dos mistérios do Rosário como itinerário de reflexão para o quinquênio. Neste ano serão refletivos os temas luminosos, cujo tema da Festa da Padroeira em outubro será ‘Com a Mãe Aparecida, seguimos Jesus, nossa Luz!’.
A nível internacional, Dom Darci explicou que o jubileu será festejado em sintonia com o Santuário de Fátima, que celebra em outubro de 2017 os 100 anos das aparições de Maria.
“Vamos fazer oficialmente uma entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Santuário de Fátima em Portugal no ano que vem em 2014 e depois uma entronização oficial da imagem de Nossa Senhora de Fátima na Basílica de Aparecida”.
No aspecto nacional, Dom Darci ressaltou que será feito um triênio preparatório entre os anos de 2014 e 2016 e durante este período há possibilidade da visita da Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida às capitais dos estados brasileiros.
Ainda entre as atividades propostas para o jubileu estão previstos a construção de um campanário para Capela das Velas que já foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a publicação de um livro reunindo as obras do interior do Santuário e a construção do ‘Centro de Maria’ na Cidade do Romeiro.
“Será um centro interativo reunindo som, luz e imagem para evangelizar de um jeito moderno”, afirmou Dom Darci.

Caminho do Rosário – Dom Darci José adiantou que será construído o ‘Caminho do Rosário’, ligando a Cidade do Romeiro ao Porto Itaguassu, local do encontro da Imagem da Padroeira.

“Este caminho será incrementado por mais de cem esculturas em tamanho natural, retratando as 20 cenas do mistério do Rosário e desta forma essa caminhada se torna oracional”, concluiu Dom Darci.

Fonte: www.a12.com

segunda-feira, 4 de março de 2013

Semana Santa 2013


Semana Santa, tempo da misericórdia do Pai, da ternura do Filho e do amor do Espírito Santo.

Esta semana chama-se Santa porque nos introduz diretamente no mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Cada um desses acontecimentos tem um conteúdo eminentemente profético e salvífico.

O fiel cristão – verdadeiramente apaixonado por Jesus Cristo – não pode deixar de acompanhar ativamente a Liturgia da Semana Santa. Infelizmente, a maioria dos católicos tem outras preferências na semana mais santa do ano. Não são capazes de “vigiar e orar” uma só hora com Jesus (cf. Mc 14, 37-38).

Nós queremos acompanhar os passos de Cristo e sentir de perto o que vai acontecer a nosso melhor Amigo e Salvador, procurando sentir o que Jesus sentia em seu coração ao se aproximar a Hora decisiva de glorificar o Pai. Ele viveu esses dias com mansidão e serenidade na presença do Pai. Seu coração estava inundado por uma imensa ternura para com todos os filhos e filhas de Deus dispersos.

Mostremo-nos, pois, solidários a Jesus. Passemos esta última semana de sua vida terrena com Ele, num último gesto de amor e amizade, recolhidos em oração fervorosa e contemplação profunda, de modo que a Páscoa do Senhor seja um dia verdadeiramente “novo” para nós.

Ao participarmos da bênção e procissão de ramos, queremos homenagear a Cristo e proclamar publicamente a sua Divina Realeza.

Na Segunda –feira Santa é o primeiro dia que vem depois de Domingo de Ramos onde se recorda a prisão de Jesus Cristo.

Terça-feira Santa Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.

Quarta-feira Santa também por ser o dia de penitência no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos ou o dia da memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do Calvário.

Na Quinta-feira Santa, inicia-se o Tríduo Sacro. Com a celebração da Missa da Ceia do Senhor (cerimônia do Lava-pés), recordamos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio católico, bem como o mandamento do amor com que Cristo nos amou até o fim (cf. Jo 13, 1).

A Sexta-feira Santa é o grande dia de luto para a Igreja. Não há Santa Missa, mas celebração da Paixão do Senhor que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão. Vivamos este dia em clima de silêncio e de extrema gratidão, contemplando a morte de Jesus na cruz por nosso amor.

