terça-feira, 13 de novembro de 2012

Jovens Legionários participam do Hallel em Maringá - Pr

O Hallel é o maior evento de música católica da América Latina, com uma proposta inovadora de evangelização e anúncio da Palavra de Deus.
A missa de abertura do segundo dia do Hallel 2012 (11 de novembro) teve início às 8h na arena coberta do Parque de Exposições de Maringá, e foi presidida pelo Arcebispo Dom Anuar Battisti e contou com a participação especial do Coral Infantojuvenil Arquidiocesano. O coral da Arquidiocese de Maringá, conhecido internacionalmente, fez parte das dezenas de atrações do Hallel 2012, que começa nesse sábado (10).




Logo após a celebração o Hallel abriu mais de 15 Módulos Evangelizadores, que possuem programação específica e paralela com palestras, Missa, música, teatro, dança, e adoração ao Santíssimo Sacramento.

Na arena central do Parque de Exposições, no domingo a programação incluiu shows com Adriana, Vida Reluz, The FlandersCeremonya, Wilson Rocha (de Maringá), Banda Capella (de Maringá), ElectrocristoBeatrix, Mariani, Cleiton SaraivaRosa de Saron.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

15 de Novembro – Nossa Senhora do Rocio: Padroeira do Paraná


Convidamos toda a comunidade para a Missa em Ação de Graças a Nossa Senhora do Rocio no dia 15 de novembro de 2012 (próxima quinta-feira) às 19:30 h, na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul - Paraná. Neste dia haverá consagração a Nossa Senhora do Rocio e procissão sob seu manto.

No livro dos Juízes (Jz 6,36-40), encontramos Gedeão pedindo o sinal que Deus lhe falava. Naquela noite, o orvalho ou Rocio caiu somente em cima do velo (velo ou tosão é a pele do carneiro com a lã) e a terra toda ficou seca. O Senhor desceu sobre a virgem, assim como o orvalho (Rocio) desceu sobre o velo de Gedeão.

No ofício da Imaculada Conceição, encontramos no hino do 1º coro da terça - hora, Maria SSma sendo chamada de velo de Gedeão, como referência bíblica. Sobre esta invocação o escritor espanhol Augusto Nicolas escreveu: “Maria é o branco Velo de Gedeão, que recebe o Rocio do céu, enquanto nenhuma parte da terra o desfruta todavia. Orvalho ou Rocio, de que dizia o profeta: ‘Céus, façam chover o justo.’ ‘E do qual cantava o Rei Davi:’ descerá como o Rocio sobre a lã dos rebanhos...”

“Virgem Senhora do Rocio, Santa Mãe querida, abençoa-nos, protege-nos, e leva-nos ao encontro eterno com teu filho Jesus.”


Nossa Senhora do Rocio em Paranaguá


Sabemos que os índios carijós, que eram de índole mansa, habitavam no território de Paranaguá muito antes dos homens brancos invadirem, eles já haviam sido evangelizados pelos jesuítas vindos de Cananéia.

Foi com a descoberta do ouro de lavagem que iniciou-se ali o povoado, que foi elevado à categoria de vila em 1648. No final desse mesmo século a vila Paranaguá já se tornara um importante centro.
Naquela ocasião vivia na baía de Paranaguá, um humilde pescador conhecido por pai Berê. Foi exatamente pelos anos de 1648 que pai Berê, ao lançar as redes para delas tirar o seu sustento, encontrou no meio das vegetações aquáticas, a bela imagem da virgem Maria.
Pai Berê, cheio de emoção, leva a pequena imagem para sua cabana, e lá instituiu terços em sua honra, os vizinhos e moradores da vila vinham em busca de graças e milagres.

O sítio onde morava pai Berê era conhecido por Rocio, pois todas as manhãs a terra e as vegetações amanheciam cobertas de orvalho (Rocio). Assim a virgem encontrada, passou a ser chamada de Nossa Senhora do Rocio.

É possível associar a vinda do Salvador, que foi concebido no seio castissimo da virgem Maria, para encharcar o mundo com o orvalho (Rocio) de sua graça.

A primeira igreja foi edificada em 1813, o atual santuário foi construído em 1920.
Tendo em vista os incontáveis milagres e graças alcançadas pela mediação da virgem do Rocio, que em 1977, o então Papa Paulo VI declarou para a eternidade, Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná.

A imagem da virgem do Rocio é semelhante a virgem do Rosário, mede aproximadamente 38cm e é coberta com um manto em tons rosados e azuis. O santuário é dirigido e administrado pelos padres redentoristas.

Que a virgem do Rocio nos proteja e nos guarde, hoje e sempre.

Amém!

Santuário do Rocio, espaço sagrado de benção e evangelização

Os Santuários são lugares abençoados e sagrados. Há 364 anos o Santuário do Rocio é sinal da expressão carinhosa e materna de Deus por meio de Maria, a Mãe de Jesus e nossa intercessora, Nossa Senhora do Rosário do Rocio. Podemos dizer que o Santuário do Rocio é lugar onde Deus nos fala ao coração. Onde Deus colocou a Sua mão e nos fala com intensidade de Seu amor.