O Sábado Santo é dia de oração silenciosa e de profunda contemplação junto ao túmulo de Jesus. São horas de solidão e de saudade... É ocasião para acompanharmos Nossa Senhora da Soledade e as santas mulheres junto ao túmulo de Jesus, sentindo com elas a medida do amor que Cristo suscita nos corações que O conhecem de perto.

A Vigília Pascal, “a mãe de todas as vigílias”, na qual a Igreja espera, velando, a Ressurreição de Cristo, compõe-se da liturgia da Luz, da liturgia da Palavra, da liturgia Batismal e da liturgia Eucarística.

A participação no Mistério redentor de Cristo leva-nos a ser – no mundo descrente – testemunhas autênticas da Ressurreição de Cristo. Não podemos retardar o anúncio da ressurreição. Que a alegria de Cristo ressuscitado penetre nosso ser, domine nosso pensamento, tome conta de nossos sentimentos e ações. Precisamos de gente que tenha feito experiência da ressurreição. Existe uma única prova de que Cristo tenha ressuscitado: que as pessoas vivam a Sua vida e se amem com o amor com que Ele nos ama...

Guiados pela luz do círio pascal, e ressuscitados para uma vida nova de fé, esperança e amor, sejamos testemunhas vivas da Ressurreição do Senhor Jesus.

Que a Mãe do Ressuscitado nos aponte o caminho para Jesus Cristo, nosso único Salvador.


Fonte: Dom Nelson Westrupp - Bispo diocesano de Santo André - SP, retirado do site a.12.com e Wikipédia.

Programação da Semana Santa em Cruzeiro do Sul - Pr

Domingo – 24/03/2013 – Missa de Ramos às 09:00, saída em frente ao Clube Verde.

Terça-feira – 25/03/2013 – Encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores, com meditação das 7 palavras de Jesus na Cruz. A Legião de Maria encenará a 6ª palavra  - Tudo está consumado.
Homens sairão do Clube Japonês e Mulheres da Casa da Marina Canônico.

Quarta-feira – 26/03/2012 – Celebração Penitencial – Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul às 19: 30h.

Quinta-feira – 27/03/2013 – Missa de Lava-pés e Instituição de Coroinhas – Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul às 19:30 h.
Horário da Vigília 2013
23:00 às 00 h: Apostolado da Oração e Canto
00:00 às 01:00 h: Legião de Maria – Meditação das 5 chagas de Jesus e das 7 Dores de Maria.
01:00 às 02:00 h: Setor São Francisco de Assis (Condomínio Paraíso)
02:00 às 03:00 h: Ministros e Pastoral da Liturgia
03:00 às 04:00 h: Pastoral da Juventude e Vocacional
04:00 às 05:00 h: Pastoral Familiar e Vicentinos
05:00 às 06:00 h: Encontro de Casais com Cristo
06:00 às 07:00 h: Pastoral do Dízimo e do Batismo
07:00 às 08:00 h: Renovação Carismática (RCC) e Pastoral da Criança
08:00 às 12:00 h: Pastoral da Catequese e comunidade
12:00 às 13:00 h: Capelas Nossa Senhora Aparecida, Santo Antonio (Banco da Terra) e Pastoral da Saúde.
13:00 às 14:00 h: Capela São Sebastião e Bom Jesus
14:00 às 15:00 h: Capelas São José, Santa Rita de Cássia (Vila Rural) e Cristo Rei.