Deus nos fala por meio da Palavra proclamada, pelas celebrações eucarísticas, confissões, aconselhamentos, procissões, novenas, momentos de orações, e pela dimensão social desenvolvida pelo Santuário. Também Deus nos comunica a sua graça por meio do próprio espaço sagrado que é o Santuário, graças e milagres. No Santuário revitalizamos nossa fé.

Somos motivados para colocarmos dons e talentos a serviço do reino de Deus. Lugar da motivação para vivermos como discípulos missionários do Senhor. Lugar onde o batizado encontra-se como Igreja, formando assim o povo que busca a Deus e o encontra em Jesus pelo olhar de Maria.

“Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários”. (Doc. Aparecida nº 269).  “O caminhar juntos para os Santuários... é em si um gesto evangelizador pelo qual o povo cristão evangeliza a si mesmo e cumpre a vocação missionária da Igreja”.  (Doc. Aparecida n º 264).

Nossa vida é um caminhar, uma travessia. Este caminhar a partir do olhar cristão deve acontecer abrangendo nossa vida sob os aspectos humanos e espirituais em um contato com Deus. Neste contato eu escuto e acolho o que Deus fala. Percebo os sinais que são manifestados. Esta é uma das mais belas maneiras de se estruturar a própria vida. Ao entrar em um lugar sagrado e voltar ali todos os anos, buscamos forças para viver. E o Santuário do Rocio é exatamente o espaço sagrado que nos leva essencial: Deus. Por isso, venha para o Santuário. Participe da Festa de Nossa Senhora do Rocio, Mãe da Fé,  de 06 a 18 de novembro.

Outras informações: Fone: 41. 3423-2020 


Consagração a Nossa Senhora do Rocio pedindo cura interior

Mãe da cura interior,/ Mãe intercessora!/ Na força de Vosso amor nos colocamos em oração neste momento./ Mãe cheia de graça e aconchego, apresenta as nossas necessidades ao Vosso Filho amado Jesus Cristo./ Mãe de ilimitada ternura,/ envolva nosso ser com Vossas mãos protetoras./ Mãos que cuidaram de Jesus, mãos que cuidam de nós, mãos que nos socorrem./ Mãos de Maria,/ nos levem a Jesus./ Amém!



Orações no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz


Convidamos toda a comunidade para participar das orações na Capela do Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz no próximo dia 13 de novembro (terça-feira) com início às 13:30 h com a reza das 90 Salve-Rainhas e o Terço, e em seguida, às 15:00 h, Celebração da Palavra. Neste dia as intenções constantes na caixinha de pedidos serão queimadas.

Venha rezar conosco.

sábado, 10 de novembro de 2012

Ano da Fé: Deus criou a Terra


Foi Deus quem criou o mundo visível em toda a sua riqueza, de modo que não existe nada que não deva sua existência a Deus criador. E todas as criaturas possuem sua bondade e perfeição próprias, assim como há uma interdependência entre elas.
A beleza da criação reflete a infinita beleza do Criador.

O ser humano é a obra-prima da criação. Só ele foi criado à imagem e semelhança de Deus. Isso significa que de todas as criaturas visíveis, só o homem é capaz de conhecer e amar seu Criador; ele é a única criatura na terra que Deus quis por si mesma. Por ser imagem de Deus, o ser humano tem a dignidade de pessoa. Ele não é alguma coisa, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de possuir-se e de doar-se livremente e entrar em comunhão com outras pessoas e com Deus.
Deus criou tudo para o homem, mas o homem foi criado para servir e amar a Deus e oferecer-lhe toda a criação.

A pessoa humana é ao mesmo tempo corporal e espiritual, ou seja, tem corpo e alma profundamente unidos, formando a única natureza humana. A alma espiritual é imortal e criada diretamente por Deus. E Deus criou o homem e a mulher. Os dois são queridos por Deus e têm igual dignidade. E foram criados um para o outro; um para complementar o outro e transmitir a vida humana.
Ao transmitir a seus descendentes a vida humana, o homem e a mulher, como esposos e pais, cooperam de forma única na obra do Criador.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Relatório dos Trabalhos Legionários - 2012


PERÍODO: Janeiro a Outubro (2012)


NOME DO CONSELHO: CÚRIA NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ
CIDADE: Cruzeiro do Sul ESTADO: Paraná
ENDEREÇO: Rua Vereador Jair de Carvalho, S/nº BAIRRO: Centro
CEP: 87.650-000 DATA DE FUNDAÇÃO: 25/07/2010
DIA DAS REUNIÕES: Última 4ª feira do Mês HORÁRIO: 18:00 horas
FILIADO AO CONSELHO: COMITIUM NOSSA SENHORA DO CARMO DE ARAPONGAS

DIRETORIA

Diretor Espiritual
Pe. Antonio Carlos da Silva

Presidente
Mirian Marion Roeles

Vice Presidente
Dirceu Vicente

Secretário(a)
Suzana Ornelas de Oliveira

Tesoureiro(a)
Aparecido de Souza


DADOS ESTATÍSTICOS DO CONSELHO
N.º de Praesidia filiados ao Conselho, quando se tratar de Relatório de Regia, Comitium e Curiae

Praesidia Adulto 08, sendo: 82 Membros ativos
82 Membros auxiliares
00 Membros adjutores
00 Membros pretorianos

Praesidia Juvenil 02, sendo: 14 Membros ativos
23 Membros auxiliares
00 Membros adjutores
00 Membros pretorianos

N.º total de Legionários adultos: Ativos: 82 Auxiliares: 82 Adjutores: 00 Pretorianos: 00

N.º total de Legionários juvenis: Ativos: 14 Auxiliares: 23 Adjutores: 00 Pretorianos: 00


Trabalhos Pastorais

20 visitas a famílias com reza do Terço, 45 visitas no lar com reza do Terço, leitura e reflexão do Evangelho, 46 visitas no lar, 39 visitas a família no lar com leitura e reflexão do Evangelho, 18 visitas a membros auxiliares, 07 revisitas a legionários auxiliares, 6 Grupos de Reflexão, 01 Entronização do Sagrado Coração de Jesus e de Maria Santíssima, 09 evangelizações, 4 Grupos de Vias-Sacras, 4 encontros de Grupos de Casais, 4 Grupos de Novena de Natal, 3 Grupos da Novena de Nossa Senhora de Lourdes, 3 convites as famílias para formação de Grupo de Casais, 16 horas de oração na Capela São Vicente de Paulo de Paranacity e posterior formação de Praesidium, 08 visitas a mães com recém-nascido, coordenação de 4 oratórios do Imaculado Coração de Maria envolvendo 150 famílias; 125 visitas a doentes nos lares, 02 visitas a doentes no lar com entrega da pílula de Frei Galvão, 07 visita a doente no lar com a reza do Terço, 103 visitas a doentes no hospital, Comunhão para 32 doentes com Leitura do Evangelho, 06 acompanhamento de doente ao médico, 01 idoso visitado no asilo; Catequese para 71 crianças e 06 catequese para crianças na escola; 43 velórios com a reza do Terço, 12 velório, 03 visita a família enlutada, 61 Terços no cemitério; 22 Terços na Igreja, 34 Terços no Bosque Nossa Senhora Rainha da Paz, 27 Terços da Misericórdia, 12 Novena das 90 Salve-Rainhas, 01 Celebração da Palavra, 11 horas e trinta minutos de Adoração ao Santíssimo, 09 preparações de Missas, 03 horas de Preparação de cânticos, 02 Hora Santa, 03 animações de canto para casamento, 14 horas de animação de canto nas Missas, 36 convites para Missas, 4 convites para Terços, 15 convites para Adoração ao Santíssimo, acolhida na porta por 2 legionários; 32 visitas a idosos no lar, 5 revisitas a idosos no lar, 13 visitas a crianças pela Pastoral da Criança e 02 pesagens da Pastoral da Criança; 1 Terço para jovens, 53 convites para grupo jovem, 21 convites para a Legião de Maria, 9 convites para Retiro de Jovens, 6 convites para Novena de Nossa Senhora Aparecida, 1 convite para Hallel, apoio espiritual para 4 jovens, trabalho de evangelização durante grupo de jovens por 2 legionários (1 hora), encenação em homenagem a Nossa Senhora Aparecida (4 legionárias), 94 dias de leitura do Evangelho para 6 jovens no trabalho, coordenação de 01 Praesidium Juvenil, reza de 2 Terços, Orações e evangelização no 4º Acampamento da Juventude em Cruzeiro do Sul (3 horas); distribuição de 500 Medalhas Milagrosas com orações a Nossa Senhora das Graças, 3 reportagens sobre Nossa Senhora no Informativo Paroquial, reencontro de uma família através do blog da Legião de Maria, contato com 50 pessoas no lar com evangelização e distribuição de folhetos, manutenção da página na internet: legiaodemariacruzeirodosul.blogspot.com, com mais de 45.000 visitas até a presente data e um perfil no Facebook com 820 amigos, cujas mensagens tem o objetivo de evangelizar, dando apoio espiritual a quem solicita e contato com outros legionários do país, da América Latina e Portugal. Trabalhos Especiais: 38 horas de reuniões dos alcoólatras anônimos e 28 reuniões de apoio para dependentes químicos - Cristma (sobriedade).

ATIVIDADES DA CURIA: 25/02/12 - Reunião com Senatus de Ponta Grossa em Arapongas (5 legionários); 24/03/12 - Festa da ACIES na Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul; 13/05/12 - preparação da Missa e coroação de Nossa Senhora de Fátima (Capela do Bosque); participação na Romaria da Legião de Maria a Aparecida do Norte no 1º final de semana de junho/2012; 13/06/12 - preparação da Missa de Santo Antonio com benção dos pães (Capela do Bosque); 24/06/2012 – Terço aos Padroeiros da Legião de Maria; 13/07/12 - Preparação da Missa em Ação de Graças a Nossa Senhora do Carmo e imposição do Escapulário; Dia 15/08/2012 - Terço em Ação de Graças a Assunção de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul; Missa em comemoração aos 91 anos de fundação da Legião de Maria no mundo e pelo processo de Beatificação de Frank Duff – dia 01/09: em Cruzeiro do Sul, dia 02/09: em Uniflor e dia 07/09: em Paranacity; 08/09/2012 - Terço em Ação de Graças a Natividade de Nossa Senhora na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul; participação na Missa no Templo Olhar de Cristo em Alto Paraná.