Sexta-feira – 29/03/2013 – Adoração da Santa Cruz às 15:00 horas.
Procissão Sexta-feira Santa:
1ª Estação:  Jesus é condenado à morte (Capela Nossa Senhora Aparecida e Pastoral Familiar)

2ª Estação: Jesus carrega a Cruz ( Capela Santa Rita de Cássia - Vila Rural e Setor São Francisco de Assis (Condomínio Paraíso)

3ª Estação: Jesus cai pela primeira vez (Pós Crisma, Pastoral da Juventude)

4ª Estação: Jesus encontra-se com sua Mãe (RCC)

5ª Estação: Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz (Capela Cristo Rei)

6ª Estação: Verônica enxuga o rosto de Jesus  (Capela Bom Jesus)

7ª Estação: Jesus cai pela segunda vez (Capela São José)

8ª Estação: Jesus consola as filhas de Jerusalém (Colégio Est. Dr. Romário Martins – Ensino Médio)

9ª Estação: Jesus cai pela terceira vez (Pastoral do Batismo, Saúde e Dízimo)

10ª Estação: Jesus é despojado de suas vestes (Pastoral da Catequese)

11ª Estação: Jesus é pregado na cruz (Escola Est. Eurides Cavalcanti Tenório – Ens. Fund)

12ª Estação: Jesus morre na cruz (Jovens da Legião de Maria e Comitiva de Cavaleiros)

13ª Estação: Jesus é descido da cruz (Escola Mun. Profº Flávio Sarrão – E.F)

14ª Estação: Jesus é colocado no sepulcro (Pré Escola Chapeuzinho Vermelho e Centro de Educação Infantil Anália Mendes Tenório)

15ª Estação: Jesus ressuscita dos mortos (Funcionários Públicos)

Sábado Santo – 30/03/2013 – Missa na Igreja Matriz às 22:00 horas.

Quaresma: Por que fazemos abstinência de carne?


Polyana Gonzaga
Redação Portal A12
A abstinência de carne e o jejum são orientados pela Igreja que sejam feitos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, para recordar o amor de Cristo, que morre na Cruz por nós.
É um sacrifício em memória da Paixão de Cristo, que entregou a sua carne para nos reconciliar. É um pequeno sacrifício em comparação ao que Cristo fez por nós.
O Missionário Redentorista, padre Luiz Carlos de Oliveira afirmou que muitos fiéis faziam abstinência de carne pensando que, evitando a carne, seria mais fácil vencer os vícios.
“A abstinência de carne é um costume generalizado entre muitas religiões. Esta prática é entendida de diversos modos. Alguns pensam que o ser humano e carne e espírito como opostos. É o princípio dualista. Procura-se eliminar o que é carnal para desenvolver a parte espiritual. É o princípio do bem e do mal. Pode-se também lembrar essa identificação da carne humana como geradora do mal, do pecado. Coibindo o uso da carne, dominamos os instintos carnais e assim se eleva o espiritual. Passou-se então a desprezar tudo o que é humano como animalesco em função da beleza do espiritual”, afirmou.
Padre Luiz Carlos explica que Jesus não pensou assim e ensinou a unidade do espiritual e do material.
“O ser humano é matéria, mas é também espiritual, não em oposição, mas na mútua complementariedade. Falamos de ressurreição da carne. A carne, nosso modo de existir, faz parte do projeto amoroso de Deus para a felicidade das pessoas”.
“Não podemos negar as tendências ao mal. As tentações existem. Não basta só abster-se de carne. Ela que é um aspecto simbólico de tantos males dos quais temos que nos abster”, completou.
O Missionário Redentorista lembra que a Igreja do Brasil propõe que todas as sextas-feiras do ano, sejam dias de penitência, e que pode também não se comer carne como penitência.
Qual a diferença da abstinência de carne e do jejum?
Padre Luiz Carlos nos explica que o jejum é mais amplo que a abstinência de carne. É praticado por opção da pessoa nos outros dias que não são de obrigação. Atualmente, nas normas da Igreja, o jejum é obrigatório somente na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.
“O jejum tem um sentido espiritual e não somente uma prática de tratamento do corpo, o que pode ser beneficiado. O jejum religioso é prática antiga entre os judeus e os cristãos assumiram esta prática. Jesus criticou muito o jejum feito para aparecer, sem uma vida coerente de justiça e caridade. Não adianta tirar a comida se não tiramos a gordura que pesa nosso coração”, afirmou.
De acordo com o Missionário Redentorista o jejum é um remédio muito bom para nos equilibrar no relacionamento com as coisas criadas. É preciso saber dominar-se diante das coisas boas, para que não se tornem perniciosas.
“Comer é bom, mas com o equilíbrio. Quanto há um mundo os que passam fome, há os que exageram na comida. Pior ainda é o desperdício que ofende o ser humano necessitado”.
Padre Luiz Carlos lembra que não podemos ser escravos dos bens criados, pois seremos dominadores dos necessitados e colocaremos Deus de lado, perdendo assim a harmonia que deve haver em nosso ser humano e espiritual.
“A prática do Jejum imita os 40 dias de Jesus no deserto. Ali se preparou para sua missão. Quem sabe, nas decisões de nossa vida, não fosse bom prepará-la com o jejum e a oração.  A liturgia deste tempo fala muito de jejum, mas não vejo que ele aconteça. Quem sabe devamos repensar seu sentido e seu uso”, completou.

sábado, 2 de março de 2013

A vida pública de Jesus: os sinais e as chaves do reino


As parábolas e os milagres de Jesus

Para instaurar o Reino de Deus, Jesus faz pregações e milagres. Pela Palavra, Jesus explica o Reino e pelos milagres Ele prova a verdade da sua pregação. A pregação de Jesus é feita por meio de parábolas, traço típico de seu ensinamento. Através de imagens concretas da vida simples do dia-a-dia, todos conseguem entender a mensagem de Jesus. Os sábios e entendidos não aceitam.Já os pequeninos e pobres entendem e aderem ao Reino.

Te louvo e dou graças ó Pai, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.

As palavras de Jesus são acompanhadas com numerosos milagres, prodígios e sinais. A Palavra que melhor traduz o milagre é a palavra “sinal”. Jesus realiza milagres para serem sinais de que o Reino de Deus chegou e que Ele é o Messias, o Filho único de Deus. Os milagres não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos, nem a resolver problemas particulares. Ao contrário, o testemunho dos milagres fortifica a fé de muitos, que passam a conhecer, amar e seguir a Jesus. O milagre testemunhado faz discípulos de Jesus. Hoje, muita gente não quer saber de seguir Jesus e sim ficar recebendo milagres dele, como se Ele fosse um curandeiro ou um mágico. Os milagres de Jesus mostram que só Ele pode nos libertar da pior escravidão, o pecado.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Iniciativa de jovens promove oração pelo conclave


Daqui a alguns dias, a Igreja terá um novo papa, que será eleito por um conclave, composto por cardeais do mundo inteiro. Pensando em cada cardeal e seguindo as palavras do Santo Padre, de rezar pela Igreja e pelo conclave, cinco jovens de Brasília criaram uma proposta: interceder pelos nossos cardeais que participarão do conclave, aproveitando o chamado à oração e à penitência durante a quaresma. Essa é a ideia da campanha internacional “Unidos ao conclave”.
A campanha, lançada neste domingo (24), funciona de uma forma simples: o jovem acessa o site (www.1conclave.com), faz seu cadastro, recebe um login e uma senha por email, acessa novamente a página e, aleatoriamente, o sistema escolhe um cardeal participante do conclave. Logado, cada jovem poderá atualizar diariamente a quantidade de orações dedicadas ao cardeal. Próximo à data definida para o envio a Roma, a campanha será encerrada. Cada cardeal receberá um cartão, em que verá o número de missas, terços, adorações, jejuns, obras de caridade e  sacríficios oferecidos pelos jovens do mundo todo para ele – o cardeal saberá, também, o nome, o sobrenome e o país de cada jovem que participou da campanha.
Guilherme Cadoiss, de Anápolis (GO), foi apresentado ao site pela namorada. Ele está rezando pelo cardeal Olorunfemi Onaiyekan, da Nigéria. Guilherme diz que utilizar um meio lúdico para estimular a oração foi uma excelente ideia, pelo fato de não apenas convidar o jovem a interceder pelo conclave, mas também poder interagir com ele. Para ele, o jovem compreende melhor que faz parte da realidade eclesial. “É como participar do conclave”, afirma.
De acordo com Ari Ferreira, organizador do site, a ideia da campanha é a estimular a oração em preparação ao Conclave, especialmente no período quaresmal; fortalecer a intercessão jovem para a escolha do sucessor de São Pedro;
mostrar que, independente da nacionalidade, idade e personalidade do novo Papa, a juventude se une a ele na próxima Jornada. Ele afirma que a campanha também tem vantagens, como “conhecer e amar um membro do colégio cardinalício” e “fortalecer no universo juvenil a certeza de que somos membros de um mesmo Corpo, cuja cabeça é Cristo, independente da idade, nacionalidade, sexo e carismas”.
De acordo com dados do próprio site, já foram oferecidos mais de 40 mil Pai-Nossos, mais de 76 mil Ave-Marias, quase 32 mil missas, quase 20 mil jejuns, mais de 35 mil terços e mais de 24 mil horas de adorações.