ATIVIDADES DA PARÓQUIA: Organização e encenação da 7ª Estação da Via Sacra na Semana Santa em Uniflor, e da 11ª Estação da Via-Sacra em Cruzeiro do Sul,  enfeite das ruas na procissão de Corpus Christi nas paróquias de Uniflor e Cruzeiro do Sul, preparação e coordenação de 01 hora de Adoração ao Santíssimo Sacramento na Vigília (Semana Santa), onde meditamos as 15 dores de Nossa Senhora, preparação das crianças para coroação do Sagrado Coração de Jesus, preparação da Missa da Assunção de Nossa Senhora, organização da Missa todo 5º domingo em Uniflor, preparação e realização da Novena de Nossa Senhora Aparecida na Igreja Matriz de Cruzeiro do Sul e Uniflor (de 03 a 11/10/12), participação no Retiro da RCC, no Dia Nacional de Juventude, no Hallel, no Retiro de Carnaval e na Jornada Jovem em Maringá; participação em 2 Missas na Catedral de Maringá, participação no 7º Éffeta com Missa do Pe. Robson do Santuário Divino Pai Eterno em Paranavaí; participação na Tarde com Maria e Cenáculo com Maria em Maringá.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Aniversário de Falecimento de Frank Duff



A vida e obra de Frank Duff

Nascido em Dublin em 07 de junho de 1889, Frank Duff era o mais velho dos sete filhos de John Duff e Susan Freehill. Seu pai e sua mãe eram ambos funcionários do serviço público britânico e ambos tinham intelectos aguçados.

Apesar de um bom desportista, Frank era tímido quando se trata de drama ou qualquer forma de oratória. Ele teve a infelicidade de ser atingido por trás da orelha por uma bola de críquete durante estes anos, o que prejudicou sua audição para o resto de sua vida - e que era uma grande cruz para ele.

A vida de Frank teve a sua quota de tragédia. Durante seus anos de escola, tanto Frank e seu pai pegaram febre tifóide. Frank se recuperou, mas seu pai foi forçado a se aposentar por problemas de saúde da função pública aos 42 anos de idade em apenas uma pensão parcial. Susan, sua mãe já havia saído do trabalho para cuidar da sua família. Frank, assim, tornou-se o ganha-pão da família, logo que ele deixou a escola em 1907. Frank logo se tornou um homem respeitado no serviço civil. Ele possuía um intelecto afiado, um forte senso de disciplina e de um bom senso de humor. Ele nunca gostou de matemática na escola, mas pôs-se a aprender tudo sobre ele depois que ele saiu da escola e inventou um novo conjunto de cálculo que foi enviado para ensinar ao Departamento do Tesouro em Londres por causa do aumento da eficiência é oferecido.

Frank cresceu em sabedoria e conhecimento em sua fé muito neste momento. Ele gostava de ler e devorava livro após livro sobre a vida dos santos. Ele foi fiel à missa e ao seu rosário e frequentemente visitava uma igreja, enquanto ele era jovem. Entrou para a Sociedade de São Vicente de Paulo, em 1913, com a idade de 24, onde sua fé tomou um novo rumo.

Até então um homem da alta sociedade, Frank foi agora exposto à pobreza real de Dublin da época. Viu a miséria dos cortiços e algumas das consequências naturais de extrema pobreza, onde o alcoolismo e a prostituição eram abundantes em Dublin. Frank participava com um grupo maravilhoso de homens católicos na conferência e logo subiu na hierarquia para a Conferência Secretário e Presidente da Conferência de São Patrício em Myra House, em São Nicolau de Myra paróquia no coração de Dublin.

Em 1916, aos 27 anos, ele publicou seu primeiro folheto "Podemos ser santos?". Nela, ele expressa um dos mais fortes convicções de sua vida, ou seja, que todos, sem exceção são chamados a ser santos, e que através da nossa fé católica que temos disponíveis todos os meios necessários para atingir este.

Em 1917, ele veio a conhecer o Tratado de São Luís Maria de Montfort no Tratado da verdadeira devoção a Maria, uma obra que mudou a sua vida completamente.

A Legião de Maria

Em 07 setembro de 1921 Frank Duff fundou a Legião de Maria. Esta é uma organização leiga apostólica ao serviço da Igreja, sob a orientação eclesiástica. Seu duplo objetivo é o desenvolvimento espiritual de seus membros e avançar o reino de Cristo através de Nossa Senhora. A Legião, que pode ser encontrado em quase todos os países do mundo, tem cerca de 3 milhões de membros ativos e muitos mais auxiliares (que rezam pela Legião). Em 1965, o Papa Paulo VI convidou Frank Duff para participar do Concílio Vaticano II como um observador leigo, uma honra pela qual o Papa reconheceu e afirmou seu trabalho enorme para o apostolado dos leigos. Em 07 de novembro de 1980 Frank Duff morreu e está enterrado no Cemitério Glasnevin, Dublin. Em julho de 1996, a causa de canonização foi introduzida pelo arcebispo de Dublin, Dr. Desmond Connell.

Causa de Beatificação

A petição oficial para introduzir a causa de beatificação do Sr. Duff foi aceito e assinado por sua graça, o arcebispo Desmond Connell, em julho de 1996.