Por Felipe Rodrigues
Jovens Conectados

JMJ: Um sonho do coração de Deus


Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984. Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las.
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985, continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e a mostrar o rosto de Cristo em cada jovem.
São eles, os jovens, os protagonistas desse grande encontro de fé, esperança e unidade. A JMJ tem como objetivo principal dar a conhecer a todos os jovens do mundo a mensagem de Cristo, mas é verdade também que, através deles, o ‘rosto’ jovem de Cristo se mostra ao mundo.
A Jornada Mundial da Juventude, que se realiza anualmente nas dioceses de todo o mundo, prevê a cada 2 ou 3 anos um encontro internacional dos jovens com o Papa, que dura aproximadamente uma semana. A última edição internacional da JMJ foi realizada em agosto de 2011, na cidade de Madri, na Espanha, e reuniu mais de 190 países.
A XXVIII Jornada Mundial da Juventude será realizada de 23 a 28 de julho de 2013 na cidade do Rio de Janeiro e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19).
As JMJs tem sua origem em grandes encontros com os jovens celebrados pelo Papa João Paulo II em Roma. O Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção aconteceu em 1984, na Praça São Pedro, no Vaticano. Foi lá que o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.
O ano seguinte, 1985, foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.
A primeira JMJ foi diocesana, em Roma, no ano de 1986. Seguiram-se os encontros mundiais: em Buenos Aires (Argentina – 1987) - com a participação de 1 milhão de jovens; em Santiago de Compostela (Espanha – 1989) - 600 mil; em Czestochowa (Polônia – 1991) - 1,5 milhão; em Denver (Estados Unidos – 1993) - 500 mil; em Manila (Filipinas – 1995) – 4 milhões; em Paris (França -1997) – 1 milhão; em Roma (Itália – 2000) – 2 milhões, em Toronto (Canadá – 2002) – 800 mil; em Colônia (Alemanha – 2005) – 1 milhão; em Sidney (Austrália – 2008) – 500 mil; e em Madri (Espanha – 2011) – 2 milhões.
Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que creem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.

Campus Fidei: terra prometida dos jovens da JMJ Rio2013


“Em cinco meses esse campo, que no momento está vazio, estará repleto de jovens cheios de ideais de vida, de justiça, de valores. E que depois voltarão para seus países com o coração cheio da graça de Deus e que eles possam ser arautos de uma nova vida, de um novo tempo”, afirmou o arcebispo do Rio e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013, Dom Orani João Tempesta, durante a bênção do Campus Fidei, em Guaratiba, na tarde de hoje, 19 de fevereiro.

O nome dado pelo arcebispo ao terreno em Guaratiba, significa Campo da Fé. Neste local acontecerão a vigília e a missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), nos dias 27 e 28 de julho, com a presença do novo Papa.