Frank Duff agora é conhecido sob o título de Servo de Deus. Uma das etapas mais importantes do processo para uma pessoa ser declarado santo é a verificação da santidade heroica por meio de uma investigação detalhada através do escritório apropriado em Roma formalizada mediante a emissão de um decreto solene. A pessoa pode então ser dito ser um Venerável - o que significa que deve ser considerado com admiração. Por exemplo, Edel Quinn. O próximo passo requer um milagre autêntico e irrefutável (ou dois), a fim de declarar a venerável como abençoado. Finalmente, a canonização em si é uma declaração do Papa de que uma pessoa falecida é elevado para as honras do altar, isto é, um santo. Dois milagres creditados aos Beatos geralmente são necessários antes de canonização para atestar a virtude heroica do santo. Onde, a beatificação autoriza a veneração dos bem-aventurados, canonização exige. A canonização é geralmente celebrada em São Pedro.

Então, quando se trata da vida e obra de Frank Duff estamos na fase da determinação da verdade de sua vida e virtude para provar que ele é merecedor do título de Venerável. Este é o primeiro passo no processo, que irá julgar se a vida do senhor deputado Duff foi de santidade heroica. Testemunhas favoráveis e desfavoráveis têm de ser entrevistado e questionado sob juramento e seus escritos terá de ser examinada pelos teólogos para verificar a sua fidelidade à fé e à doutrina moral da Igreja. Este processo será  longo desde muitas pessoas que conheciam Frank tem de ser entrevistado e seus escritos prolíficos têm de ser cuidadosamente examinadas.

Oração para pedir a Beatificação de Frank Duff

Deus Pai, Vós inspirastes ao vosso servo Frank Duff,
um profundo discernimento do mistério de vossa Igreja,
Corpo de Cristo, e do lugar de Maria, Mãe de Jesus, nesse mistério.
Em seu imenso desejo de compartilhar esse discernimento com outros e,
com filial confiança em Maria, ele fundou uma Legião,
para ser um sinal do maternal Amor da Virgem pelo mundo
e um meio de engajar todos os seus filhos no trabalho de evangelização da Igreja.
Nós vos agradecemos, Pai, pelas graças a ele concedidas e pelos benefícios advindos à Igreja, por sua corajosa e radiante fé. Agora, confiadamente,
rogamos que, por sua intercessão, nos concedais a graça que agora vos suplicamos...
Humildemente vos pedimos, também que, se de acordo com Vossa Vontade,
a santidade de sua vida possa ser reconhecida pela Igreja,
o mais breve possível, para a glória de Vosso Nome.
É o que vos pedimos, por Cristo, Nosso Senhor, Amém!
(Com aprovação eclesiástica)

Fonte: http://www.arlingtonregia.com/legionsaints/frankduff.html

sábado, 3 de novembro de 2012

Ano da Fé: Creio em Deus Pai Criador do Céu e da Terra


– Deus criou o céu
Quando dizemos que Deus criou o céu e a terra, estamos dizendo que Ele criou tudo o que existe, a criação inteira. A terra é o mundo dos homens. O céu é o mundo de Deus e dos anjos que estão ao redor de Deus. “Deus criou conjuntamente, do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida criou a criatura humana, que tem algo de ambas, por compor-se de espírito e de corpo.” (IV Concílio de Latrão).
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis.

A existência dos seres espirituais, que chamamos de anjos, é uma verdade de fé testemunhada pela Escritura e pela Tradição da Igreja. Os anjos são criaturas puramente espirituais, dotadas de inteligência e vontade. São pessoais e imortais e superam em perfeição todas as criaturas visíveis. São servidores e mensageiros de Deus. Desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e intercessão dos anjos.

Fonte: Texto: Material disponibilizado pela Arquidiocese de Maringá
Foto: http://guerreirodacruz.blogspot.com.br/2011/05/deus-o-universo-e-natureza.html

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

As Almas dos Legionários Falecidos



Terminada a caminhada da vida, eis o legionário gloriosamente reclinado no leito da morte. Agora, é ele confirmado no serviço legionário e por toda eternidade. Esta eternidade foi a Legião que o ajudou a conquistar. Ela formou a essência e o molde de toda a sua vida espiritual. Pelo poder das suas orações, rezadas cada dia fervorosamente num só coração por todos os legionários Ativos e Auxiliares, a fim de que a Legião pudesse reunir-se no céu sem uma perda, ela ajudou-a a vencer os perigos e dificuldades de toda a sua longa vida. Que pensamento suave e consolador para todos os legionários! Neste momento, sofremos por termos perdido um companheiro e um amigo. Apressemo-nos a orar para que a alma deste soldado seja prontamente libertada do Purgatório.

Imediatamente depois do falecimento de um membro ativo, o Praesidium mandará rezar uma missa pelo seu eterno descanso; e todos os membros do Praesidium devem rezar ao menos uma vez as Orações da Legião, incluindo o Terço, pela mesma intenção. Estas obrigações, porém, não se estendem aos parentes dos legionários. Todos os legionários que o puderem fazer, e não só os do próprio Praesidium, deverão tomar parte na santa missa e no enterro.

Recomenda-se a reza do Terço e das outras orações legionárias durante o enterro. Isto poderá fazer-se imediatamente a seguir às orações oficiais da Igreja. Este costume, extremamente proveitoso ao falecido, é profundamente consolador para os seus parentes entristecidos, para os próprios legionários e para todos os amigos presentes.

Esperamos com confiança que as mesmas orações sejam rezadas mais de uma vez, durante o velório, e que não limitaremos a isto a nossa piedosa lembrança.

No mês de Novembro, cada Praesidium mandará celebrar uma missa pelos legionários falecidos, não só do Praesidium, mas de todo o mundo. Nesta ocasião como em todas as outras em que se reza por eles, incluiremos nessas intenções os diversos graus de membros da Legião.

O Purgatório faz parte do Reino de Maria. Lá se encontram também alguns dos seus filhos que, em dolorosos momentos de aflição, esperam o nascimento para a glória eterna. S. Vicente Ferrer, S.Bernardino de Sena e Luís de Blois e outros, declaram explicitamente que Maria é Rainha do Purgatório; e S. Luís Maria de Montfort convida-nos a pensar e agir de acordo com esta crença. Quer que ponhamos nos braços da Maria o valor das nossas preces e satisfações. Promete-nos em recompensa, um benefício mais abundante a favor das almas que nos são queridas, do que no caso de lhes aplicarmos diretamente as nossas orações” (Lhoumeau: Vida Espiritual na Escola de S. Luís Maria de Montfort).
Fonte: Manual da Legião de Maria, pág. 102.


Programação para o dia de Finados:

10:00 h – Missa na Igreja Matriz da Paróquia São Judas Tadeu de Cruzeiro do Sul, com benção final no Cemitério Municipal;

17:00 h – Terço da Legião de Maria no Cemitério Municipal.

Catequese de Bento XVI – Dia de Finados


 
Caros irmãos e irmãs!

Depois de ter celebrado a solenidade de todos os santos, a Igreja nos convida hoje a comemorar todos os fiéis defuntos, a voltar o nosso olhar a tantos rostos que nos precederam e que concluiram o caminho terreno. Na audiência deste dia, então, gostaria de propor-vos alguns simples pensamentos sobre a realidade da morte, que para nós cristãos é iluminada pela ressurreição de Cristo e para renovar a nossa fé na vida eterna.
 
Como eu já dizia ontem no Angelus, nestes dias, nos dirigimos ao cemitério para rezar pelas pessoas caras que nos deixaram, as  visitamos para exprimir a elas, mais uma vez, o nosso afeto, para senti-las ainda próximas, recordando também, deste modo, uma parte do Credo: na comunhão dos santos existe uma estreita ligação entre nós que caminhamos ainda nesta terra e tantos irmãos e irmãs que já atingiram a eternidade.

Desde sempre o homem se preocupou dos seus mortos e procurou dar-lhes uma espécie de segunda vida através da atenção, do cuidado e do afeto. Em um certo modo existe um desejo de conservar o que deixaram como experiência de vida e, paradoxalmente, como esses viveram, o que amaram, o que tiveram, o que esperaram e que coisa detestaram, algo que descobrimos olhando as tumbas, diante das quais se multiplicam as recordações, que são quase um espelho do mundo deles.

Por que é assim? Porque, apesar da morte ser um tema quase proibido na nossa sociedade, e exista a tentativa contínua de tirar da nossa mente nem que seja somente o pensamento da morte, essa está relacionada com cada um de nós, relacionada com o homem de cada tempo e de cada espaço. E diante deste mistério, todos, também inconscientemente, procuramos algo que nos convide a esperar, um sinal que nos dê consolação, que nos abra algum horizonte, que nos ofereça ainda um futuro. A estrada da morte, na realidade, é uma vida de esperança e, percorrer os nossos cemitérios, como também ler aquilo que está escrito sobre as tumbas é cumprir um caminho marcado pela esperança da eternidade.

Mas nos perguntamos: por que temos tanto medo diante da morte? Por que a humanidade, em grande parte, nunca se mostrou em acreditar que além da morte não existe simplesmente o nada? Diria que as respostas são múltiplas: temos medo diante da morte porque temos medo do nada, deste medo de partir em direção a algo que não conhecemos, que nos é desconhecido. E então existe em nós um sentido de rejeição porque não podemos aceitar que tudo aquilo de belo e de grande que foi realizado durante uma existência inteira, venha de repente apagado, caia no abismo do nada. Sobretudo, nós sentimos que o amor chama e pede eternidade e não é possível aceitar que isto venha destruído pela morte em um só momento.

Ainda, temos medo diante da morte porque, quando nos encontramos rumo ao fim da existência, existe a percepção que exista um juízo sobre as nossas ações, sobre como conduzimos a nossa vida, sobretudo sobre este pontos de sombra, que, com habilidade, sabemos remover e tentamos remover da nossa consciência. Diria que exatamente a questão do juízo é geralmente subtendida no cuidado do homem de todos os tempos pelos defuntos, na atenção em relação as pessoas que foram significativas para ele e que não estão mais ao lado no caminho da vida terrena. Em um certo sentido, os gestos de afeto, de amor que circundam o defunto, são um modo para protegê-lo na convicção que esses não estejam sem afeto no juízo. Isto podemos colher na maior parte das culturas que caracterizam a história do homem.

Hoje o mundo se tornou, ao menos aparentemente, muito mais racional, ou melhor, se difundiu a tendência de pensar que todas as realidades devam ser afrontadas com os critérios da ciência experimental, e que à grande questão da morte se deva responder não tanto com a fé, mas partindo dos conhecimentos experimentais, empíricos. Deste modo, nem se dá conta que deste modo pode-se cair em formas de espiritismo, na tentativa de ter qualquer contato com o mundo além da morte, quase imaginando que exista uma realidade que, no fim, seria uma copia da presente.