Dom Paulo Cezar Costa, diretor Administrativo da JMJ Rio2013, falou aos presentes da emoção de estar na bênção do terreno: “A imagem que me veio ao coração quando cheguei aqui hoje e vi o início das obras foi a imagem de Moisés ao ver a terra prometida. Deus nos reservou este local para que fosse a vigília e a missa de envio.”.
A bênção foi no local exato onde será construído o palco que ficará o Papa. Deste ponto o Pontífice terá a visão de todo o terreno.
Jomar Júnior, Diretor de Produção da JMJ, explicou como o Campus Fidei funcionará: “O Campus terá três acessos, a partir da área do palco serão construídos os lotes para 30 e 50 mil pessoas em cada um. Nos lotes haverá banheiros, bebedouros, postos médicos, telão, som, alimentação, tendas de adoração, tenda de venda de produtos. Também haverá duas ilhas dependendo do tamanho do lote, para evitar que as pessoas tenham que se deslocar muito para chegar aos serviços.”. Cerca de 800 pessoas estarão envolvidas nas obras. Serão 59 ilhas de serviço distribuídas por 37 lotes. Os peregrinos que se inscreveram receberão os kits de alimentação nos acessos ao Campus Fidei.
A Secretaria Municipal de Transporte, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e todas as concessionárias de transportes estão traçando o planejamento de mobilidade até o local do evento. Os dois terrenos juntos correspondem a mais que o dobro da área de “Quatro Ventos”, em Madri, onde foi a última Jornada. A caminhada de peregrinação será entre seis e 13 quilômetros até o Campus Fidei.
As obras terminarão até o final de junho, para logo em seguida entrar na fase de testes de som e luz. O Papa chegará de helicóptero e se locomoverá de Papa Móvel entre o público no dia da missa de envio.
A bênção
A celebração da bênção começou e terminou com o Hino da Jornada Mundial da Juventude. Entre os presentes estavam diretores, colaboradores e voluntários do COL, o Conselho da JMJ, padres e paroquianos da região, representantes federais, estaduais e municipais.
Dom Orani citou como “providência divina” o fato do Campus Fidei ser na região onde fica a Paróquia São Pedro. “É uma emoção muito grande ver os trabalhos iniciados. Agradecemos muito aos proprietários destes terrenos”, disse. Essa será a segunda Jornada com dois papas. A primeira aconteceu na Alemanha. Esta também será a segunda JMJ no hemisfério sul, a primeira foi na Argentina. E será a primeira em português. “Os jovens são os sentinelas do amanhã. Que eles nunca percam esse entusiasmo de amar o irmão”, conclui o arcebispo do Rio.
Segundo Dom Orani, os jovens não são somente destinatários, mas também protagonistas de tudo o que está acontecendo. Às 16h a bênção foi dada à terra e à cruz feita de madeira do próprio terreno. A cruz foi colocada como lembrança dos ícones da Jornada, a Cruz e a imagem de Nossa Senhora, que estão percorrendo o país. Os jovens presentes fincaram a cruz na terra.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Levar Maria ao mundo


Visto que a devoção a Maria realiza tais prodígios, a nossa preocupação deve consistir em tornar fecundo, semelhante instrumento; numa palavra, deve consistir em levar Maria ao mundo. Como conseguir isto com mais eficiência, senão por uma organização de apostolado? Uma organização leiga e, portanto ilimitada, quanto ao número dos seus membros; uma organização ativa, podendo por isso penetrar em toda parte, uma organização que ama Maria, com todas as forças e que se compromete a infundir esse amor em todos os corações, utilizando para isso todos os meios de ação.

Assim, usando o nome de Maria, com valor indizível, baseada numa confiança ilimitada e filial na sua Rainha, tornada mais sólida e firme pelo enraizamento profundo no coração de cada um, constituída por membros que trabalham em perfeita harmonia de lealdade e disciplina – a Legião de Maria não considera presunção, antes confiança legítima, o pensar que o seu sistema forma um poderoso mecanismo que, para envolver o mundo, exige apenas ser acionado pela mão da Autoridade. Maria se dignará então empregá-la como instrumento, para realizar nas almas, a sua obra maternal e levar avante a sua perpétua missão de esmagar a cabeça da serpente.

“Todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão e minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35). “Que prodígio e que honra! A que sublimidade de glória Jesus nos eleva! As mulheres proclamam bem-aventurada aquela que O deu à luz; e, todavia, nada as impede de participarem da mesma maternidade. É que o Evangelho nos fala aqui de uma nova forma de geração, de um novo parentesco” (S. João Crisóstomo).

Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 24.

Papa Bento XVI foi do exército de Hitler?


No livro O Sal da Terra o Papa conta sua vida

Alguns me perguntam se é verdade que o Papa Bento XVI fez parte do exército de Hitler. E isso infelizmente é utilizado por aqueles que querem denegrir a imagem do Sumo Pontífice. Como se pudesse caber na cabeça de alguém que um Cardeal da Igreja, hoje Papa, pudesse ter sido colaborador de um dos piores carrascos que a humanidade já viu. Somente pessoas com muita má fé ou por ignorância poderiam pensar tal desatino.
No livro “O Sal da Terra”, o então Cardeal Ratzinger deu um longa entrevista ao jornalista Peter Seewald, na qual conta a sua vida e seu maravilhoso trabalho de muitos anos pela Igreja. Entre outras coisas, o jornalista lhe perguntou: “O senhor pertenceu à Juventude Hitlerista?”; ao que ele respondeu:
“De início não pertencíamos. Contudo, com a introdução, em 1941, da juventude Hitlerista obrigatória, meu irmão tornou-se membro de acordo com essa norma. Eu ainda era muito novo [14 anos], mas mais tarde fui inscrito na juventude Hitlerista quando estava no seminário. Assim que saí do seminário, nunca mais fui lá. E isso era difícil porque a redução da mensalidade, de que eu realmente precisava, estava ligada à comprovação de freqüência à juventude Hitlerista. Mas, graças a Deus, tive um professor de Matemática muito compreensivo. Ele próprio era nazista, mas um homem consciencioso, que me disse “Vai lá uma vez para resolvermos isso…” Quando viu que eu realmente não queria ir, disse: “Entendo, eu dou um jeito nisso”, e assim pude ficar de fora (p. 44)”.
Pouco depois, os dois irmãos Ratzinger seminaristas foram mobilizados compulsoriamente e enviados para diferentes postos militares. O futuro Pontífice fez serviço militar na guarnição antiaérea de Munique, mas nunca atuou como soldado beligerante. Ele e outros tinham permissão de assistir às aulas no Colégio Maximiliano de Munique. Fora das horas de serviço, podiam fazer o que quisessem, e lá havia um grande grupo de católicos “engajados” que conseguiram organizar até aulas de religião, e de vez em quando podiam ir à igreja. (ver o livro “A minha vida”, Ed. Paulinas, SP).
Mais tarde, em 20 de setembro de 1944, ele foi levado para um campo de trabalhos forçados em Burgenland. “Aquelas semanas de trabalho braçal ficaram-me na memória como uma recordação opressiva. Aprendemos a pegar e levar sobre o ombro a enxada com uma cerimoniosa disciplina militar; a limpeza da enxada, na qual não podia ficar a menor partícula de pó, era um dos elementos essenciais dessa pseudo-liturgia… Toda uma liturgia e o mundo que se construía em torno dela apresentavam-se como uma grande mentira” (citado no livro “Joseph Ratzinger, uma biografia”, de Pablo Blanco, Ed. Quadrante 2005, pp. 31 e ss.).
Isso mostra que se o Santo Padre esteve na Juventude Hitlerista é porque foi obrigado, e dela se livrou tão logo foi possível; e, no exército jamais esteve à frente de uma batalha.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br