Caros amigos, a solenidade de todos os santos e a comemoração de todos os fiéis defuntos nos dizem que somente quem pode reconhecer uma grande esperança na morte, pode também viver uma vida a partir da esperança. Se nós reduzimos o homem exclusivamente à sua dimensão horizontal, a isto que se pode perceber empiricamente, a mesma vida perde o seu sentido profundo. O homem tem necessidade de eternidade e toda outra esperança para ele é muito breve, muito limitada. O homem é explicável somente se existe um amor que supere todo isolamento, também aquele da morte, em uma totalidade que transcenda também o espaço e o tempo. O homem é explicável, encontra seu sentido mais profundo, somente se existe Deus. E nós sabemos que Deus saiu da sua distancia e se fez próximo, entrou na nossa vida e nos diz: "Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, também se morrer viverá, aquele que vive e crê em mim não morrerá eternamente”.

Pensemos um momento na cena do Calvário e reescutemos as palavras que Jesus, do alto da Cruz, dirige ao homem que está à sua direita: "Em verdade eu te digo: Hoje mesmo estarás comigo no paraíso". Pensemos aos dois discípulos na estrada de Emaús, quando, depois de ter percorrido uma parte da estrada com Jesus ressuscitado, o reconhecem e partem para Jerusalém para anunciar a Ressurreição do Senhor. À mente retornam com renovada clareza as palavras do Mestra: "Não se perturbe o vosso coração. Tenhais fé em Deus e tenhais fé também em mim. Na casa do Pai existem muitas moradas. Se não, jamais vos teria dito: "Vou a preparar-vos um lugar"?.

Deus se mostrou verdadeiramente, se tornou acessível, tanto amou o mundo ao ponto de dar seu filho único, a fim que aquele que crer nEle não se perca, mas tenha a vida eterna e, no supremo ato de amor da Cruz, imergindo-se no abismo da morte, a venceu, é ressuscitado e abriu também a nós as portas da eternidade. Cristo nos sustenta através a noite da morte que Ele mesmo atravessou. É o Bom pastor, cuja direção se pode confiar sem nenhum medo, porque Ele conhece bem a estrada, também aquela que passa pela escuridão.

Cada domingo, recitando o Credo, nós reafirmamos esta verdade. E ao nos dirigirmos aos cemitérios para rezar com afeto e com amor pelos nossos defuntos, somos convidados, mais uma vez, a renovar com coragem e com força a nossa fé na vida eterna, e mais, viver com esta grande esperança e testemunhá-la ao mundo: atrás do presente não existe o nada. E exatamente a fé na vida eterna dá ao cristão a coragem de amar mais intensamente esta nossa terra e de trabalhar para construir um futuro, para dar-lhe uma verdadeira e segura esperança.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=284156

O Céu não tem portas - Rezar pelas almas no purgatório



No mês de novembro, a Igreja convida-nos com maior insistência a rezar e a oferecer sufrágios pelos fiéis defuntos do Purgatório. Com esses irmãos nossos, que também participaram da fragilidade própria de todo o ser humano, sentimos o dever – que é ao mesmo tempo uma necessidade do coração – de oferecer-lhes a ajuda afetuosa da nossa oração, a fim de que qualquer eventual resíduo de debilidade humana, que ainda possa adiar o seu encontro feliz com Deus, seja definitivamente apagado.
No Céu, não pode entrar nada de impuro, nem quem cometa abominação ou mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no livro da vida. A alma desfeada pelas faltas e pecados veniais não pode entrar na morada de Deus: para chegar à eterna bem-aventurança, tem de estar limpa de toda a culpa. O Céu não tem portas – escreve Santa Catarina de Gênova –, e quem quiser entrar pode fazê-lo, porque Deus é todo misericórdia e permanece com os braços abertos para admiti-lo na sua glória. No entanto, o ser de Deus é tão puro que, se uma alma nota em si o menor vestígio de imperfeição, e ao mesmo tempo vê que o Purgatório foi estabelecido para apagar tais manchas, introduz-se nele e considera um grande favor que lhe seja permitido limpar-se dessa forma. O maior sofrimento dessas almas é o de terem pecado contra a bondade divina e o de não terem purificado a alma nesta vida. O Purgatório não é um inferno atenuado, mas o vestíbulo do Céu, onde a alma se purifica.
E se não se expiou na terra, são muitas as realidades que a alma deve limpar ali: pecados veniais, que adiam tanto a união com Deus; faltas de amor e de delicadeza com o Senhor; a inclinação para o pecado, adquirida na primeira queda e aumentada pelos pecados pessoais... Além disso, todos os pecados e faltas já perdoados na Confissão deixam na alma uma dívida, um desequilíbrio que tem de ser reparado nesta vida ou na outra. E é possível que as disposições resultantes dos pecados já perdoados continuem enraizadas na alma à hora da morte, se não foram eliminadas por uma purificação constante e generosa nesta vida. Ao morrer, a alma percebe-as com absoluta clareza, e terá, pelo desejo de estar com Deus, um anelo imenso de livrar-se delas. O Purgatório apresenta-se então como a oportunidade única de consegui-lo.
Nesse lugar de purificação, experimentam-se uma dor e um sofrimento intensíssimos: um fogo “mais doloroso do que qualquer coisa que um homem pode sofrer nesta vida”4. Mas também se experimenta muita alegria, porque se sabe que se ganhou definitivamente a batalha e que o encontro com Deus virá mais cedo ou mais tarde.
A alma que está no Purgatório assemelha-se a um aventureiro no limiar de um deserto. O sol queima, o calor é sufocante, dispõe de pouca água; divisa ao longe, para além do grande deserto, a montanha onde se encontra o tesouro, a montanha onde sopram brisas frescas e onde poderá descansar eternamente. E põe-se a caminho, disposta a percorrer a pé aquela longa distância, ainda que o calor asfixiante a faça cair uma vez e outra. A diferença entre os dois está em que, no Purgatório, se tem a certeza de chegar à meta, por mais asfixiantes que sejam os sofrimentos.
Nós aqui na terra podemos ajudar muito essas almas a percorrerem mais depressa esse longo deserto que as separa de Deus. E ao mesmo tempo, com a expiação das nossas faltas e pecados, abreviaremos a nossa própria passagem por esse lugar de purificação. Se, com a ajuda da graça, formos generosos na prática da penitência, no oferecimento da dor e no amor ao sacramento do perdão, poderemos ir diretamente para o Céu. Isso é o que fizeram os santos. E eles nos convidam a imitá-los.
PODEMOS AJUDAR MUITO e de diversas formas as almas que se preparam para entrar no Céu e ainda permanecem no Purgatório. Sabemos que “a união dos que estão na terra com os irmãos que descansam na paz de Cristo não se interrompe de nenhuma maneira, antes pelo contrário vê-se fortalecida pela comunicação de bens espirituais”.
Desde sempre a Igreja ofereceu sufrágios e orações pelos fiéis defuntos. Santo Isidoro de Sevilha afirmava já no seu tempo que oferecer sacrifícios e orações pelo descanso dos defuntos era um costume observado em toda a Igreja. Por isso – assegura o Santo –, pensa-se que se trata de um costume ensinado pelos próprios Apóstolos.
A Santa Missa, que possui um valor infinito, é o que temos de mais valioso para oferecer pelas almas do Purgatório. Também podemos oferecer por elas as indulgências que lucramos na terra: as nossas orações, de modo especial o Santo Rosário, o trabalho, a dor, as contrariedades, etc. Esses sufrágios são a melhor maneira de demonstrarmos o nosso amor pelos nossos parentes e amigos e por todos os que nos precederam e esperam o seu encontro com Deus. Os nossos pais ocuparão sempre um lugar privilegiado nessas orações. Por sua vez, as almas do Purgatório também nos ajudam muito nesse intercâmbio de bens espirituais que é a Comunhão dos Santos. “As almas benditas do purgatório. – por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável – podem tanto diante de Deus! –, lembra-te delas com frequência nos teus sacrifícios e na tua oração.

ESFORCEMO-NOS POR FAZER penitência nesta vida, anima-nos Santa Teresa: “Quão doce será a morte daquele que de todos os seus pecados a tem feita, e não há de ir para o Purgatório!”.
As almas do Purgatório, enquanto se purificam, não adquirem mérito algum. A sua tarefa é muito mais áspera, difícil e dolorosa do que qualquer outra que exista na terra: sofrem todos os horrores do homem que morre no deserto... e, no entanto, isso não as faz crescer em caridade, como teria acontecido na terra se tivessem aceitado a dor por amor a Deus. Mas no Purgatório não há rebeldia: ainda que tivessem de permanecer nele até o fim dos tempos, submeter-se-iam de bom grado, tal o seu desejo de purificação.
Nós, além de aliviá-las e de abreviar-lhes o tempo de purificação, ainda podemos merecer e, portanto, purificar com mais rapidez e eficácia as nossas tendências desordenadas.
A dor, a doença, o sofrimento, são uma graça extraordinária do Senhor para repararmos as nossas faltas e pecados. A nossa passagem pela terra, enquanto esperamos o momento de contemplar a Deus, deveria ser um tempo de purificação. Com a penitência, a alma rejuvenesce e prepara-se para a Vida. “Não o esqueçais nunca: depois da morte, há de receber-vos o Amor. E no amor de Deus ireis encontrar, além disso, todos os amores limpos que houverdes tido na terra. O Senhor dispôs que passássemos esta breve jornada da nossa existência trabalhando e, como o seu Unigênito, fazendo o bem (At 10, 38). Entretanto, temos que estar alerta, à escuta daquelas chamadas que Santo Inácio de Antioquia notava na sua alma, ao aproximar-se a hora do martírio: Vem para junto do Pai, vem ter com teu Pai, que te espera ansioso”.
Como é bom e grande o desejo de chegar ao Céu sem passar pelo Purgatório! Mas deve ser um desejo eficaz, que nos leve a purificar a nossa vida, com a ajuda da graça. A nossa Mãe, que é Refúgio dos pecadores – o nosso refúgio –, obter-nos-á as graças necessárias se nos determinarmos verdadeiramente a converter a nossa vida num spatium verae poenitentiae, num tempo de reparação por tantas coisas más e inúteis.
Fonte: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/finados/16.htm http://www.hablarcondios.org/meditacaodiariaseguinte.asp